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Como estabelecer um modelo de teletrabalho nas companhias?
Em tempos de transformação digital e de mudança natural no perfil dos profissionais, novos modelos e relações de trabalho surgem no mundo.

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Apesar de já ser um tema amplamente debatido, o conceito de teletrabalho nas companhias ainda encontra certas barreiras em alguns setores, especialmente por ser considerado um modelo de transformação para a estrutura de muitos negócios. 

Na 2º edição da Conferência Home Office 360º, a participação de Juliana Zan, superintendente de Recursos Humanos da seguradora Tokio Marine, foi fundamental para ampliar o debate sobre como o teletrabalho nas companhias é visto e funciona hoje no Brasil, tendo em vista que a empresa encontrou desafios na implementação de seu modelo até se tornar um case de sucesso. 

Para conferir como foi esse debate e quais são os pontos mais importantes sobre o tema, destacamos algumas dicas e visões sobre o modelo adotado pela Tokio Marine. Que tal conferir?

Em primeiro lugar, o que define o teletrabalho nas companhias? 

Em tempos de transformação digital, mas principalmente por causa de uma mudança natural no perfil dos profissionais, novos modelos e relações de trabalho surgem no mundo. Um dos conceitos ligados a essa ideia mais debatidos e aplicados nas empresas é o do teletrabalho. 

Mas afinal, o que define esse conceito? Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o termo “teletrabalho” surgiu para identificar “a forma de trabalho realizada em lugar distante do escritório e/ou centro de produção, que permita a separação física e que implique o uso de uma nova tecnologia facilitadora da comunicação”. 

Sendo assim, o conceito de teletrabalho nas companhias remete a qualquer atividade profissional realizada de forma remota, ou seja, em locais diversos ao posto oficial e fixo do empregador, baseada na utilização de tecnologias que permitam e facilitem a comunicação à distância. 

Dentro desse conceito, surgem diferentes modelos de teletrabalho que são conhecidos nos dias de hoje, como o home office e o flex day ou flex office, além de termos comuns relacionados a ambientes compartilhados para trabalho, como hubs, coworking, centros de produção etc. 

Qual foi o papel da Reforma Trabalhista no teletrabalho? 

Além dos fatores citados anteriormente, a implementação do teletrabalho nas companhias foi impulsionado graças às propostas da última Reforma Trabalhista no Brasil. Apesar de já ser prevista por lei antes mesmo das mudanças, a prática de trabalho à distância foi definitivamente regulamentada. 

Isso permite que os colaboradores, em acordo com seus empregadores, realizem suas atividades fora do ambiente do trabalho, desde que haja esse interesse ou necessidade de alguma das partes, sem haver prejuízos, perda de direitos e sem ser limitada apenas a serviços externos, como os executados por vendedores, representantes comerciais, motoristas etc. 

Ou seja, qualquer colaborador pode realizar suas atividades à distância, amparado pela lei, desde que haja um acordo entre ele e a empresa para tal. 

No caso da Tokio Marine, como foi a implementação do teletrabalho? 

Juliana Zan destacou que a implementação do conceito de teletrabalho na Tokio Marine não foi uma tarefa das mais fáceis e, inclusive, que os primeiros pilotos serviram como fonte de aprendizado e melhorias para as tentativas seguintes.

Com o amadurecimento das ideias e práticas, a empresa passou a avaliar pontos fundamentais para a implementação do modelo e, logo de início, os resultados começaram a aparecer.

Para você ter ideia, um dos testes que visavam mensurar os resultados dos colaboradores mostrou que 5 de 7 funcionários apresentaram uma produtividade maior ao trabalharem em casa, enquanto os 2 outros mantiveram os níveis do ambiente da empresa. 

Isso foi fundamental para a Tokio Marine definir quais modelos pretendia seguir para tornar o teletrabalho uma realidade na rotina de seus colaboradores.

A palestrante destaca que esse processo de transformação é contínuo na organização e ainda se encontra em fase de adaptações. Hoje, já são 25 funcionários optantes pelo regime home office, entre as 2 mil pessoas que compõem o quadro da companhia. 

Quais as principais modalidades de teletrabalho nas companhias? 

Atualmente, há diferentes cases de teletrabalho nas companhias, cada qual com as suas características e especificidades. Durante a palestra, isso ficou claro com a participação de outros profissionais, que resumiram e deram detalhes de como cada empresa tratava e implementava o assunto na prática. 

No caso da Tokio Marine, os formatos de teletrabalho e telepresença seguem o seguinte modelo: 

  • Full Home Office: quando o colaborador tem a opção e a liberdade de realizar as suas atividades à distância em tempo integral. Nesse caso, a empresa adotou o modelo para os profissionais do setor comercial, no qual não há um controle de jornada e horários, apenas apuração dos resultados entregues; 

  • Flex Day ou Flex Office: nesse formato, o colaborador tira um a cada três dias para trabalhar de forma remota, seja em sua casa ou em qualquer outro ambiente, como um coworking, uma praça de alimentação, um escritório próprio etc. 

Nos dois casos, a empresa teve respaldo jurídico, cada qual com uma forma de aplicação distinta, obedecendo à última Reforma Trabalhista e fazendo testes pilotos para mensurar dados, resultados e feedbacks. 

Após a implementação de cada formato, a palestrante ainda destacou alguns pontos que foram levantados para saber se os modelos de teletrabalho seriam ou não efetivos para a companhia. São eles: 

  • produtividade dos colaboradores; 

  • resultados apresentados nos projetos pilotos; 

  • qualidade na comunicação; 

  • satisfação dos optantes do programa. 

Em resumo, o case apresentado pela seguradora Tokio Marine mostra como o teletrabalho nas companhias é uma realidade e faz parte de um processo de transformação contínuo de muitas empresas no Brasil e no mundo, no intuito de se adaptarem às diversas mudanças que ocorrem não somente nas novas legislações trabalhistas, mas principalmente nos anseios de uma nova geração de profissionais. 

Ainda que existam muitos desafios e dúvidas na implementação dos modelos de teletrabalho nas companhias para que sejam realmente efetivos, tudo isso prova o quão importante é para as empresas e os profissionais de Recursos Humanos estarem sempre antenados ao assunto e, principalmente, buscarem alternativas para acompanhar tais mudanças. 

Curtiu as dicas sobre teletrabalho nas companhias? E sua empresa, como lida com essas tendências? Se tem alguma dúvida ou sugestão sobre o tema, não deixe de compartilhar com a gente!

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.