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15 lições do livro Liderar a Partir do Futuro que Emerge, de Otto Scharmer
Por que estamos criando de forma coletiva resultados que ninguém quer? É este questionamento que o autor procura responder e transformar na publicação.

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Na nossa busca por leituras incentivadoras sobre gestão e liderança, trouxemos hoje uma grande indicação, o livro Liderar a Partir do Futuro que Emerge, de Otto Scharmer.

 

A publicação aborda a proposta de uma transformação global por meio dos líderes e mostra como as suas características e habilidades sociais atuam nos dias de hoje.

 

O livro propõe novas formas de pensar e de planejar o futuro das organizações, que como podemos acompanhar hoje, seguem em constante mudança.

 

Otto Scharmer é professor principal no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, professor de Mil Programas de Talentos na Universidade de Tsinghua, em Pequim, na China, e co-fundador do Instituto de Presença.

 

Ele preside o programa MIT Ideas, que ajuda líderes de negócios, governo e sociedade civil a inovar em todo o sistema.

 

Em 2015, Scharmer co-fundou o MITx u.lab, um curso online aberto para incentivar mudanças profundas, que, desde então, ativaram um ecossistema global de renovação social e pessoal envolvendo mais de 100 mil usuários de 185 países.

 

Ele também criou premiados programas de desenvolvimento de liderança para clientes corporativos e laboratórios de inovação para educação, saúde, negócios, governo e bem-estar.

 

O livro que vamos abordar hoje é, segundo ele, “um sopro de vida em um sistema agonizante”, que busca soluções para perguntas como: por que estamos criando de forma coletiva resultados que ninguém quer?

 

Estudo de 18 anos

 

Scharmer e Peter Senge foram os professores que lideraram pesquisas nos anos 90 dentro do MIT sobre ferramentas organizacionais.

 

As pesquisas revelaram que as ferramentas e métodos para criar mudanças organizacionais eram bastante eficazes quando aplicadas por alguns líderes, mas não resultavam em nenhuma diferença em outros casos.

 

O processo de estudo levou simplesmente 18 anos de trabalho e teve como resultado um modelo para aprender, liderar, inovar e promover uma profunda renovação sistêmica nas organizações.

 

A Teoria U traz o conceito de Presença, que consiste em uma jornada rumo ao exercício da liderança a partir de nossas mais altas possibilidades futuras.

 

Isso ilumina o que ele chama de ‘ponto cego’, a fonte de onde se origina nossa atenção e ação.

 

Segundo Scharmer, uma mesma pessoa, em uma mesma situação, fazendo sempre a mesma coisa, pode produzir um resultado totalmente diferente dependendo do lugar interior a partir do qual essa ação está vindo.

 

Por que Teoria U?

 

Scharmer e Senger nomearam esse modelo de Teoria U, pelo fato de seu trajeto de implantação se assemelhar à letra U.

 

O movimento completo do U é composto por seis pontos de inflexão, além de um limiar de transformação, na base do U, como pode ser observado na figura abaixo:

 

livro liderar a partir do futuro que emerge

 

Cada uma das etapas do movimento U é tratada em detalhes pelo autor, associando-as a temas relevantes como complexidade, aprendizagem, mudanças, além de apresentar os fundamentos filosóficos que sustentam sua teoria.

 

Descida do “U”: um caminho para compreender seus modelos mentais e como eles estão relacionados à realidade na qual está inserido.

 

Fundo do “U”: é um espaço de reflexão, quando o indivíduo já tem um maior conhecimento sobre si e do ambiente e tem a possibilidade de compreender a realidade atual e iniciar um processo de inovação, que é a subida do “U”.

 

Subida do “U”: novas ideias são colocadas em prática, embora o processo pode iniciar novamente ou etapas serem revistas, se necessário.

 

Os pontos cegos

 

De acordo com Scharmer, existem dois pontos cegos nas discussões globais de hoje, sugerindo que devemos reagir às atuais ondas de mudanças desestabilizadoras a partir de um lugar mais profundo.

