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Transformação de processos e geração de valor para a sociedade
Veja um caso prático de como a transformação de processos pode gerar valor agregado para a sociedade e melhorar os projetos estratégicos da empresa

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Cada vez mais, o gerenciamento de processos ocupa um espaço fundamental para as estratégias de negócios, tomadas de decisões e ganhos de competitividade das empresas, especialmente em um momento em que a transformação digital desafia as organizações a serem mais competitivas.

Além disso, a transformação de processos desempenha um papel importante para engajar pessoas e promover melhorias nos projetos estratégicos das organizações. E o primeiro passo para essa transformação se realizar consiste em analisar e mapear a visão atual dos processos, para só então verificar as causas e partir para as possíveis mudanças.

Na última edição do CONEP – Congresso Nacional de Excelência em Processos contamos com a participação do Daniel Valadão, Superintendente de Planejamento e Inovação da CVM – Comissão de Valores Mobiliários falando sobre como a transformação de processos pode gerar valor para a sociedade como um todo, não apenas para as empresas.

Engajar as pessoas na importância do planejamento estratégico foi o objetivo da CVM em seu trabalho de base, focado no planejamento mais estruturado para os projetos de transformação de processos. A iniciativa, além de trazer resultados como projetos mais desafiadores e organizados, promoveu uma verdadeira mudança de mindset dos profissionais.

Continue a leitura e conheça os detalhes!

CVM e o mercado de valores mobiliários

O mercado de valores mobiliários brasileiro está entre os 10 maiores do mundo. E o seu crescimento é quase que exponencial expressando mais de 330% em um horizonte de cinco anos.

Dentro desse mercado a CVM trabalha, basicamente, três aspectos para garantir que o mercado de capitais brasileiro seja competitivo perante o mercado de crédito nacional e de outros países. Ou seja, o mercado brasileiro compete com outros mercados e a função do órgão é deixar o ambiente íntegro e com o menor número de fraudes possível.

Também trabalham para melhorar a eficiência e para promover o desenvolvimento do mercado. Fazem isso através da criação de normas que os regulados devem seguir, supervisionando estas normas, investigando irregularidades, orientando e promovendo a educação financeira.

Projeto de transformação de processos

A autarquia desenvolveu um programa de projetos para promover a transformação de processos e melhorar a sua eficiência e produtividade, mas também para reduzir o custo regulatório que a CVM gera para os seus regulados.

Por isso, a sua principal premissa foi “gerar valor para a sociedade” tendo em vista que quanto menor o custo regulatório, mais competitivo todo o mercado fica e mais benefícios são agregados ao consumidor final.

Após definirem o objetivo de reduzir os custos de observância dos participantes do mercado, contrataram uma consultoria para que realizassem o trabalho de mapeamento de processos incluídos no atendimento das exigências regulatórias da CVM.

E para estabelecer o que tinha mais relevância dentro do segmento de cada regulado, aplicaram diversas ferramentas de análises de processos até chegarem a um número final. Esse processo foi feito, inicialmente, com administradores fiduciários e corretoras.

Analisando a fundo todos os procedimentos, foi possível identificar o que mais gerava custo para um administrador de fundos de investimento, por exemplo. Para eles era “entregar diariamente 8 campos numéricos”, e a principal causa disso era o retrabalho ocasionado pelas falhas existentes no sistema de recepção da CVM.

Tendo em vista que essa exigência da CVM representava 50% de todo o custo regulatório anual, o passo seguinte consistiu em desenhar um projeto para reconstrução e modernização do sistema de recepção dos fundos. Fazer esta identificação foi importante para a priorização das iniciativas.

Além disso, criaram um dashboard para análises e entregas de resultados e um simulador de custos de observância para que fosse possível simular os impactos financeiros para o mercado antes de planejar as ações normativas.

Principais lições aprendidas

Às vezes as empresas cometem o erro de iniciar um projeto antes mesmo de identificar corretamente o problema e assim fica praticamente impossível resolver algo que ainda não é conhecido.

Portanto, a principal lição aprendida foi que o método de solução de problemas é um só e a lógica seguida deve ser sempre a mesma. Primeiro identifica-se onde está o problema para depois começar a fase de análise, extração das causas, definição da solução e por fim, fazer o acompanhamento da execução das soluções.

Indicadores de gestão geram custo porque para medir você precisa implementar todo um sistema, portanto, implemente apenas aqueles que são necessários para utilizar os recursos de forma eficiente. Menos é mais, domine o método pois assim será possível usar ferramentas mais simples que serão suficientes para resolver os problemas.

Por fim, sem credibilidade a área de desenvolvimento de gestão não consegue fazer muita coisa. Ela tem a ver com resultados, mas também com uma visão de negócios e não meramente focada em ferramentas específicas. Não ter o apego para conseguir se livrar de ferramentas que não tragam mais resultados para as empresas é peça-chave para o sucesso do departamento.

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Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.