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O Ego é seu Inimigo: como derrubar seu pior adversário
Ele já foi capaz de arruinar muitas vidas. Já destruiu grandes empresas, fortunas e carreiras. Saiba como usar o ego em momentos-chave da sua vida.

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O ego é seu inimigo? Ele já foi capaz de arruinar muitas vidas. Já destruiu grandes empresas, fortunas e carreiras. Também foi citado pela maioria dos grandes filósofos da humanidade, retratado em inúmeras obras de arte e é protagonista dos mais diversos palcos de discussão sobre o comportamento humano.

Sim, o ego tem um grande destaque na história do homem. Para Ryan Holiday, mesmo autor de “Acredite, Estou Mentindo” e “O Obstáculo é o Caminho” (livro cultuado por atletas, celebridades e líderes políticos), o ego é o pior adversário que a gente poderia ter.

Holiday largou a faculdade aos 19 anos para trabalhar com seu mentor, Robert Greene, autor de “As 48 Leis do Poder”. Especialista em manipulação midiática, Holiday foi diretor de marketing da antiga e polêmica marca de vestuário American Apparel e possui artigos publicados em diversos veículos – Forbes, Fast Company, The Huffington Post, The Columbia Journalism Review, Thought Catalog e Medium.com.

Atualmente, é colunista de mídia da New York Observer. Sua agência de publicidade Brass Check atende grandes companhias, como o Google, e também vários escritores de sucesso, como Tim Ferriss.

Logo nas primeiras páginas de “O ego é seu inimigo”, Holiday sinaliza o principal conceito de seu livro: “o primeiro princípio é que você não deve se enganar pelo ego, sendo que você mesmo é a pessoa mais fácil de enganar”.

Para contextualizar o leitor da força do ego, o autor extrai da Filosofia, da História e da Psicologia uma porção mais realista deste inimigo, apresentando-o sobre uma ótica contemporânea, em que o ego interfere em sentimentos de ganância, narcisismo e vaidade, avesso a qualquer tipo de crítica.

Holiday aponta o ego em casos reais de diversas personalidades que, de alguma maneira, não obtiveram sucesso, descrevendo também as consequências destes comportamentos.

Em contrapartida, o autor apresenta exemplos reais e inspiradores de pessoas comuns que dominaram o ego, chegaram aos mais altos níveis de poder e sucesso e se tornaram lendas – não pela fama, mas pelo trabalho marcante e legado que deixou.

O ego camuflado

A longo da obra, o escritor descreve como o ego nos posiciona no topo de um pódio imaginário, antes mesmo de termos feito algo por merecer. Assim, ele torna inevitável, segundo ele, “a ressaca da expectativa”.

O ego espera grandes feitos e reconhecimento, porém, como descreve o próprio autor, talvez seus pais nunca se impressionem ou que sua namorada não dê a mínima. “Talvez o investidor não enxergue os números. É possível que a plateia não aplauda. Mas precisamos prosseguir”, enfatiza.

A obra demonstra que o ego é parte do nosso mecanismo de racionalização e esconde-se muito bem por detrás de diversos sentimentos, como a raiva, o ódio, a frustração, a auto piedade, que caminham lado a lado com a negação, levando-nos a crer que não se trata de um comportamento egocentrista, mas sim de algo completamente natural.

Ele desenvolve as mais variadas justificativas para nossas fraquezas, freando nosso amadurecimento pessoal e profissional, pois acreditamos cegamente que se trata de uma grande verdade, promovida por um raciocínio falível.

Matá-lo é impossível, mas se permitirmos que o ego tenha comando sobre nós, certamente ele irá nos destruir, desprovendo-nos de humildade e humanidade, deixando de ser um eterno aprendiz, o que, para Holiday, é um dos principais pontos de aprimoramento pessoal.

Fracasso x sucesso

Focando no âmbito profissional, ele explica que se o ego tornar nossa motivação, ficaremos extremamente vulneráveis a frustrações. Frustrações que serão inevitáveis, se você perceber que o fracasso sempre ocorre em algum momento da vida.

