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Conheça estratégias para lidar com o risco fornecedor em compras
Um bom supply risk management pode ajudar a conduzir processos mais transparentes em compras e diminuir o risco fornecedor

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Por que o risco fornecedor vem ganhando relevância dentro das organizações? Ele ajuda a mitigar as chances de  trabalhar com uma empresa que possa oferecer ameaças no futuro.

Uma parte importante na hora de fechar negócio é a avaliação, seja do seu sócio ou de um fornecedor. Antigamente a análise era algo simplório, uma pesquisa breve do CNPJ bastava. A relação era construída a partir da confiança entre as partes envolvidas e pela ânsia de concretizar a transação.

Por conta disso, muitas empresas acabaram se dando mal por não passarem uma lupa em todos os termos do contrato ou por não dedicarem a devida atenção aos fornecedores. Dessa forma surge o conceito de risco fornecedor. Mais que simulações e intuições, a atividade é pautada por muitas pesquisas e análises de todos os cenários possíveis.

O impacto que um erro pode ocasionar para a empresa é imensurável, além da multa gigantesca, a reputação também vai para o ralo. Dentro desse processo estão as áreas de jurídico, financeiro, controladoria, compras e tecnologia (segurança da informação).

Regras do risco fornecedor

Toda vez que o gestor for preparar um onboard do fornecedor se atente às regras:

  1. Ter toda documentação legal e o contrato assinado pelo fornecedor;
  2. Responsabilidade social e ambiental, faça uma busca do histórico referente a esses temas;
  3. Segurança da informação (cyber security) é fundamental a fim de assegurar a qualidade e o engajamento do fornecedor;
  4. Independência da empresa. O quanto esse fornecedor depende da empresa para trabalhar. Esse tópico é interessante, pois existem fornecedores que produzem um produto segmentado, caso sua empresa não queira mais fazer negócio como ele, pode ocorrer um corte em massa no mercado. É de responsabilidade social a empresa ajudá-lo de alguma forma;
  5. Independência do fornecedor. O quanto a empresa depende do fornecedor;
  6. Situação financeira do fornecedor. Análise financeira e análise de risco;
  7. Compliance incorporado ao setor de procurement é crucial para examinar possíveis casos de corrupção, lavagem de dinheiro, ações, embargos e mídia negativa.

Como podemos perceber, são muitas pessoas envolvidas e vários detalhes para prestar atenção. Nesse momento a pergunta que surge é: quem é responsável por tocar tudo isso? O ideal é criar um comitê de risco fornecedor, pois como mencionado, são diversas áreas comprometidas.

Portanto, cada risco que a governança identifica em diferentes departamentos serão julgados, por exemplo, o jurídico onde as decisões relacionadas são os contratos, compras e riscos em geral. É importante manter uma periodicidade de reuniões para alinhar as estratégias.

Parte importante na estruturação desse processo é a análise. Não se limite apenas ao Serasa, isso não cobre todos os riscos envolvidos.

Hoje, o time de risco fornecedor olha para os seguintes pontos:

O último contrato do estatuto social e a última alteração feita;

  • Cartão de CNPJ;
  • Documentação do representante local;
  • Certidão negativa dos tributos;
  • Certidão conjunta de débitos mobiliários;
  • CND do FGTS;
  • CND trabalhista;
  • Termo de confiabilidade (NGA);
  • Espelho da Nota Fiscal com a intenção de saber se o fornecedor está lucrando com o que é adequado ou não;
  • Código de conduta assinado pelo fornecedor;
  • Pós-homologação;
  • Revisão contratual de até cinco anos;
  • SLA contratual é obrigatório para saber qual e que tipo de prestação de serviço pode causar algum problema.

Ricardo Teixeira, Chief Procurement Officer and Head of Facilities do BNP Paribas, comentou sobre como medir a eficácia do processo.

“Com algum tipo de irregularidade que eventualmente a gente pega por aqui, cerca de 30% aparece algo para nós discutirmos. (…) Em percentual é mais complexo de falar, mas por conta do comitê pude ter uma ideia. No ano passado inteiro eu tive cerca de 4% de rejeição”, afirmou.

Esse depoimento foi colhido no evento Procurement Summit 2020.

Plano de ação

A análise de todo fornecedor para encontrar pendências de riscos, como problema de cláusula de contrato que está faltando, pode ser uma mídia negativa para a empresa, nesse caso é a reputação que está em jogo.

São inúmeras as vantagens da empresa ao adotar esse modelo atual de risco fornecedor, além da valorização da gestão das cadeias de fornecimento, ela oportuniza reduzir custos e alcançar melhores preços e prazo.

Para conhecer mais benefícios e se atualizar sobre o conceito de risco fornecedor, acesse o nosso site e se inscreva no Programa Executivo de Imersão em Procurement. Clique aqui e saiba mais!

Autor

Rita Bomfim

Formada em Publicidade e Propaganda e pós-graduada em Organização e Administração de Eventos pelo SENAC, possui 12 anos de experiências em produção de eventos corporativos e encontros de negócios. Atualmente, é gerente de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.