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ROI da expatriação: é possível ter retorno financeiro em transferências internacionais
É possível medir a efetividade de programas de mobilidade global e transferências de funcionários. Continue a leitura e saiba como.

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Assim como a própria estratégia, a medição do ROI da expatriação não é tarefa fácil. Por se tratar de uma ação que tem alto custo e envolve fatores que vão além das questões profissionais, a mensuração não pode ser feita considerando apenas números frios.

O fato é que com a globalização, o mundo corporativo rompeu barreiras geográficas convencionais. Claro, as leis e diretrizes ainda são respeitadas, mas a expansão internacional é um ponto que não deve ser ignorado, o que torna a expatriação um caminho natural para gestores e profissionais em cargos de liderança.

Mas como saber se essas transferências trazem retorno financeiro para o negócio? Como medir o ROI da expatriação? Para ajudar você a responder esses questionamentos, preparamos este artigo com os principais pontos sobre o assunto. Boa leitura!

Como comprovar que o ROI da expatriação vale a pena

A internet e a alta tecnologia criaram um mundo sem fronteiras. Essa é a realidade em que as empresas trabalham e constroem seus planejamentos atualmente. Essa mudança de cenário trouxe benefícios nunca imaginados, como a possibilidade de crescimento real de uma marca em países separados por continentes.

Com isso, as áreas de mobilidade global foram criadas e ganharam grande relevância em estratégias e planos empresariais. Graças ao trabalho desse departamento, funcionários podem ser expatriados a fim de abrir fronteiras, obter e repassar conhecimento, entre outras oportunidades.

No entanto, enviar um funcionário para outro país não é barato. Toda logística exige investimento e tempo por parte da empresa. E como tornar esse movimento lucrativo?

Para medir o ROI da expatriação, o primeiro ponto é analisar o critério que foi utilizado no processo de escolha. Muitas empresas agem de maneira automática, optando sempre pelo gestor com maior tempo de trabalho.

Porém, isso nem sempre é o mais indicado. O interessante é analisar os objetivos pretendidos, bem como o ambiente a ser encontrado. Partindo do conceito de metas a serem atingidas, fica mais fácil medir os resultados no futuro.

Além disso, deve-se considerar os investimentos tanto na questão de mobilidade quanto na de RH. Para que o profissional exerça a sua função no novo país, é preciso garantir uma boa infraestrutura e condições para locomoção e comunicação direta com a filial do seu local de origem.

Já com o RH o trabalho é mais detalhado, a fim de analisar candidatos dentro da empresa que se alinhem com os objetivos traçados. Também é importante estudar se há necessidade de um investimento prévio em cursos ou conhecimentos específicos para melhor adaptação no novo país.

Com esse trabalho mais analítico, a empresa se torna capaz de selecionar o funcionário com capacidade de cumprir as metas traçadas ao menor custo possível.

A partir daí, deve-se acompanhar o desenvolvimento do profissional com um cronograma de execução, analisando cada objetivo alcançado e avaliando através do ROI da expatriação.

Por fim, é importante considerar os ganhos que o funcionário oferece após o seu retorno. Com a nova experiência, ele é capaz de repassar conhecimentos e preparar as equipes de trabalho de maneira teórica e prática. Ou seja, o expatriado pode ser fundamental para o crescimento de outros gestores e, por consequência, da empresa.

Como as tecnologias atuais podem contribuir para melhor entender essa população de funcionários

A tecnologia hoje é uma aliada em diversos processos dentro de uma empresa. Quando se trata de medição do ROI da expatriação, ela também pode facilitar o trabalho e aumentar as chances de sucesso.

Ao utilizar soluções inteligentes, a empresa não só melhora a forma de avaliação, como também gera um alto nível de participação dos funcionários expatriados, tornando o processo mais efetivo.

A partir de uma ferramenta de gestão e avaliação, por exemplo, é possível aperfeiçoar e medir os resultados da estratégia de maneira sistemática. Sem dificuldade, o gestor local ou do país de expatriação pode criar um verdadeiro checklist para o trabalho do funcionário, identificando oportunidades de melhorias e conferindo resultados alcançados.

O expatriado também participa preenchendo informações a partir de indicadores de performance e trazendo a sua visão sobre as metas traçadas e alcançadas.

Com os resultados, o comparativo fica muito mais fácil e verdadeiro.  A análise sobre a assimilação de metodologia acontece de maneira mais natural, bem como o entendimento sobre a eficiência tanto da empresa quanto do expatriado.

Conheça a experiência da Accenture

A Accenture é considerada a maior corporação do mundo no setor de consultoria de gestão. Ela é especialista em outsourcing e TI, além de competir no mercado internacional como consultora de tecnologia.

Recentemente, a Accenture teve uma experiência de expatriação com um funcionário italiano. O mais interessante é que o profissional aguardava um processo de adoção de um filho chinês.

A semana em que o profissional deveria iniciar a sua expatriação coincidiu com o prazo de resposta dos órgãos responsáveis pela adoção.

Para que a estratégia não fosse paralisada e nem o funcionário fosse prejudicado, a Accenture, por meio do seu departamento de mobilidade global, garantiu toda a assistência à família na questão da adoção enquanto o profissional iniciava a sua jornada em um novo país.

Além disso, houve um trabalho para trazer a família para perto e todo um cuidado para facilitar a adaptação de todos, tanto na questão de mobilidade quanto em fatores gerais, como:

  • moradia;
  • alimentação;
  • educação.

Esse processo tem muito mais a ver com a área de Geographic Services do que propriamente com Recursos Humanos. A empresa se coloca como principal suporte para a família do expatriado a fim de solucionar diversos tipos de dificuldades, mas sempre reportando cada movimento ao gestor diretamente responsável pela estratégia.

Enfim, ainda que o ROI da expatriação não seja de simples mensuração, é possível medir um programa de mobilidade global com a ajuda de cronogramas de metas e avaliações em cada participação do funcionário expatriado.

O melhor caminho é considerar os benefícios em médio e longo prazo, utilizando ferramentas e consultorias de gestão para analisar o crescimento da empresa antes e depois da estratégia de transferência.

Quais são as suas impressões sobre o ROI da expatriação? Compartilhe com a gente nos comentários!

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Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.