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Qual o impacto da quarta revolução industrial na sua carreira?
Imagina viver em um mundo onde o acesso ao conhecimento é ilimitado e a forma como nos relacionamos pode ser totalmente nova. Isso já é realidade.

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A quarta revolução industrial é uma realidade.

Imagina viver em um mundo de possibilidades, onde o acesso ao conhecimento é ilimitado e a forma como aprendemos, estudamos, trabalhamos e até nos relacionamos pode ser totalmente nova.

Nela, poderão ser utilizados recursos sem precedentes, provenientes das novas tecnologias, que podem ser refletidas em novos modelos de produção, consumo, transportes e negócios.

É o que aponta Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, onipresente no centro dos assuntos globais por mais de 40 anos.

Em seu livro A Quarta Revolução Industrial (“Shaping the Fourth Industrial Revolution”, título original em inglês), publicado em 2015, ele descreve o cenário atual e como essa revolução já iniciou em nosso meio.

Para ter um entendimento claro desses avanços, vamos mapear os acontecimentos:

1ª Revolução Industrial – final do século 17 – caracterizada pela mecanização dos processos por meio da energia hidráulica e do vapor;

2ª Revolução Industrial – final do século 19 – início da produção em massa, proporcionada pela aplicação da energia elétrica;

3ª Revolução Industrial – entre anos 60 e anos 90 – automação dos processos e introdução de robôs (computador, internet);

4ª Revolução Industrial – hoje – processos autônomos, proporcionados por tecnologias cibernéticas, que se convergem e interagem entre si.

Neste artigo vamos entender o que é a Quarta revolução industrial   e o que ela pode trazer para o nosso dia a dia corporativo. Confira a seguir.

Por que é a quarta revolução industrial

Segundo Klaus Schwab, três motivos fazem com que a quarta revolução industrial se distancie de qualquer outra revolução que nós já tivemos até o momento:

Velocidade – ao contrário das anteriores, essa revolução evolui em um ritmo exponencial e não mais linear ou seja, a velocidade da mudança é muito maior.

Amplitude e profundidade – essa é uma revolução digital que combina várias tecnologias diferentes, não apenas uma ou poucas tecnologias, como nas revoluções anteriores.

Impacto sistêmico – a quarta revolução industrial envolve a transformação de sistemas inteiros entre países, dentro de empresas, indústrias, governo e consequentemente de toda a sociedade.

É importante diferenciar a quarta revolução industrial da Indústria 4.0, termo que surgiu na Alemanha, que trata apenas da robotização das fábricas. A quarta revolução industrial não é somente sobre máquinas inteligentes e sistemas conectados entre si.

Ela está acontecendo através de ondas que afetam diversas áreas do conhecimento humano, como as nanotecnologias, avanços na área biológica (como o sequenciamento do DNA), a internet das coisas, a computação quântica, entre outros exemplos.

Esses exemplos não só modificam uma área inteira no conhecimento humano, mas possibilitam uma interconexão com outras ondas tecnológicas que ocorrem simultaneamente.

Para o autor, a quarta revolução industrial modifica a maneira como as pessoas se comportam e possivelmente irá modificar a forma como os empreendedores resolvem os problemas das pessoas.

Ignorar os avanços tecnológicos significa fechar os olhos para novas oportunidades e estar exposto a possíveis dificuldades que poderão acabar com muitos empregos e negócios.

Schwab explica no livro que, em um mundo em grande transformação – o que é extremamente promissor e perigoso ao mesmo tempo –, ninguém consegue prever o real impacto que essa revolução pode trazer em diferentes áreas da vida.

Mudanças no tempo

A grande velocidade com que descobrimos e implementamos novas tecnologias, por exemplo, precisa ser levada em conta quando você um empreendedor tomar qualquer tipo de decisão para o seu negócio.

A noção de tempo está se modificando. O tempo que se demorava no passado para criar uma organização, não se aplica mais hoje em dia e muito provavelmente irá reduzir no futuro.

O mesmo vale na aquisição de novos conhecimentos. O tempo que se gasta para adquirir conhecimentos na faculdade pode ser reduzido e até transformado para melhorar a qualidade na formação.

Tecnologias mais complexas

Outra característica da quarta revolução industrial são as ferramentas utilizadas para construir novas tecnologias, que estão ficando cada vez mais avançadas. Para projetar o computador do futuro se utiliza o computador do presente, bem mais completo que o computador da última revolução.

E quando o computador de amanhã estiver pronto, ele será muito mais avançado do que qualquer um que existe hoje para projetar a próxima geração.

Principais tendências

Schwab classifica grupos de tendências que têm uma grande probabilidade de acontecer durante essa quarta revolução industrial.  Ele dividiu então em três categorias principais:

Categoria física

Composta por veículos autônomos. Segundo o autor, estamos prestes a entrar em uma era sem precisar dirigir automóveis. E não apenas automóveis, mas hoje já estão sendo produzidos navios autônomos, caminhões autônomos e até mesmo aviões autônomos.

