Impactos da pandemia na área de planejamento estratégico

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Nenhuma pessoa do mundo poderia imaginar que o ano de 2020 seria um caos completo, a crise do novo coronavírus atingiu todas as esferas da sociedade dos quatro cantos do mapa.

Muito foi perdido durante esse período — que ainda estamos vivendo —, vidas, trabalhos, sonhos. Assistir todo o planejamento indo embora sem possibilidade de reação é, no mínimo, desesperador e são incontáveis os impactos da pandemia que assolam a sociedade.

Neste artigo iremos abordar como o universo corporativo está lidando com os impactos da pandemia e como preservar as pessoas, seu maior ativo. A resiliência e adaptabilidade são fatores preponderantes para lidar com este cenário. São inúmeros os problemas causados pela crise e o primeiro passo para enfrentar o impacto da pandemia é a gestão da organização.

Um comitê de crise composto pelo corpo diretivo, executivos e áreas estratégicas é o ponto de partida para definir prioridades do planejamento, no caso, as vidas dos colaboradores e como manter todos seguros.

O grande desafio da área de planejamento estratégico é a busca por agilidade, uma vez que ela normalmente auxilia a empresa a pensar em horizontes de médio e longo prazo, mas por conta da pandemia o papel se inverteu para o olhar a curto prazo.

Planejamento estratégico x Impactos da pandemia

No atual momento, empresas que vendem serviços, produtos ou órgãos públicos compartilham das mesmas dificuldades ainda que em graus diferentes.

Em um debate realizado pela Blueprintt na última edição do Programa Executivo de Imersão em Planejamento Estratégico, que contou com a participação do Fernando Carvalho, Superintendente de Planejamento Estratégico do Bradesco; Ricardo Masunari Sato, Divisão de Planejamento Estratégico da Telefônica; Heitor Cauneto, Head of Global Manufacturing Excellence da Bunge; e Adelson Rosenberg Coelho, Diretor de Planejamento Estratégico da Prefeitura de São Paulo. Nele, os desafios impostos pela pandemia na área de Planejamento Estratégico foi amplamente explorado.

Todos os gestores comentaram sobre o cuidado com a saúde das pessoas e as adversidades específicas de cada segmento.

De acordo com Ricardo, a Telefônica já trabalhava em um projeto de trabalho remoto e a circunstância acelerou esse processo. Ele ainda comenta sobre a dificuldade na disponibilização dos equipamentos para algumas áreas que compartilhavam o mesmos computadores, e como o trabalho remoto afetou o serviço ofertado pela empresa com o aumento do consumo de internet.

Diferente da Telefônica, a Bunge opera no segmento de alimentos. Ambas as empresas oferecem serviços e produtos essenciais ao dia a dia da população, e durante esse período a busca se intensificou pelos impactos da pandemia.

Segundo Heitor, o planejamento da Bunge focou em reparar os danos causados da maneira mais ética e humana possível. A empresa se encontrou em um dilema, pois, ao mesmo tempo em que era prioridade preservar a saúde dos funcionários, a produção de alimentos não poderia parar. O Head comenta que as reuniões se tornaram diárias nos primeiros meses da quarentena e que hoje acontecem duas vezes na semana. Devido ao isolamento social, algumas tecnologias ajudaram a visualizar as plantas, já que não era possível estar presente fisicamente.

Para Adelson, o cenário é completamente diferente, ou como ele mencionou: muito complexo. A gestão pública em São Paulo normalmente já é desafiadora, com uma crise mundial se tornou mais complicada ainda. Diferente dos outros participantes, Adelson relata que o planejamento estratégico não pode ser de médio a longo prazo como nas empresas privadas, pois o mandato de quatro anos exige uma rapidez na avaliação orçamentária e dos pontos críticos da cidade.

A recuperação de pequenas e médias empresas é o foco da prefeitura para aquecer a economia, segundo o Diretor de Planejamento Estratégico da cidade.

Indagados por Fernando, os três gestores comentaram sobre a complexidade acerca do futuro. Porém, um consenso foi a reflexão sobre os processos que até então pareciam impossíveis e que por conta da pandemia se tornaram mais flexíveis.

Independente do porte da empresa, é necessário estar alinhado com a área de gestão de riscos e atento às necessidades de reposicionamento, mudanças de recursos e ajustes de consumo e gastos.

Qualquer tomada de decisão brusca pode afetar um ecossistema inteiro. Portanto, reavalie prioridades e planeje com o cenário atual. Ainda não dá para prever como será o mundo pós-pandemia e quais os rastros ela irá deixar, mas, com certeza, lições e aprendizados não irão faltar.

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