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Como a tecnologia reduz riscos e custos na concessão de crédito
As fintechs estão explorando melhor novos modelos de negócios com elementos como o Social Score e o Big Data. Conheça esses cases.

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O crescimento e o amadurecimento das fintechs estão criando novos modelos de concessão de crédito, explorando melhor elementos como o Social Score e o Big Data.

Mas não é só isso. Outras modalidades começaram a ganhar destaque e relevância como o microcrédito, crédito com ou sem garantias, crédito totalmente online a juros baixos, entre outras.

A verdade é que a expansão das fintechs acontece de forma acelerada, tanto no Brasil como no mundo.

Dedicadas a serviços como meios de pagamento, investimentos, empréstimos, entre outros, essas startups buscam o suporte da tecnologia para democratizar e desburocratizar processos financeiros, colocando em xeque a supremacia e ineficácia de grandes bancos.

O avanço e popularização dessas startups do mercado financeiro é um caminho sem volta, tanto que diversas empresas estão focadas em criar um ecossistema melhor para o seu funcionamento e formas de atingir o grande público – que ainda tem receio de apostar em plataformas fora dos bancos convencionais.

Neste post, você vai entender mais sobre a evolução da concessão de crédito a partir das fintechs e acompanhar novidades incorporadas em empresas desse segmento. Confira!

Novos modelos de negócios em concessão de crédito

Mudanças e aprendizados acumulados ao longo dos anos impulsionaram fintechs a aperfeiçoar as formas como se avalia o cliente em etapas de concessão, gestão e cobrança de crédito.

Gabriela Miranda, Head de Produto da Geru, conta o que a empresa fez para ter mais eficiência nesse processo, salientando a importância de ter modelos diferentes para concessão – uma vez que é muito mais efetivo avaliar pessoas com base em abordagens distintas para tomar uma decisão.

Na Geru, a solução foi separar a análise de crédito em etapas, de forma a otimizar custos e processos.

Uma das criações que se encaixa nesse sistema é o “fast deny”, elaborado por meio da experiência e do volume de dados acumulados na empresa.

O fast deny – que em tradução livre para o português significa “uma recusa rápida” – permite que a instituição retire da esteira de crédito aproximadamente de 85% a 95% das propostas só utilizando informações públicas e gratuitas.

“Esses dados são usados para tornar a análise mais rápida e eficiente, gerando respostas em minutos para os clientes”, diz Miranda.

A tecnologia a serviço da eficiência

Transparência para o consumidor e a consolidação do maior número de informação possível são os fortes das fintechs, que usam a tecnologia como diferencial e base principal dos seus processos.

Na Creditas, existem squads dedicados de TI que trabalham próximos de cada passo da cadeia, desde a entrada do lead até o fechamento do contrato.

Lucas Gerard, que é o Head Investor Relations, aponta que o fato de cartórios não serem integrados e informatizados atrapalham processos e os tornam mais lentos, especialmente em casos como home equity.

Mesmo assim, Gerard confirma que os processos para a concessão de crédito são os mesmos que outros tipos de empréstimo, seguindo um fluxo otimizado graças a um funil de tecnologia – que ajuda inclusive a detectar clientes que não valem a pena continuar no ciclo de crédito.

Bruno Poljokan, sócio do GuiaBolso, assinala que os processos dos grandes bancos são ineficientes e, sobretudo, caros.Por conta dos gastos com infraestrutura e operação, o custo para o cliente final também é mais elevado.

A tecnologia ameniza o custo de toda a operação. Conseqüentemente, ajuda a agregar mais valor ao funil e reduzir o valor das taxas apresentadas para os clientes.

Para ele, o segredo está nos dados: como o GuiaBolso funciona como um hub financeiro que concentra todas as informações bancárias do usuário, a empresa está tão bem – ou mais – informada sobre a vida financeira da pessoa, e pode usar e processar esses conhecimentos para aprimorar seus produtos e abastecer toda a cadeia de serviços.

O poder dos algoritmos: cruzamento de centenas de bases de informações online

Na Geru, com o apoio da tecnologia e do processamento de dados, o processo de concessão de crédito é totalmente online e intuitivo.

Gabriela Miranda reforça que o intuito era, na criação desse modelo de negócio, que o cliente fornecesse o mínimo de informação possível e que a empresa conseguisse respostas online em minutos sem que um ser humano precisasse ser envolvido no procedimento.

Para isso, sistemas de análise de crédito, prevenção de fraudes e o fast deny foram construídos com base em um bando de dados e uso de algoritmos para cruzar informações.

Para ela, dá mais trabalho envolver verificações humanas e checagens de documentos, além de tornar a etapa mais sensível a fraudes.

“Na primeira fase da esteira de crédito, não existem pessoas envolvidas. Uma vez aprovado, o cliente passa por algumas checagens e precisa submeter alguns poucos documentos, como foto ou identificação”, diz ela.

“Não solicitamos comprovante de renda, por exemplo, pois acredita-se que existem outras maneiras mais certeiras e efetivas de comprovar a renda de uma pessoa sem ser acreditando no documento que ela mostra. Dá mais trabalho dessa forma. É mais fácil e melhor comparar dados ou estimar a renda do cliente com base em modelos estatísticos”, complementa.

Por que inovação é a palavra do momento no mercado de crédito e cobrança.

Os caminhos para executar de forma correta o Social Score

Na visão de Gabriela Miranda, os dados, inclusive os do Social Score, são desestruturados. É preciso usá-los de forma estratégica e inteligente.

Como exemplo, ela comenta um modelo de avaliação da Geru que usa o e-mail da pessoa. “Um e-mail fornecido que existe há dias e outro que é usado por anos diz muito sobre aquele cliente, bem como a combinação de caracteres que o forma, como nome ou data de nascimento”, aponta ela.

Da mesma forma, a empresa olha para dados que fogem do tradicional, como o tipo de agência bancária onde a pessoa solicita crédito – se a agência fica em bairros mais populares ou refinados, por exemplo – ou o uso do CPF para checar o histórico familiar relacionado ao cliente.

Ademais, ela adiciona que o comportamento e o relacionamento do cliente com a Geru é monitorado constantemente.

“Pessoas que emitem boas respostas recorrentemente, que não atrasam parcelas ou que não entram na esteira de cobrança, são bonificadas e ganham boas referências”, conclui.

Pessoas, em geral, estão muito habituadas ao modelo do banco, especialmente em relação à concessão de crédito. Logo, as fintechs têm o desafio de se consolidar e investir em tecnologia para facilitar e aproximar ainda mais sua proposta do público, tornando o negócio ainda mais competitivo.

A ideia é impulsionar a mudança e fazer com que usuários percam o medo desse tipo de serviço e entendam que crédito é um produto como outro qualquer.

Ou seja, deve-se pesquisar, se informar mais sobre o assunto e decidir qual instituição – seja um banco tradicional ou uma startup inovadora – apresenta a melhor proposta ou formato.

Conheça mais seis casos práticos

As novas tecnologias estão reinventando o mercado de concessão de crédito e cobrança, mas, ao mesmo tempo, as regulamentações devem ser seguidas para não atrapalhar os negócios.

Esse é o foco do Fórum C4 de Crédito & Cobrança (C4CC), que a Blueprintt vai realizar entre os dias 04 e 05 de março, em São Paulo.

Fintechs do setor se reunirão para mostrar suas soluções e ajudar a você a encontrar novas respostas para os seus desafios. Veja a programação completa do Fórum C4CC e participe!

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.