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Quais são os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes?
Em livro, autor defende que umas das tarefas diárias mais importantes da nossa jornada pessoal e profissional é a organização do nosso tempo. Veja outras dicas.

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Se há uma coisa que buscamos na vida, seja ela em sua versão profissional ou pessoal, é a tal da eficiência. Além da nossa vontade inerente, todos os dias também somos cobrados por tê-la para sermos mais ágeis, impactantes e produtivos.

 

Mas, como já bem sabemos, ninguém nos conta como fazer isso. Então, começam algumas das sagas mais comuns, como realizar cursos, treinamentos, troca de experiências com colegas de trabalho e workshops.

 

Este objetivo pode até ser alcançado de maneira imediata e pontual. Porém, se a ideia é que ele se torne perene em sua vida, sua conquista está muito além do que apenas absorver conteúdo.

 

E é sobre este ponto que o autor Stephen Covey aborda em seu livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, utilizando como base o seu princípio de equilíbrio P/CP, onde o “P” representa a produção e o “CP” a capacidade de produção.

 

Todo este conceito é tido através da Fábula do Esopo, que vale a pena conferir abaixo:

 

“Um fazendeiro pobre descobre um ovo de ouro no ninho da sua galinha. Ele não conseguia acreditar na tamanha sorte que teve. E cada dia que passava aparecia um novo ovo de ouro, tornando-o milionário. Mas, ao passar do tempo, o fazendeiro ficou impaciente e decidiu matar a galinha para obter todos os ovos de uma vez, sem ter que esperar um dia após o outro. Mas, ao abrir a galinha, ele vê que não tem nenhum ovo de ouro dentro do corpo”.

 

Observando o desenrolar do livro é possível ver que é necessário aprender a realizar estas mudanças de dentro para fora.

 

Ou seja, temos que quebrar alguns formatos internos de visão de mundo, entender que algumas crenças que nos são ensinadas durante a vida podem já não fazer mais tanto sentido e que toda mudança está baseada em nosso caráter e comportamento.

 

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre cada hábito citado pelo autor.

 

Primeiro hábito, seja proativo

 

Agir é um hábito que nem sempre nos é ensinado durante a vida. Por muitas vezes, observamos um estímulo e apenas observamos.

 

A proatividade é mais do que um clichê, mas sim a possibilidade de você realmente abraçar as responsabilidades da sua própria vida e poder guiá-las a sua maneira.

 

Nisso também entra a importância de pensar de dentro para fora, que é muito bem ilustrada pelo autor na obra sobre a história do psiquiatra Viktor Frankl.

 

Ele sobreviveu bravamente à prisão nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, pois, para amenizar sua dor, focava todos os dias em seu sonho de liberdade, assim evitando o desmanche total pelos fatores externos.

 

Claro que esta é apenas uma pitada da história de Viktor, que pode ser melhor explorada quanto ao conceito de proatividade através da obra “Em busca de sentido”, de sua própria autoria.

 

Viver reativamente faz com que você permita que fatores externos tomem conta dos acontecimentos, por mais que alguns deles sejam inevitáveis. A proatividade pode te ajudar a moldá-los e encaixá-los da melhor maneira no seu dia a dia.

 

Há uma grande diferença nas reações: “deixa, sempre foi assim” e “quais caminhos alternativos à este podemos buscar para melhorar os resultados?”.

 

Segundo hábito, comece com um objetivo em mente

 

Esta etapa é o perfeito retrato de liderança pessoal. Nela, o autor ressalta o quanto um objetivo bem traçado e relembrado por você todos os dias pode ser um caminho brilhante e próspero até ele.

 

Definir coisas como sua missão pessoal, propósito de vida e pequenos alcances diários vão te ajudar a manter o controle da sua própria vida e, assim, evitar grandes impactos de acontecimentos externos, já que é você quem está no controle.

 

Ainda neste hábito, Stephen nos ensina algo muito importante para clarear esta ideia: tudo que criamos tem duas etapas de nascimento, o momento em que refletimos sobre ela e o que a colocamos em prática.

 

Terceiro hábito, primeiro o mais importante

 

Umas das tarefas diárias mais importantes da nossa jornada pessoal e profissional é a organização do nosso tempo.

 

Passamos boa parte do dia resolvendo o que aparece pela frente, apagando incêndios e não nos dando conta do quanto uma utilização organizada do seu tempo pode te fazer abraçar não só o imediato, mas também o longo prazo.

 

Para tal, o autor traz uma tabela para ajudar a visualizar a divisão proposta.

