Blog

Insights de gestão para você antecipar, assimilar e solucionar os seus desafios de negócio

Como garantir segurança de dados com Open Banking?
O Open Banking permitirá novos serviços mais competitivos. Mas também gera preocupações em relação ao vazamento de informações.

Conecte-se

[addthis tool=addthis_horizontal_follow_toolbox]

Ainda falta clareza sobre como exatamente garantir segurança de dados com Open Banking.

Historicamente, os bancos são conservadores e não expõem os seus clientes. Agora, o uso do Open Banking e a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exigem que eles intensifiquem seu gerenciamento de riscos para manipular as informações de maneira segura.

Os benefícios do Open Banking são reais — em particular o de tornar o sistema bancário mais justo para o consumidor final. Além disso, existem algumas vantagens principais para a segurança de dados. Abaixo, explicamos quais são elas:

Colaboração e padronização significam maior segurança de dados com Open Banking

O Open Banking é benéfico para todo o ecossistema bancário digital. APIs abertas e VPNs impulsionam a colaboração e a comunicação entre empresas — até mesmo concorrentes! — para criar um ambiente seguro para o consumidor final, seja uma pessoa física ou um negócio.

Essa colaboração não ocorre apenas entre os bancos e as fintechs, mas também entre reguladores e agências governamentais. A comunicação entre várias partes de todo o ecossistema ajuda a desenvolver diretrizes fortes e melhores práticas.

A colaboração também aumenta a padronização, para que todos joguem de acordo com as mesmas regras, facilitando o trabalho conjunto de diferentes partes.

O desenvolvimento de serviços compartilhados, como as ferramentas de conformidade regulamentar, fornece segurança. Ao mesmo tempo, libera recursos de atividades não competitivas, permitindo que os bancos se concentrem na inovação e em ofertas voltadas para o consumidor.

Transparência e criptografia colocam os clientes no controle

Um dos pontos fortes da segurança de dados com Open Banking é, como o nome sugere, sua abertura. Oferecer aos consumidores maior controle sobre seus dados permite uma compreensão mais profunda de como eles são usados.

Isso significa que a transparência será primordial para os provedores de serviços ganharem a confiança dos consumidores. Para novas marcas e jovens fintechs, é um requisito regulamentar informar os clientes — sejam eles pessoas físicas ou jurídicas — sobre como os dados são usados, como eles podem controlá-los, como são armazenados ou como a empresa é auditada e regulamentada.

Isso também pode significar que os provedores de serviços se tornem mais proativos na promoção do envolvimento do cliente com esses dados. Comunicar o valor da abertura será vital para que os consumidores se sintam à vontade para compartilhar suas informações.

O reverso dessa transparência, no entanto, é a necessidade de privacidade e proteção dos dados do usuário à medida que são compartilhados.

Embora os bancos geralmente sejam vistos como guardiões dos dados, os clientes precisam ter controle sobre como eles são compartilhados.

A criptografia é importante aqui para garantir que as informações confidenciais sejam protegidas dos criminosos cibernéticos quando estiverem em trânsito ou armazenadas.

Potencial para a IA melhorar a proteção

Um dos principais desafios para as instituições financeiras no sistema bancário digital é impedir atividades ilegais ou lavagem de dinheiro por meio de seus sistemas. Esse processo começa com controles rigorosos, que podem ser aprimorados por processos bancários abertos, que permitam ao cliente a troca de dados confiáveis ​​entre as partes.

Isso geralmente é resolvido por meio do monitoramento de transações, onde os bancos, frequentemente trabalhando com parceiros, tentam detectar e sinalizar atividades suspeitas entre os bilhões em transferências globais de dinheiro todos os dias. 

A segurança de dados com Open Banking pode ajudar os sistemas de Inteligência Artificial (IA) a fazerem seu trabalho melhor, ampliando o conjunto de informações com as quais eles precisam trabalhar e fornecendo uma visão de um cliente entre as instituições.

O monitoramento geralmente é realizado por meio da criação de perfis anônimos de usuários que ajudam os sistemas de IA a sinalizar algo incomum.

Por fim, isso deve levar a um monitoramento mais detalhado das transações e, portanto, a um sistema bancário mais seguro para os clientes e uma maior tranquilidade em relação a questões de conformidade regulatória para os bancos.

Autorização e autenticação evoluíram

Quando os termos e condições têm milhares de palavras, apenas clicar em “concordar” é uma prática comum. Porém, à medida que as pessoas percebem que dão aos aplicativos acesso a mais informações do que imaginam, podem ter mais cuidado ao compartilhar seus dados financeiros.

Autoridades regulatórias fortes, no entanto, podem confirmar que todos os aplicativos ou serviços que solicitam dados são confiáveis. Os órgãos reguladores desempenham um papel em tranquilizar os consumidores, permitindo que eles verifiquem a autenticidade. No Brasil, essa atribuição é do Banco Central.

Além de saber que os aplicativos e as empresas que permitem acessar seus dados são legítimos, os consumidores também precisam ter confiança de que são os únicos que podem compartilhar suas informações. A autenticação multifator é importante para adicionar outra camada de segurança e confiança. A tecnologia, como a biometria, conecta a segurança digital ao mundo físico e assegura aos consumidores que eles estão no controle.

Da cibersegurança resiliente à proativa

Os padrões de segurança cibernética em todo o setor servem para proteger clientes e empresas. Isso será aprimorado por inteligência colaborativa e compartilhamento de informações entre organizações, além de níveis crescentes de resposta automatizada a ameaças que podem acompanhar o ritmo dos ataques.

A segurança cibernética evolui da resiliência para a detecção proativa de ameaças, com o objetivo de sinalizar os problemas a serem resolvidos antes que os invasores ganhem vantagem. A inteligência colaborativa em todo o ecossistema bancário ajudará o setor a aprender com as experiências das empresas e implementar mudanças mais amplamente.

Melhor acesso a mais dados representa melhores insights, o que, por sua vez, significa que os bancos podem enfrentar de maneira mais eficaz a luta contra partes hostis, em vez de ficarem passivos e aguardarem se tornarem alvos de ataques cibernéticos.

Gostou de aprender sobre segurança de dados com Open Banking? Então, assine nossa newsletter e receba muito mais dicas como essas diretamente no seu e-mail!

 

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.