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Saúde corporativa: transformando dados em ações
A saúde corporativa é o ponto chave para o crescimento de empresas e pessoas. Acompanhe a leitura e saiba como!

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O bem-estar deveria ser um dos pontos principais de preocupação das empresas com os seus colaboradores. Não falamos de empatia — apesar de que deveria ser assim —, mas de garantir que os funcionários estejam física e mentalmente aptos para o trabalho. Só assim a produção corresponderá às expectativas das organizações.  Para que isso aconteça, o investimento em saúde corporativa é o caminho.

Dessa forma, mostraremos como a prevenção e os cuidados com a saúde corporativa podem de fato contribuir para o crescimento da sua empresa.

Por que os cuidados com a saúde são tão importantes nas corporações?

As pessoas economicamente ativas gastam, em média, um terço de seu tempo no local de trabalho. Portanto, o emprego tem efeitos poderosos na qualidade da saúde.

Boas condições de trabalho podem fornecer oportunidades de desenvolvimento pessoal e proteção contra riscos físicos e mentais. Elas também são capazes de melhorar as relações sociais e a autoestima dos funcionários, levando efeitos positivos para a saúde.

A saúde dos trabalhadores é um pré-requisito essencial para renda familiar, produtividade e desenvolvimento econômico. Portanto, restaurar e manter a capacidade de trabalho é uma função importante dos serviços de saúde.

Como trabalhar para a prevenção?

Os riscos para a saúde no local de trabalho — como calor, ruído, poeira, produtos químicos perigosos, máquinas inseguras e estresse psicológico — causam doenças ocupacionais e podem agravar outros problemas.

Condições de emprego, ocupação e posição na hierarquia também afetam a saúde. As pessoas que trabalham sob estresse ou em condições precárias tendem a fumar mais, a se exercitar menos e a ter dicas pouco saudáveis.

Além de cuidados gerais, todos os trabalhadores precisam de serviços de saúde para avaliar e reduzir a exposição a riscos ocupacionais, bem como vigilância médica para detecção precoce de doenças e lesões relacionadas ao trabalho.

Doenças respiratórias crônicas, distúrbios musculoesqueléticos, perdas auditivas induzidas por ruídos e problemas de pele são muito comuns. No entanto, apenas um terço dos países conta com programas para lidar com essas questões.

Qual é a desvantagem para as empresas que não investem em saúde corporativa?

As doenças não transmissíveis relacionadas ao trabalho, como as cardiovasculares e a depressão causada pelo estresse ocupacional resultam em taxas crescentes de problemas de longa duração e afastamentos. Entre eles, podemos incluir câncer ocupacional, bronquite crônica e asma causados pela poluição do ar e radiação.

Apesar dessas doenças, na maioria dos países, médicos e enfermeiros não são adequadamente treinados para lidar com problemas relacionados ao trabalho e não existem programas de pós-graduação em saúde ocupacional.

Tudo isso, além de debilitar a mão de obra que a empresa tem, gera uma quantidade absurda de passivos trabalhistas. Ou seja, o que sua empresa não investe em saúde corporativa, gasta para remediar as situações que se instalam.

Quais são os dados que corroboram essas afirmações?

Problemas de saúde relacionados ao trabalho resultam em uma perda econômica de 4,6% do PIB para a maioria dos países. Cerca de 70% dos trabalhadores não têm nenhum plano de saúde ou seguro das empresas para compensá-los em caso de doenças ocupacionais e lesões.

Existem intervenções eficazes para prevenir doenças ocupacionais. Por exemplo, encapsulamento de fontes de poluição, ventilação, controle de ruído, substituição de produtos químicos perigosos, melhoria do mobiliário e organização do trabalho.

A tarefa dos especialistas é avaliar esses riscos e desenvolver recomendações para a prevenção de doenças ocupacionais e relacionadas ao trabalho, garantindo a saúde corporativa.

Os trabalhadores em risco precisam fazer exames médicos regulares para detectar qualquer problema de saúde em estágio inicial, quando o tratamento e a modificação do local de trabalho podem ajudar a evitar danos permanentes.

Como a falta de cuidados com a saúde afeta a sociedade?

Atualmente, serviços especializados de saúde ocupacional estão disponíveis apenas para 15% dos trabalhadores em todo o mundo, principalmente em grandes empresas, que oferecem planos e benefícios por acidentes de trabalho.

Com a atual crise global, cada vez mais pessoas procuram trabalhos informais, sem coberturas de planos e, é claro, sem serviços de saúde corporativa. Muitos delas também costumam trabalhar em condições perigosas e sofrem doenças, lesões e deficiências relacionadas ao trabalho. Em várias comunidades, quando o responsável pelo “ganha-pão” fica doente, toda a família sofre, pois não há proteção social.

Não se trata apenas de um ou outro funcionário. São famílias e empresas promovendo a saúde corporativa e o bem-estar ocupacional para todos.

Por onde começar?

A prevenção é o ponto inicial para a conscientização e mudança de postura nas empresas.

Comecemos com a prevenção primária, que se refere às ações destinadas a evitar a manifestação de uma doença ou um sintoma. Isto pode incluir medidas para melhorar a saúde, por meio da mudança e do impacto de determinantes sociais e econômicos, do fornecimento de informações sobre riscos comportamentais e médicos e de consultas e tratamentos.

Ao nível pessoal e comunitário, suplementação nutricional e alimentar; educação em higiene bucal e dentária; serviços clínicos preventivos, como imunização e vacinação de adultos e idosos; profilaxia para pessoas expostas a doenças em alguns locais de trabalho.

Por fim, é muito importante que as organizações percebam quantos benefícios os cuidados e a prevenção com a saúde corporativa proporciona a todos. A empresa lucra com essa política, além de manterem um quadro de pessoal engajado e respeitado. A produtividade sobe e o passivo trabalhista desce.

Isso são só alguns pontos positivos dos inúmeros que existem. Apostar na saúde dos colaboradores é caminhar rumo a prosperidade!

A sua empresa já investe em saúde corporativa? Compartilhe a sua experiência com a gente!

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.