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Como os meios de pagamento da China podem inspirar a sua empresa
No mercado asiático, os meios de pagamento passaram a considerar o estilo de vida das pessoas. Conheça alguns exemplos bem sucedidos.

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Todo mundo lembra daquela história de que as fintechs iam dominar o mercado financeiro.

 

Os bancos estavam de cabelo em pé, mas, ao mesmo tempo, os consumidores não sabiam se poderiam confiar em empresas que, ao mesmo tempo, entregavam um serviço completamente digital e que cuidavam do seu dinheiro.

 

Tudo era muito incerto em meados de 2013, quando esta ideia começou a se firmar no Brasil.

 

No final das contas – na verdade, no desenrolar das contas, afinal esta movimentação de mercado ainda está em plena expansão –, os bancos se predispuseram a entender suas estruturas antigas, padronizadas e com muitos processos burocráticos.

 

Felizmente, as fintechs não são apenas bancos, mas sim empresas de serviços financeiros, podendo oferecer soluções mais restritivas, personalizadas e que se aproximem mais do que o cliente precisa, já que têm menos processos.

 

Em meio à elas, temos serviços de empréstimo para empresas, câmbio, cartão de crédito, crédito pessoal, criptomoeda, seguros e, o nosso assunto de hoje, que são os meios de pagamento.

 

Assim como a transformação de todo o mercado financeiro veio à tona, há aproximadamente cinco anos, o afunilamento da inovação neste segmento com certeza não pararia, ele é incontrolável.

 

Porém, o mercado brasileiro ainda deixa um pouco a desejar nestes novos modelos de negócio, tendo muito ainda o que aprender com mercados-modelo como o chinês.

 

Por te inspirar e ajudar e seguir o caminho certo, aqui vão alguns exemplos de meios de pagamento bem sucedidos no mercado asiático, que estão mexendo com a cabeça do mundo todo.

 

Aliplay, da famosa Alibaba

 

Fundado em 1999, o Alibaba Group ou Grupo Alibaba, invadiu o mundo pelas mãos do chinês, Jack Ma, com o objetivo de unir vários e-commerce, fortalecer pequenos negócios e fazer com que toda estas ofertas de produtos encontrassem um caminho mais fácil até o poder de consumo chinês.

 

Hoje, mais do que grandes comparações como a Amazon e o eBay, devido ao seu serviço de armazenamento em nuvem, Aliyun.com e sua plataforma de vendas C2C, Taobao (com operação apenas na China), eles também invadiram o mercado de meios de pagamento com o Alipay.

 

Devido à pouca evolução quanto as leis de segurança em compras online que o país oferecia e para dar mais uma garantia de entrega do produto ao consumidor final, Jack investiu na criação de um meio de pagamento que pudesse ser utilizado da maneira mais simples e universal possível, oferecendo uma segunda camada de proteção aos consumidores.

 

Suas vantagens permeiam frentes como:

 

  • Pagamentos via QR Code, incluindo vendas C2C, de celular para celular;
  • Compatibilidade com quase todos os aparelhos existentes;
  • Operação em meio a um ecossistema completamente controlado;
  • Sistema de depósito para algumas compras, acolhendo assim quem não quer utilizar ou não possui cartão de crédito internacional.

 

Wechat Pay – Tencent

 

Surgido em 1988, a Tencent é um grande conglomerado chinês que oferece serviços de mídia e telecomunicações.

 

Após o fracasso chat para bate-papo QQ, que, a princípio, se chamava OICQ Messenger, mas para não ser cobrado judicialmente pelo pessoal do ICQ (lembram?) mudou de nome, ela se jogou no mercado com novos serviços como buscadores online e licenciamento de jogos.

 

Esses serviços bombaram tanto que, no final do ano passado, o preço de mercado da Tencent ultrapassou o Facebook, chegando a U$ 530 bilhões.

 

Mas, de todos os seus serviços oferecidos, hoje vamos falar sobre o Wechat Pay.

 

Entre os diferenciais deste meio de pagamento, que já acumula quase 1 bilhão de usuários ativos mensalmente, há:

 

  • O Scan-and-Pay, para pagamentos via QR Code;
  • O Digital Tip Jar, que viabiliza doações para profissionais do meio artístico;
  • O Go Duch, para divisão no pagamento de contas dentro do próprio app;
  • O Third-Party, que permite contratar qualquer serviço sem sair da plataforma.

 

“Os meios de pagamento na China foram a base para a evolução do m-commerce e dos serviços O2O, pois diminuíram a fricção” frisa In Hsieh, co-fundador da China Brazil Internet Promotion Agency (CBIPA).

 

E ele ainda lembra o quão curioso é o fato de que os meios de pagamento citados até agora vem de empresas que, na verdade, são plataformas de negócios.

 

Nesse modelo, todos geram informações e dados sobre o comportamento de consumo das pessoas, fazendo com que a plataforma conheça cada vez melhor seus usuários e proporcione um UX cada vez mais assertivo.

 

Digamos que, em uma analogia, é como se o meio de pagamento criado fosse um ponto de equilíbrio no relacionamento entre as plataformas e os e-commerces.

 

Tendo esta ponte criada, é como se a Amazon e a Visa fossem do mesmo grupo, por exemplo.

 

Se unir ou não se unir, eis a questão

 

É muito visível o objetivo destes conglomerados, eles querem muito mais do que vender, mas sim fazer parte do estilo de vida das pessoas.

 

Também querem estar presentes em todas as camadas de suas vidas, por isso, não é à toa o quão difícil se torna entender todo o seu ecossistema e seus canais de atuação.

 

“No ocidente temos uma visão muito limitada deste setor, acaba-se focando em apenas um produto ou em alguma categoria correlacionada. E, na verdade, elas são muito amplas, pense como se em apenas um lugar tivéssemos serviços e produtos de empresas como o Youtube, Netflix, TokStock, Cinemark, é um universo de possibilidades”, reforça In Hsieh.

 

Para se ter uma ideia, o boom do Wechat se deu através da incorporação de uma cultura chinesa a seus serviços, o Hongbao.

 

Nela, os chineses presenteiam pessoas queridas com dinheiro dentro de um envelope vermelho no ano novo chinês.

 

Em apenas um mês, a plataforma saltou de 30 milhões de usuários para 100 milhões.

 

Números não faltam para caracterizar a expansão do mercado de transações digitais chinês como um lugar com potencial inimaginável.

 

Com isso, começou-se a abrir portas para as startups financeiras aqui no Brasil.

 

Mas é possível levar essa realidade também para a sua empresa.

 

Aliás, o In Hsieh é um dos palestrantes do Congresso C4, que vai mostrar inovações em meios de pagamento, crédito e cartões. Participe!

 

Qual sua opinião sobre o assunto?

 

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Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.