Impressão 3D – outra tecnologia que tem o potencial de impactar enormemente as nossas vidas. As impressoras 3D conseguem imprimir objetos físicos, casas e até órgãos humanos através de materiais genéticos.

Categoria digital

Composta pela internet das coisas – tais como blockchain, bitcoin e o surgimento de novas moedas e plataformas digitais nos próximos anos.

Categoria biológica

Serão inovações na medicina, na biologia, com a produção de órgãos 3D e dispositivos de monitoramento da saúde implantados dentro do organismo.

Imagine o impacto que terá a humanidade quando essa tecnologia for disponibilizada comercialmente para a maioria das pessoas.

Questão do emprego

A questão do emprego sempre foi preocupação comum em toda nova revolução industrial. A diferença é que a velocidade e o impacto da quarta evolução é muito maior do que as revoluções anteriores.

Nas revoluções anteriores, as mudanças levavam um tempo maior para acontecer, logo, as pessoas tinham mais tempo para se preparar. Como as mudanças hoje são cada vez mais rápidas, as pessoas têm cada vez menos tempo para se preparar, principalmente no que se refere ao modelo de educação.

O autor revela que nós ainda estamos formando jovens com um modelo de trabalho do passado, que não condiz com o modelo atual. De acordo com pesquisas citadas no livro, quase 50% dos empregos dos EUA hoje estão em risco na próxima década.

O livro traz uma comparação entre a região de Detroit nos anos 90 com o Vale do Silício na atualidade. Antes era necessário utilizar 1,2 milhões de empregados para gerar a mesma receita de 250 bilhões de dólares que hoje 137 mil empregados são capazes de gerar, ou seja, praticamente 10x menos empregados são necessários.

Já é considerado um fato que muitos empregos serão eliminados, mas muitos outros empregos serão criados.

Schwab aponta que a chave é entender quais são as atividades humanas que estão sendo ameaçadas pelas máquinas e quais são aquelas que as máquinas não conseguem superar o homem – criatividade será um elemento primordial no estudo e na modelação desses novos trabalhos humanos.

Nesse sentido, o livro traz duas tabelas com as possibilidades mais prováveis:

Profissões mais sujeitas a serem automatizadas

  • Operadores de telemarketing;
  • Alguns tipos de contadores;
  • Alguns empregos da indústria;
  • Juízes de vários esportes;
  • Alguns tipos de secretarias;
  • Garçons;
  • Mensageiros;
  • Recepcionistas;
  • Agentes imobiliários;
  • Trabalhadores rurais;
  • Assistentes administrativos.

Profissões menos propensas a serem automatizadas

  • Profissionais que lidam com a saúde mental;
  • Coreógrafos;
  • Médicos cirurgiões;
  • Psicólogos;
  • Gerentes de recursos humanos;
  • Analistas de sistemas de computador;
  • Antropólogos e arqueólogos;
  • Engenheiros navais;
  • Gerentes de vendas;
  • CEOs.

Impactos da revolução

Há uma constante preocupação sobre os vários impactos que a quarta revolução industrial trará não só na forma de trabalho, na produtividade das pessoas e na economia como um todo mas também na política e na sociedade.

Uma das conclusões a que o autor chegou é que, até 2050, nós devemos chegar a uma população de 9 bilhões de pessoas, onde grande parte dessa população será mais velha.

Por essa razão se prevê que haverá uma revisão global do modelo e do conceito de aposentadoria, que dependerá fortemente das consequências dessas transformações econômicas.

Será mais tardia? As pessoas seguirão trabalhando?

Segundo o autor, com o perfil dessa população, também teremos uma mudança nos hábitos de consumo.

Naturalmente as empresas vão focar em produtos ao público da terceira idade. Hoje já existem muitos mercados aquecidos e com grande potencial de crescimento para esse público-alvo.

Como se preparar para essa revolução

Para começar a se preparar para essa quarta revolução industrial, Schwab recomenda investir em habilidades como inteligência emocional e criatividade. Habilidades sociais e criativas são apontadas como de menor risco comparado a outros tipos de habilidades.

Irão acontecer mudanças radicais, é preciso estar preparado(a) psicologicamente para elas.  É bem provável que, daqui alguns anos, você não terá o mesmo emprego que tem hoje, por isso você vai precisar ter uma capacidade de adaptação cada vez maior.

Será necessário estudar cada vez mais e desenvolver novas habilidades cada vez mais rápido. Serão mudanças na natureza do trabalho e na busca de propósito, que atingirão modelos de negócio governos e regulamentações.

Mudanças que afetarão, principalmente, a forma de pensar de cada um.

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Autor

Jessica Moraes

Jessica é formada em Jornalismo e Pós Graduada em Marketing Digital, escreve sobre Negócios, Tecnologia, Inbound Marketing, Moda e Empreendedorismo.