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Quem são as insurtechs que estão mudando o jogo no setor de seguros
Startups prometem fazer nascer um novo mercado, muito mais tecnológico, participativo e com acesso mais direto entre as empresas e os consumidores.

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As insurtechs prometem fazer nascer um novo mercado de seguros, muito mais tecnológico, participativo e com acesso mais direto entre as empresas e os consumidores.

 

O termo ainda é muito novo, mas a presença marcante.

 

Até quem não trabalha diretamente com tecnologia ou startups já, pelo menos algum dia, ouviu falar na grande virada que o mercado de seguros tem passado nos últimos dois anos.

 

Assim como os bancos, a tendência desta era da transformação digital é de que as grandes instituições sejam cada vez mais desafiadas e conduzidas a surfar esta onda o mais rápido possível.

 

Para se ter uma ideia da força deste movimento mundialmente, segundo uma pesquisa feita pela Insurtech News, temos, aproximadamente, 1.500 insurtechs espalhadas pelo mundo. Além disso, em todo segmento, já foram injetados US$ 19 bilhões em prol do seu desenvolvimento.

 

A maior parte da sua concentração está no fornecimento de serviços para o mercado de e-commerce, plataformas sob demanda e dados e analytics.

 

Já no Brasil, agora conforme pesquisa do Comitê de Insurtechs (Câmara E-net) junto ao Conexão Fintech, entre as 78 insurtechs mapeadas, o segmento número 1 do ranking é de produtos, já o segundo lugar também fica com as de análise de dados.

 

O mercado B2B fica com a primeira colocação na atuação do mercado brasileiro (64%), em seguida vem o público B2C (28%) e, em terceiro, uma tendência ainda pouco explorada que é a parcela B2B2C (8%).

 

Conversamos com Caetano Altieri, Vice-Presidente do Comitê de Insturtechs (Câmara E-net), para entender um pouco mais sobre a proposta dessas empresas. Confira.

 

As mudanças no mercado de seguros

 

De acordo com Altieri, esta era uma mudança já necessária para um mercado tão padronizado e cheio de processos quanto o de seguros, tendo em vista também o quanto esta iniciativa já avança há tempos no mercado internacional.

 

“A implementação desta nova forma de se tocar o mercado de seguros ainda está engatinhando, pois há todo um legado por trás e sistemas muito fechados, o que também dificulta que eles consigam implantar projetos tecnológicos inovadores”, ressalta o especialista.

 

O VP da Câmara E-net também lembra que hoje, para montar um produto mais disruptivo neste mercado, ainda há de se conseguir uma aprovação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que, apesar de já ter criado uma frente voltada para a inovação no universo digital, ainda caminha para entender o que acontece no mercado internacional, adaptar princípios culturais e benchmark.

 

 

Porém, mesmo assim, já podemos ver alguns avanços, como a mudança do regulamento de comprovante de venda, agora não sendo mais obrigatório o contrato físico de fechamento do seguro, a liberação de pagamentos com criptomoedas, maior ascensão das áreas de inovação nas grandes seguradoras, entre outras mudanças.

 

Inovação

 

Perguntamos ao Altieri, quais os maiores avanços já vistos neste mercado com a chegada das insurtechs e dois grandes exemplos foram frisados.

 

Open Insurance. “Por exemplo, você tem um blog de viagens e quer monetizá-lo e você pode pensar: se eu sou ou quero ser referência em dicas para viagens, porque o meu leitor que está buscando insumos para ir a Nova Iorque, por exemplo, já não pode se deparar com uma propaganda de seguro de viagens e encaixar mais uma peça ao seu planejamento!? Há um vasto mercado sedento de publicidade, mas para negociar isso direto com as empresas mais tradicionais é difícil, geralmente não integram as APIs necessárias” explica.

 

Abertura para indicações. “A Segurize, que opera dentro do InovaBRA, é um ótimo exemplo de uma novidade neste mercado que é criar uma plataforma para não corretores, assim você pode indicar um amigo para fazer um seguro diretamente com a empresa e ganhar uma porcentagem em cima do negócio que for fechado. Assim além de criar um novo caminho para o consumidor chegar até a seguradora, que não seja via vendedores físicos, talvez gere até uma nova fonte de renda para pessoas desempregadas”, salienta Caetano.

 

“Uma das melhores coisas sobre a chegada das insurtechs é a retirada das grandes corporações da zona de conforto. Para o cliente, sempre foi tudo feito de maneira física, com muitos deslocamentos e grandes contratos para desvendar. O mundo digital vai conseguir levar a todos mais transparência, tirar um pouco do foco na venda presencial como único recurso e então criar ofertas e não apenas cobrir demandas”, justifica Altireri.

 

Como muito bem lembrado por ele também, não temos uma cultura de contratar seguros no País. Conforme dados apresentados pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), no Brasil temos 140 milhões de pessoas sem um seguro de vida ou plano de saúde, 50 milhões de casas sem seguro contra roubo e incêndio, 35 milhões de carros desprotegidos e 170 milhões sem uma apólice odontológica.

 

As insurtechs mais inovadoras

 

E para fechar com chave de ouro, nosso entrevistado nos conta as duas insurtechs que ele enxerga como as mais inspiradoras que já viu até hoje.

 

A primeira é a Lemonade, de Nova York, nos Estados Unidos. Dentre os serviços que oferece, o que mais chama a atenção é que a empresa distribui para instituições filantrópicas toda margem que consegue ficar abaixo do calculado no ano para gastos com sinistros.

 

Algo que hoje, mais do que uma boa causa, é um dos propósitos que o novo perfil de consumo exige.

 

A segunda é a Trov, também de Nova York. Por este aplicativo é possível agrupar todos os seguros que você tiver contratado, como, por exemplo, o da sua bicicleta, celular e casa, o que gera um gasto fixo mensal. E, além disso, você os ativa apenas quando achar necessário.

 

Se você anda de bicicleta apenas aos finais de semana, pode ativá-lo para estes dias e economizar com os dias em que ela fica parada.

 

Gostou da experiência dessas insurtechs?

 

A Blueprintt vai reunir os principais agentes responsáveis pela inovação no mercado brasileiro de seguros em novembro no congresso Insurance Innovation. Saiba mais clicando aqui.

Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.