Nesse momento qualquer, “você não receberá o reconhecimento que merece. Será sabotado. Sofrerá fracassos inesperados. Suas expectativas não serão atendidas. Você perderá. Você falhará”. E a questão é: como lidar com essas situações inevitáveis?

Para ele, é preciso entender que as pessoas aprendem com os fracassos. Elas raramente aprendem alguma coisa com o sucesso. Se negarmos os fracassos, como poderemos aprender com os mesmos e evoluir de modo a não mais repeti-los? Eis a necessidade de reconhecê-lo e evitá-lo.

O autor propõe que a motivação para o sucesso seja um processo movido por avaliações pessoais. Ele explica que quando uma pessoa que julga a si mesma com base nos próprios padrões, não busca os holofotes do mesmo jeito que alguém que deixa os aplausos ditarem o sucesso.

E esse processo de avaliação interna é um bastante desafiador, pois se trata de remover todos os critérios que envolvam o ego. Exige-se um exercício de reconhecimento e afastamento do ego. É preciso se nivelar por baixo. Se formos considerar pequenos esforços como grandes tarefas, por exemplo, isso causará enormes decepções.

É importante frisar que não deve ser uma postura, como o autor diz, de uma pessoa gananciosa, perfeccionista, que nunca está satisfeita consigo mesma. Pelo contrário, é a busca por nos aproximarmos, lentamente, de um aperfeiçoamento real, através da disciplina, que substitui a avidez.

Para isso, também é necessária uma intervenção na redefinição de sucesso, associado exclusivamente à vida profissional. Citando John Wooden, um dos maiores treinadores de basquete dos EUA, Holiday descreve o sucesso como “paz de espírito, um resultado direto da satisfação consigo próprio por saber que você se esforçou para dar o seu melhor em se tornar o melhor que é capaz de ser.”

Paixão x propósito

 Holiday também traz um esclarecimento muito interessante em sua obra, que é a diferença entre dois elementos muito presentes na relação com o trabalho: paixão e propósito, e como a paixão pelo trabalho pode se tornar algo destrutivo se não estiver aliada ao propósito.

Quando nos apaixonamos pelo trabalho, por exemplo, nos apaixonamos “por” alguma coisa, ou seja, a paixão deriva de algo feito e pensado para nós mesmos.

Ao contrário do propósito, que quando temos, é “para” alguma coisa, o que significa que ele deriva de algo para fazer, para conquistar, para ajudar. Isso dá ênfase ao “nós” e não ao “eu”.

É o oposto de satisfazer a si próprio, é satisfazer o outro. É se libertar do próprio ego para fazer alguma coisa que não atinja diretamente e primeiramente a si mesmo, mas a outros elementos.

Como combater o ego

Surpreendentemente para alguns, não existe um “tutorial” de como exterminar o inimigo, pois não se trata de um clássico livro de autoajuda. Não existe um passo a passo para o sucesso, obviamente, cada um tem o seu caminho pessoal para alcançá-lo.

O objetivo aliás, deve ser outro. Entender que o mais importante é saber lidar com situações de frustração, seja por um feedback negativo após grande esforço dedicado ao trabalho, seja por um reconhecimento abaixo do esperado.

A dica de Holiday é simplesmente atacar os sintomas. O enfrentamento destes obstáculos é uma forma de combate contínua.

Trata-se basicamente de enfrentar as dificuldades impostas sem culpar a terceiros ou até mesmo o destino, mas sim suportar com coragem, pois os obstáculos poderão ser muitos e a transposição muitas vezes dolorosa, no entanto, sempre necessária.

Ao perceber a influência negativa do ego e combatê-lo, você será capaz de viver melhor em qualquer área da sua vida, não somente profissional, mas pessoal e social. As estratégias e táticas promovidas nesta obra irão ajudar você a vencer esse inimigo tão poderoso que nos desafia diariamente.

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Autor

Jessica Moraes

Jessica é formada em Jornalismo e Pós Graduada em Marketing Digital, escreve sobre Negócios, Tecnologia, Inbound Marketing, Moda e Empreendedorismo.