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Principais desafios industriais enfrentados atualmente
Conheça os principais desafios industriais e saiba como os executivos de manufatura estão os enfrentando neste momento tão complexo

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A produção industrial teve uma queda recorde de 18,8% em abril de 2020, a maior registrada desde 2002. Dentre os grupos, destacaram-se apenas o alimentício, farmacêutico e de higiene/limpeza com crescimento.

Apesar dos números, a indústria segue fazendo sua parte para ajudar o Brasil a passar por esse período tão complexo e desafiador, o setor mostrou velocidade de resposta com ajustes em suas linhas de produção para atender as necessidades básicas da população.

Entretanto, de acordo com o ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial, há uma retomada da confiança em todos os setores industriais. A pesquisa foi realizada em agosto de 2020 e o índice acompanhado pela CNI – Confederação Nacional da Indústria cresceu em 28 dos 30 setores industriais considerados.

O segmento vem se recuperando da forte queda apresentada em abril e registrou em julho um aumento no faturamento real, horas trabalhadas na produção e utilização da capacidade instalada pelo segundo mês consecutivo.

Além dos índices, os executivos da área têm discutido muito seus desafios industriais neste momento de retomada econômica pós-pandemia e os principais destaques são: manter a segurança dos colaboradores; como usar a indústria 4.0 para ganhar destaque; liderança e engajamento das equipes em tempos de trabalho remoto; gestão de custos em tempos de queda dos investimentos.

Manutenção da operação de forma eficiente e segura aos colaboradores

A Blueprintt realizou uma pesquisa entre os meses de julho e agosto de 2020 em que entrevistou 25 executivos de manufatura de empresas de grande e médio porte. O objetivo foi identificar quais são os desafios industriais enfrentados por eles nesse momento com um cenário tão adverso.

O principal ponto levantado, quase que uma unanimidade entre os entrevistados, foi a manutenção da operação de forma eficiente, mas proporcionando segurança aos colaboradores e levando em consideração todas as normas estabelecidas pela OMS – Organização Mundial da Saúde.

Diversas medidas foram implementadas nas plantas, entretanto, não há como controlar os funcionários fora do ambiente fabril e isso faz com que, muitas vezes, haja uma contaminação externa. Além disso, a gestão da mão de obra nessas condições fica ainda mais complexa, por conta das incertezas e mudanças no ambiente de trabalho.

Para facilitar e fazer com que as empresas consigam combater/diminuir a contaminação da doença no ambiente de trabalho, o Sesi – Serviço Social da Indústria elaborou uma cartilha com medidas de segurança sugeridas para o setor.

Como utilizar a indústria 4.0 para ganhar destaque e competitividade?

O segundo ponto mais mencionado foi a indústria 4.0 e todas as questões ligadas à tecnologia, esse ponto já estava presente no dia a dia dos executivos, mas com a pandemia houve uma necessidade de as empresas se reinventarem e a tecnologia e digitalização têm um papel fundamental nesse processo, ou seja, acelerar essas implantações tem sido um fator de destaque e competitividade para as organizações.

As fábricas que já utilizavam tecnologia em seus processos levaram uma vantagem inicial de conseguirem monitorar sua operação de forma remota, além disso, adaptação da produção, manutenção dos equipamentos e análises preditivas estão entre os benefícios dessa utilização.

Por outro lado, a pandemia afetou grande parte dos investimentos das empresas e isso acabou alterando as prioridades internas. Em muitos casos, têm sido um grande desafio adotar ou mesmo dar continuidade aos projetos de digitalização iniciados anteriormente.

Liderança e engajamento das equipes

Dentre os desafios industriais citados na pesquisa realizada pela Blueprintt, a liderança e o engajamento das equipes teve muita relevância. Os executivos consideram a questão humana como uma das mais importantes nesse período.

Os líderes precisam apoiar e dar um direcionamento aos seus funcionários nesse momento em que as incertezas e medos estão fazendo parte da rotina de todos. Somado a isso, muitos executivos da área tiveram que adotar o home office, enquanto seus funcionários continuaram na fábrica. Equilibrar essa equação não tem sido uma tarefa fácil e tem requerido muita flexibilidade por parte da liderança.

Gestão de custos em tempos de queda dos investimentos

A gestão de custos sempre foi um ponto de atenção para os gestores, mas a pandemia causada pelo o coronavírus trouxe com ela uma forte instabilidade econômica e política para o país e isso aumentou ainda mais a necessidade de cautela com relação aos custos da produção.

A equação comum aos executivos é fazer uma gestão eficaz dos custos levando em consideração que grande parte das empresas sofreu uma queda considerável nas receitas e, consequentemente, uma diminuição em seus investimentos.

Como será o futuro?

Sem dúvidas o que mais assusta é a incerteza e imprevisibilidade com relação ao futuro em todos os aspectos, do ponto de vista da manufatura há um grande receio em como irá se comportar o mercado em 2021 e todas as questões ligadas ao planejamento de demanda e consumo. De fato, planejar o futuro tendo em vista um cenário totalmente desconhecido é extremamente desafiador.

E como a Blueprintt pode ajudar?

A Blueprintt tem promovido uma série de conversas intimistas entre os líderes industriais em um formato de Digital Roundtables. Esses encontros são fóruns virtuais para os executivos discutirem a “portas fechadas” seus principais desafios industriais e compartilharem suas experiências.

Se você é líder da área e se interessou, acesse o nosso site e saiba mais!

Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.