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Supply chain: como trabalhar as demandas e multicanalidade?
Veja um caso prático de como trabalhar a supply chain nas demandas atuais e futuras em todos os canais de vendas

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O atual momento, em que o país enfrenta uma pandemia, deixou clara a importância da área logística e supply chain para todos e elucidou a necessidade de as empresas repensarem seus modelos incluindo o e-commerce em seus planos de negócios.

Neste sentido, trabalhar de forma eficiente a supply chain e investir em multicanalidade para expansão e crescimento das vendas se tornou peça-chave para alavancar os negócios. E a Natura investiu nestes dois pontos inovando sua logística.

Tivemos na última edição do evento Supply Chain Strategies a participação da Mônica Costa, Multichannel Operations Manager e da Fernanda Facchini, Procurement and Supply Planning Manager for Innovation da Natura.

Falando sobre as formas que a empresa trabalha a supply chain nas demandas atuais e futuras em todos os seus canais de vendas e também sobre um projeto de internacionalização da marca com operação de omnichannel diferenciada.

Continue a leitura e saiba mais!

Multicanalidade

A Natura está em um momento de lançar novos canais de vendas, embora a venda direta ainda seja a maior fortaleza da empresa. Portanto o desafio atual é criar novos canais de vendas, mas também proporcionar novas experiências de compras para as consultoras e o consumidor final.

Atualmente, dentro de sua plataforma de e-commerce, é possível que a consultora tenha sua própria plataforma de vendas, tornando-se uma consultora digital. Além disso, contam também com as vendas do e-commerce diretamente aos consumidores finais e as lojas físicas próprias e franqueadas.

Supply chain e o e-commerce

Hoje as empresas podem iniciar seu e-commerce através de um marketplace, pois assim já contam com uma estrutura e suporte externo. A outra opção é a de criar o canal de vendas online dentro da sua própria estrutura, como foi o caso da Natura.

Iniciaram um piloto em 2013 e no ano seguinte já aumentaram a escala dessa operação. A partir disso a participação do e-commerce foi aumentando cada vez mais sua representatividade no negócio.

O papel da logística neste canal precisa ser bem estruturado e para que isso ocorra da melhor forma, existem alguns passos importantes a serem seguidos:

  • Análise e atendimento da demanda;
  • Avaliação da necessidade de produção;
  • Envio dos volumes de pedidos;
  • Planejamento integrado;
  • Análise da superação e capacitação dos CDs;
  • Acompanhamento no nível de serviço.

O monitoramento também entra como um dos importantes pilares de atuação da logística no e-commerce. E acaba sendo uma das etapas mais importantes por ajudar a fazer correções e evoluções.

O Centro de Distribuição de São Paulo é um dos que mais recebe os pedidos online da empresa e por ser o mais bem equipado tecnologicamente falando. Possui estoque estendido e recebimento automático, robô despaletizador, processo de conferência e fracionamento de pedidos e armazém de pedidos (shipping buffer).

Disponibilização de lançamentos logísticos

A empresa possui um departamento focado em atuar nas demais áreas do negócio disponibilizando os processos de planejamento e suprimentos nos projetos de inovação de produtos. Os principais objetivos dessa atuação são: gerar mais flexibilidade das cadeias, otimização de custos, excelência no nível de serviço e redução de time to market.

Esta área faz a tradução entre as necessidades de inovação e a cadeia de suprimentos. O processo de inovação é regido por uma série de etapas dentro de um funil. E conectam as necessidades do negócio aos devidos fornecedores, garantindo que os parâmetros de cadeia e operação estejam alinhados.

E atuaram de maneira ativa em um projeto de expansão da marca para um país asiático, sob a perspectiva de supply chain, precisaram integrar todos os elos do processo de supply, mais a área de finanças e comércio exterior. Isso tudo para que pudessem entender todas as transformações que seriam necessárias para viabilizar o projeto.

Tiveram desafios de prazos enxutos, otimização de custos em função da escala e otimização de lote mínimo de produção e lead time de cadeia. Em um segundo momento, após a entrada do protótipo, a ambição será de estruturar processos e capturar os aprendizados para a geração de modelos escaláveis.

Jornada de Supply Chain no projeto

Essa jornada foi iniciada em portfólio e custos, com o acionamento de fornecedores e a realização de diversas cotações em prazos bem curtos. Com relação ao planejamento, tiveram que conciliar a produção adicional com as demais já previstas para o ano.

Fizeram diversas reuniões com a fábrica para otimizar a rodagem das linhas e tudo foi realizado de forma bem integrada, visando minimizar as complexidades envolvidas com flexibilidade para produção em diferentes formatos e escalas.

Do ponto de vista de qualidade também foram grandes os desafios, pois não sabiam a que condições os produtos seriam submetidos e nem como seria a armazenagem deles nesse novo mercado, por isso, estudaram alternativas que visavam a proteção dos produtos.

Ao final da jornada, conseguiram cumprir o objetivo de entrar no mercado asiático dentro dos prazos estabelecidos, mas ainda existem alguns desafios e espaço para evolução no que diz respeito à S&OP e oportunidade de criação de um modelo escalável.

Acompanhe nossos conteúdos e fique por dentro de tudo que está acontecendo na área. Em breve, lançaremos o Programa Executivo de Imersão em Compras!

Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.