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Quais tecnologias para a redução de fraudes as fintechs vêm utilizando?
Unir segurança e experiência do usuário é um dos maiores desafios encontrados por essas empresas. Conheça as principais apostas delas.

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Toda novidade no mercado financeiro gera alguns incômodos e inseguranças em seus novos usuários, principalmente sobre a existência de tecnologias para redução de fraudes.

 

Quem ainda não esbarrou na oportunidade de interagir com uma fintech, com certeza vai chegar à este dia em pouquíssimo tempo.

 

Mais do que uma aposta, hoje estas importantes startups podem atender aos cidadãos de muitas formas diferentes, o que aumenta cada vez mais a possibilidade deste encontro.

 

Dentre elas, podemos citar algumas com atuação principalmente no mercado financeiro, nas frentes de concessão de crédito, cartões, câmbio, investimentos e blockchain, entre outros.

 

Mas também é possível encontrá-las já em outros mercados, como o de seguros.

 

Por lidar com os dados das pessoas e, principalmente, seu dinheiro é preciso que essas empresas tenham cada vez mais ferramentas de prevenção à fraude.

 

É importante, no entanto, que estas iniciativas não sejam invasivas à privacidade e à experiência dos consumidores.

 

Com base neste cenário, no último mês de junho, a Blueprintt realizou o PayTech, evento que recebeu os especialistas, Eduardo Braz, COO da empresa Bom Pra Crédito, Ewerton Chaves, Diretor do banco CBSS e Marcelo Zanelatto, Diretor de Produtos na Acesso Digital.

 

Veja, a seguir, algumas das iniciativas que vêm sendo usados para reduzir fraudes nas fintechs.

 

Bom Pra Crédito

 

A Bom Pra Crédito é uma empresa que gerencia as melhores oportunidades de crédito para os consumidores em uma só plataforma, como se fosse um marketplace de crédito.

 

Então você preenche um formulário, coloca as condições de crédito que deseja e eles vão encontrar a melhor opção para você.

 

Podem informar, inclusive, caso já haja uma pré-aprovação por parte da instituição financeira escolhida.

 

Após quatro anos de mercado, a empresa acumula 20 milhões de visitas, 4 milhões de clientes cadastrados, 500 mil clientes aprovados e mais de 200 milhões de volume originado dentro da plataforma.

 

Esse volume mais do que justifica a necessidade de uma ferramenta contra fraudes mais assertiva e que também não viole a experiência dos usuários.

 

Foi aí que decidiram apostar na biometria facial.

 

O cruzamento de bases entre estes fornecedores é um dos principais garantidores da efetividade desta ferramenta.

 

Mas, é claro, ela não atua sozinha, há também filtros de geolocalização, perfil demográfico, upload de documentos, análise de uso das redes sociais e score de Machine Learning, por exemplo.

 

Essas ferramentas ajudam a realizar outros filtros e não sobrecarregam o uso da biometria.

 

Banco CBSS e o Digio

 

O Banco CBSS faz parte do grupo Elopar, que é uma holding do Banco do Brasil e Bradesco, que agrupam serviços em que tem mais sinergia.

 

Desta iniciativa, nasceu o primeiro cartão da empresa, que não tem anuidade e nem taxas de serviços, além de inúmeras vantagens totalmente controladas no universo digital, o Digio.

 

Porém, mesmo antes do Digio, eles já haviam colocado um pezinho na inovação digital, criando uma solução mobile em segurança de captura de documentos, o que já abriu muitas portas para uma antiga estrutura ter novos pensamentos.

 

O cartão Digio foi o primeiro produto do banco CBSS em que foi aplicada a utilização de biometria fácil.

 

“Fazer um cartão de crédito no modelo tradicional levaria uns dois anos, o Digio foi colocado no ar em 6 meses” frisa Ewerton, como uma das facilidades que a transformação digital tem trazido aos bancos.

 

Mas, como já falamos por aqui, toda inovação traz algumas inseguranças, ainda mais quando o público é vasto.

 

“A princípio lançamos sem muito alarde direto na AppStore e Google Play, isso numa sexta, e sábado já haviam 21 mil propostas” comenta Ewerton.