 

Esse lugar nos conectaria ao futuro, ao invés de apenas reagir aos padrões do passado, o que, em geral, só leva à perpetuação desses padrões.

 

O primeiro ponto cego diz respeito ao pensamento econômico vigente, que reflete uma realidade econômica dos três últimos séculos, e, por isso, tão despreparado para lidar com as novas realidades do século 21.

 

O segundo ponto cego diz respeito ao self, ou seja, nosso eu, que representa quem somos realmente e o futuro que queremos criar.

 

Conectar-nos com quem somos nos permite compreender o passado, ao mesmo tempo em que conectamos com o futuro que quer emergir através de nós.

 

Isso permite que indivíduos, instituições e grandes sistemas promovam uma profunda mudança, que facilita nossas intenções, inspirando a transformação coletiva.

 

Quando essa mudança acontece, as pessoas começam a operar de acordo com o que, segundo Scharmer, é a essência do ideal de liderança hoje.

 

Liderança na prática

 

O autor sintetiza sua teoria em um conjunto de insights poderoso, que funcionam como práticas a serem adotadas. Separei dois que considerei importantes para você como líder.

 

Primeiro, Scharmer diz que, para acessar e ativar as fontes mais profundas dos campos sociais, três instrumentos devem ser ajustados, ou “afinados”: a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta.

 

Em seguida, explica que para abrir esses níveis mais profundos é precioso a superação de três barreiras: a Voz de Julgamento (VOJ), a Voz do Cinismo (VOC) e a Voz do Medo (VOF).

 

Por VOJ, entende-se os velhos e limitantes padrões do julgamento. Sem a capacidade de desligar ou suspender a VOJ, acredita o autor, não faremos nenhum progresso para acessar a criatividade e nunca atingiremos os níveis mais profundos do U.

 

Já na VOC estão as emoções da desconexão, tais como cinismo, arrogância e frieza que nos impedem de mergulhar nos campos em volta de nós.

 

Finalmente, a VOF representa o medo de deixar ir o eu familiar e o mundo conhecido; o medo de ir em frente e medo de se render no espaço do nada.

 

 

Para encerrar o texto, separamos princípios e práticas do “presencing” citados pelo autor para conduzir inovação e mudanças profundas:

 

  1. Atenda: ouça o que a vida o convida a fazer;

 

  1. Conecte-se: ouça e dialogue com participantes interessantes no campo;

 

  1. Forme uma equipe central de protótipo altamente comprometida e esclareça questões essenciais;

 

  1. Faça jornadas de mergulho profundo aos lugares de maior potencial;

 

  1. Observe, observe, observe: suspenda a Voz do Julgamento (VOJ) e conecte-se ao estado de deslumbramento;

 

  1. Pratique o ouvir profundo e o diálogo: conecte-se a outros com mente, coração e vontade abertos;

 

  1. Crie órgãos de sensibilização coletiva que permitam ao sistema ver a si próprio;

 

  1. Deixe ir: deixe ir seu velho eu e coisas que devem morrer;

 

  1. Deixe vir: conecte-se e renda-se ao futuro que quer emergir por você;

 

  1. Silêncio intencional: adquira uma prática que o ajude a se conectar com a sua fonte;

 

  1. Siga a sua jornada: faça o que ama, ame o que faz;

 

  1. Lugares de presença: crie círculos nos quais vocês mantenham uns aos outros na futura intenção mais elevada;

 

  1. O poder da intenção: conecte-se ao futuro que precisa de você – cristalize sua visão e sua intenção;

 

  1. Forme grupos centrais. Cinco pessoas podem mudar o mundo;

 

  1. Integre cabeça, coração e mãos: busque isso com as mãos; não pense, sinta.

 

Gostou da teoria de Otto Scharmer?

 

O hábito de ler livros é fundamental.

 

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Autor

Jessica Moraes

Jessica é formada em Jornalismo e Pós Graduada em Marketing Digital, escreve sobre Negócios, Tecnologia, Inbound Marketing, Moda e Empreendedorismo.