 

  • Primeiro, em uma planilha, separe duas linhas como: Importante e Não importante
  • Depois duas colunas ä direita como: Urgente e Não Urgente
  • Na linha “Importante” dentro da coluna “Urgente” insira: I Crises, Projetos com data marcada. E, logo em sequência, na coluna “Não Urgente”: II Prevenção, relações, planejamento, recreações
  • Abaixo na linha “Não Importante”, dentro da coluna “Urgente”, insira: III Interrupções, ligações, atividades populares. E na mesma linha, abaixo da coluna “Não Urgente”: IV Pequenas tarefas, e-mails, atividades agradáveis.

 

Geralmente, as pessoas passam muito tempo focadas no item I, que é o famoso “apagando incêndios” e, logo em seguida, partem e ficam pelo item IV, pois você se livra de pequenas atividades e isso traz um prazer imediato, que, na verdade, esconde ainda mais focos de grandes problemas.

 

Para o autor, o que deveria mesmo ser feito, é termos foco no item II, porque nele nos formamos, adquirimos conhecimento e ficamos cada vez mais aptos a evitar as crises diárias e com tempo de sobra para eliminar as pequenas atividades.

 

Quando o foco na sua vida virar a sua formação e planejamento para, aí sim, poder resolver as grandes atividades, a plenitude virá e os acontecimentos poderão ser cada vez mais escolhidos por você.

 

 

Quarto hábito, pensamento ganha-ganha

 

Durante o nosso processo formativo da vida, somos extremamente inseridos em um ambiente competitivo. Na infância, comparamos nossos brinquedos aos dos colegamos ou vivemos na corrida das melhores notas na escola. Quando atingimos a vida adulta, queremos ter o melhor carro e a melhor casa, por exemplo.

 

Assim instaura-se, inconscientemente, uma premissa de que o dinheiro e finito e devemos lutar por ele ä todo custo.

 

Porém, além de ter muitas maneiras de se encaixar no mercado com um sentimento de que você não está prejudicando ou derrotando ninguém para estar lá, já parou para pensar que você também pode fazer o seu próprio dinheiro? Criar o seu trabalho?

 

Assim, quem sabe, você não consiga criar uma fonte de renda para outras pessoas e cultive o pensamento ganha-ganha.

 

Quinto hábito, primeiro compreenda para depois ser compreendido

 

Só com uma comunicação efetiva podemos criar empatia pelas pessoas com as quais trabalhamos e, assim, conseguir de fato dividir experiências, trocar informações e evoluir de fato com este relacionamento.

 

Lembra do que muitas mães diziam (e ainda devem dizer!): temos dois ouvidos e uma boca, pois devemos ouvir mais do que falar. De fato, elas estavam e estão certas.

 

Em muitas conversas em ambientes de trabalho vemos pessoas sendo interrompidas para que se diga: eu também já passei por este problema. E, assim, vem a experiência da pessoa que interrompeu e o que a pessoa interrompida queria passar acaba se perdendo.

 

Dessa forma, o conselho ou direcionamento que aquela pessoa estava esperando jamais será recebido e, tanto quem comunica quanto o comunicador, não conseguirão alcançar a transparência e reciprocidade que a situação poderia oferecer.

 

Sexto hábito, crie sinergia

 

Uma cooperação criativa, como a palavra já bem diz, não se faz com apenas um ponto de vista. Trabalhar diferenças e entender que o todo não é só uma soma das partes, mas, sim, quando elas encontram pontos de intersecção, com certeza te darão resultados muito mais ricos.

 

Uma boa dica é esvaziar suas crenças antes de começar a trocar informações no ambiente profissional, principalmente com aquelas pessoas que você não gosta tanto, pois estas barreiras só nos servem para bloquear a criatividade e a sinergia.

 

Ouvir e assimilar, ao invés de apenas criticar, além de auxiliar na construção de grandes projetos, ajuda a criar um ambiente harmonioso e prazeroso para ambas as partes.

 

Sétimo e último hábito, afine seu instrumento

 

Aprender, compartilhar, trocar informações, são atividades sempre muito prazerosas e construtivas, como já pudemos ver passando por todos os 6 hábitos anteriores. Mas, até os melhores instrumentos precisão ser afinados e reparados de tempos em tempos.

 

Revisite sempre que possível seus objetivos, em que nível eles estão, se está difícil demais cumpri-los e buscar estas respostas, além de nunca deixar de aprimorar seus conhecimentos técnicos para que assim possa moldar suas decisões com cada vez mais maestria.

 

E, é claro, não deixe de ler o livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, pois, com certeza, assim ainda surgirão muito mais impulsionamentos para que você realmente absorva os hábitos e seja uma pessoa altamente eficaz.

 

Gostou do livro? O hábito da leitura é fundamental.

 

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Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.