 

Foi quando precisaram balancear a ânsia do marketing em vender, a ânsia da equipe de análise de risco em não deixar passar a fraude e a ânsia da preservação da experiência dos consumidores.

 

Eles também começam a utilizar a biometria facial como ferramenta de segurança e já pensam em utilizá-la para agilizar processos mais sensíveis, como, por exemplo, desbloqueio do cartão de crédito direto pelo aplicativo.

 

Benefícios da biometria facial

 

Tudo que foge do “sempre foi feito assim”, pode assustar consumidores de quaisquer tipos de serviços oferecidos pelo mercado.

 

Principalmente quando se trata do dinheiro das pessoas e da proteção dos seus dados.

 

Falando em biometria das digitais, por exemplo, há pessoas que têm medo de liberá-las para os bancos de dados que existem por aí ou, simplesmente, não querem colocar seus dedos em uma máquina que é utilizada por muitas pessoas.

 

Há também outras que, devido à grande intensidade de trabalhos manuais, acabam perdendo características das digitais, o que impossibilita o reconhecimento.

 

 

Quando pensamos em documentoscopia existem barreiras não só dos usuários, mas também da própria falta de padronização de documentos que temos nos Brasil, o que dificulta este trabalho.

 

Sem falar do perigo a quebra da experiência deste cliente, caso ele acesse alguma empresa para adquirir um produto ou serviço e não tenha o documento solicitado.

 

Já a biometria facial, bom, o seu rosto está sempre ali com você, tem características únicas e, com certeza, já está em centenas de fotos que você tira com o celular no dia a dia e pode ser vinculado a dados cadastrais mais corriqueiros junto a grandes bureaus que existem no mercado.

 

Ou seja, você consegue trata-la de maneira 100% digital, através de uma prática já corriqueira dos cidadãos, que é tirar a famosa selfie, unido a um baixo custo de implantação e a uma grande aceitação cultural.

 

Custo, aplicabilidade, segurança e experiência do usuário

 

Hoje o acesso à tecnologia tem se tornado cada vez mais próximo, com nomes como Cloud e Watson da IBM, que permitem a criação de pequenos bots sem custo, por exemplo.

 

Assim pode-se encabeçar pequenos projetos de uma maneira mais clara e palpável nos dias atuais.

 

Pensando nos grandes bancos, já existe uma estrutura financeira consolidada que permite este acesso, fora esta movimentação de união entre eles e algumas Fintechs, prestando um serviço de encubação de projetos, que aproxima ainda mais ambas as empresas da inovação.

 

Sendo assim, desde a startup até grandes corporações, a tecnologia pode estar presente e evoluir conforme as demandas da própria empresa.

 

Como já comentamos aqui, com base na experiência dos cases do CBSS e Bom Pra Crédito, a resistência cultural de aplicação desta ferramenta foi baixíssima e sua aplicabilidade é muito tranquila.

 

Afinal, a selfie já é uma atividade comum à maioria das pessoas e as câmeras de smartphones hoje já estão dentro de um padrão internacional de regras para biometria facial.

 

Pensando nisso, para dentro dos bancos o sucesso na aplicação também é grande, já que é a possibilidade de se criar uma nova base de autenticações com dados mais assertivos que serão cruzadas com bases parceiras.

 

Unir segurança e experiência do usuário é um dos maiores desafios dentre todos os já apresentados aqui.

 

Pois, temos uma vertente restritiva sendo unida a uma liberal, que precisam encontrar seu ponto de equilíbrio.

 

Por isso, é possível colocar a biometria facial junto a outras ferramentas de segurança, como geolocalização, batimentos de informações cadastrais, análise de redes sociais e, em casos mais críticos, uma derivação para análise humana.

 

Isso faz com que se abram portas para um UX mais livre e proveitoso, sem a empresa perder a segurança que tanto procura.

 

Gostou dos cases de redução de fraudes?

 

Em outubro, a Blueprintt vai realizar o Congresso C4.

 

O evento vai apresentar as principais inovações em meios de pagamento, crédito e cartões. Participe!

Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.