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Como 6 tipos de liderança de técnicos da Copa podem inspirar os gestores da sua empresa
É possível perceber muitas semelhanças entre um líder corporativo e um técnico de futebol. Veja lições dos planos de trabalho dos principais comandantes de seleções.

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É possível perceber muitas semelhanças entre os tipos de liderança de um gestor de uma empresa e de um técnico de futebol.

 

Não sabe como? Olhe essas tarefas:

 

Montar uma estratégia. Planejar ações. Definir um time. Delegar funções. Cobrar desempenho de sua equipe. E viver sob pressão constantemente.

 

Aproveitando o momento em que os olhos estão voltados para Copa do Mundo na Rússia, a Page Personnel – empresa global de recrutamento – traçou um paralelo entre os comandantes das principais seleções de futebol e os diferentes tipos de liderança que encontramos no mundo corporativo.

 

Para Lucas Oggiam, gerente sênior da Page Personnel, cada comandante se destaca pelo seu estilo tanto no futebol, como dentro das companhias.

 

“Os técnicos lidam com equipes interdisciplinares, análise de desempenho, compromissos de publicidade e comunicação, formação de times, gerações mais jovens e forte pressão da opinião pública.

É muito parecido com um líder de sucesso no mercado corporativo. Ambos também são cobrados pelo desempenho das pessoas à sua volta”, afirma Oggiam.

 

Confira, abaixo, o perfil de seis técnicos de seleções que estão disputando a Copa do Mundo. Talvez a sua empresa tenha ou esteja precisando de um tipo de liderança assim:

 

1. Tite, técnico do Brasil

 

Tite assumiu o comando da seleção brasileira em um momento muito delicado: corria-se o risco de ficar fora da Copa do Mundo na Rússia.

 

Em menos de dois anos, o técnico garantiu a participação do Brasil no torneio com antecedência e ainda fez da equipe uma das favoritas ao título.

 

Há quem diga que esse sucesso está diretamente relacionado à metodologia de trabalho coletivo e no diálogo mais pessoal com os atletas, imprensa e torcedores estabelecido pelo treinador.

 

Tite conquistou a admiração de praticamente toda imprensa e torcida, o que, convenhamos, é muito raro para um técnico da seleção brasileira.

 

Quanto ao perfil de liderança, podemos afirmar que Tite tem uma postura professoral e pacificadora. É aquele tipo de líder que consegue tirar o máximo de rendimento dos talentos que estão ao seu redor.

 

Não é necessariamente inovador, mas compensa bastante com intensidade, organização e uma comunicação transparente.

 

É reconhecido por deixar legados, metodologias de trabalho bem definidas e referências de comando.

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, Tite lembra o líder de perfil carismático que traz resultados e melhora o ambiente. Não é inovador, mas é eficiente em estratégias e estruturação de projetos.

 

Aliás, você sabia que o Tite distribuiu um livro sobre técnicas de liderança para que todos os jogares se sintam responsáveis pelo sucesso da seleção brasileira?

 

Escrito pelo técnico norte-americano de basquete, Mike Krzyzewski, “Liderar com o coração” apresenta 40 palavras-chave que o Coach K utiliza para motivar seus jogadores e transmitir conceitos de superação.

 

Aproveite e veja os 5 melhores livros de liderança que você precisa conhecer agora.

 

  1. Joacquim Löw, técnico da Alemanha

 

Resultados a longo prazo. Assim podemos resumir o trabalho do técnico da seleção alemã. À frente da equipe desde 2006, o profissional foi responsável pela maior transformação da que a seleção da Alemanha já passou.

 

Löw participou da renovação de talentos, mudou drasticamente o já consagrado estilo de jogo alemão e adotou novos métodos de treinamentos.

 

Apesar da eliminação precoce na Copa do Mundo de 2018, não dá para negar que ele é um típico formador de times de excelência.

 

Quanto ao tipo de liderança, Löw é um líder que não aparece tanto, é mais discreto. Ao contrário do estereótipo de disciplinador alemão, ele é reconhecido pela liderança cautelosa e educativa.

 

Tanto é assim que adquiriu respeito da crítica internacional por coordenar a transição de uma equipe veterana e vencedora para um time de muitos jovens talentosos.

 

Além de bons resultados, Löw conseguiu estabelecer um padrão de jogo elogiável, com diversidade étnica e respeito ao jogo (fair play).

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, Löw é um líder que cultiva grandes resultados a longo prazo, mantendo um ambiente favorável para todos.

 

  1. Gareth Southgate, técnico da Inglaterra

 

Um dos técnicos mais jovem da Copa do Mundo, com 47 anos, Gareth Southgate tem uma carreira meteórica, acumulando uma série de promoções.

 

De treinador da categoria de base à liderança da seleção principal, Southgate tem a dura missão de comandar o terceiro time mais jovem desta Copa do Mundo, com uma média de idade de 26,1 anos.

 

E sabemos a dificuldade de liderar jovens talentos que chegam ao topo da carreira tão novos.

 

Quanto ao tipo de liderança, Southgate se destaca pelo bom humor e pelas oportunidades que dá para jovens talentos, mesmo que estejam escondidos em times menores.

 

Ele acredita na juventude, velocidade e arrojo para alcançar seus resultados.

 

Podemos falar, também, que ele é um líder alinhado com o mundo moderno, que investe na comunicação digital. Um exemplo disso é a convocação para a Copa do Mundo, realizada com um vídeo-surpresa, no qual os próprios torcedores “convocavam” os atletas.

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, Southgate abre mão de qualquer vaidade para promover e reter jovens talentos sempre por perto.

 

  1. Jorge Sampaoli, técnico da Argentina

 

Inquieto, criativo e complexo. Jorge Sampaoli é capaz de transformar qualquer ambiente com suas ideias de jogo que fogem completamente do convencional.

 

Líder reconhecido por inovações táticas e obsessão pelo controle do adversário – escola consagrada por Pep Guardiola – tem umas das missões mais difíceis desta Copa do Mundo: comandar um time de grandes estrelas individuais, mas que ainda não conseguiram render o máximo juntas.

 

Quanto ao tipo de liderança, Sampaoli é um dos mais imprevisíveis desta Copa: tem rigor, originalidade e um temperamento que não chega a ser explosivo, mas está longe da serenidade.

 

Muito intenso, gosta de assumir riscos ao tomar decisões, muitas vezes controversas, sem pensar duas vezes.

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, Sampaoli lembra aquele líder criativo e inquieto que sabe sacudir o ambiente e tirar as pessoas da zona de conforto.

 

  1. Roberto Martínez, técnico da Bélgica

 

No geral, podemos comparar a seleção belga de 2018 com uma startup: ágil, admirada, detém alto potencial de crescimento e está bem avaliada pelo mercado.

 

Por outro lado, faltam alguns fatores como tradição, experiência e espírito de vitória.

 

Diante desse cenário, surge um líder espanhol. Roberto Martínez carrega o repertório de uma das melhores escolas do futebol moderno.

 

Ao mesmo tempo, apresenta características de pesquisador e psicólogo, com forte orientação para alta performance.

 

Quanto ao tipo de liderança, Martínez é muito detalhista, pedagógico e afeito à psicologia do sucesso. O comandante da seleção belga valoriza a cultura do negócio e cobra o mesmo de seus liderados.

 

Todos devem ter conhecimentos sobre a história que cerca o ambiente de trabalho. Para ele, fazer o básico não é o suficiente.

 

Outra característica que se destaca em Martínez é o diálogo mais próximo e atencioso, capaz de estimular pessoas a cumprirem objetivos, mesmo em quadros desfavoráveis.

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, seria aquele líder que tem muito conhecimento teórico e que sabe transmiti-lo aos seus comandados, sem abrir mão da cultura geral da empresa.

 

  1. Heimir Hallgrímsson, técnico da Islândia

 

Desde 2013 à frente da mais simpática seleção desta Copa do Mundo, Hallgrímsson já foi responsável por grandes feitos.

 

Em 2016, ele levou o time de um país com pouco mais de 300 mil habitantes até as quartas de finais da Eurocopa e, dois anos depois, dirigiu a Islândia na sua estreia em Copas do Mundo.

 

Apesar da eliminação na primeira fase, a equipe não fez feio e até arrancou um empate contra a Argentina de Messi.

 

Dono de um currículo completamente fora da curva no mundo da bola, Hallgrímsson segue a carreira de dentista no dia a dia. Por conta dessa trajetória profissional, o técnico da seleção islandesa aparenta desapego saudável à fama e à valorização de mercado.

 

É um ótimo exemplo de tipo de liderança jovem e bem-humorado, avesso a formalidades. A forma como Hallgrímsson conduz a equipe está muito ligada aos valores da cultura local que valoriza o bem comunitário.

 

Como boa parte dos comandados também não é profissionais da bola, ele respeita as preferências de cada um, assim como valoriza o trabalho em equipe, onde todos devem se esforçar para um bem comum.

 

Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, seria o líder culto e desapegado da linguagem padrão de mercado. Preza pelo trabalho árduo o solidário.

 

Ao mesmo tempo em que todos são exigidos ao máximo, eles também são amparados pelo comandante. Cooperação é a palavra-chave.

 

Identificou gestores na sua empresa que lembram algum desses treinadores e seu tipo de liderança?

 

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Autor

Bruno Maddalena

Bruno é formado em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduado em Marketing Digital pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, já escreveu sobre e-commerce, empreendedorismo, franquias, marketing digital, mercado imobiliário e tecnologia.