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4 ensinamentos do livro liderança, de Alex Ferguson e Michael Moritz
Um dos grandes nomes do futebol inglês vai te ajudar a entender como a liderança esportiva e a corporativa podem andar de mãos dadas.

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Quem acompanha assiduamente o universo do futebol, com certeza já ouviu falar de Alex Ferguson. Os seus ensinamentos sobre gestão de equipes são adotados por muitas empresas no mundo todo, principalmente após a publicação do livro Liderança, escrito em parceria com o jornalista e presidente da Sequoia Capital, Michael Moritz.

Com 39 anos de carreira no futebol, sendo 27 deles à frente da mesma equipe (Manchester United), Ferguson já conquistou incríveis 49 títulos e, em 1999, se tornou o primeiro técnico de um time inglês a levar os três principais campeonatos do ano, o que se chama no futebol de “A tríplice coroa”.

Pela sua carreira, recebeu uma condecoração da Rainha da Inglaterra, o título de “Sir”.

No mercado de trabalho, líderes são cobrados todos os dias tanto pelo seu próprio desenvolvimento, quanto pelo de sua equipe, mas nem sempre sabem por onde começar ou em que ou quem se inspirar.

Por muitas vezes, encontramos literaturas saturadas, conteúdos repetitivos ou não conclusivos. Por isso, partir para caminhos diferentes, como se espelhar em um técnico de futebol, pode te ajudar a sair um pouco do espaço comum e criar novas ideias.

Separamos, a seguir, quatro ensinamentos do livro Liderança.

  1. A persistência do planejamento

Primeiro, vale lembrar que no Brasil a média de permanência de um técnico em um time de futebol é muito baixa, em torno de cinco meses. Indo para terras inglesas, este número sobe para 11 meses, mas, mesmo dobrando de tamanho, ainda sim é um cargo de muita rotatividade.

Ou seja, só por Ferguson ter ficado 27 anos à frente do mesmo clube, já torna este um caso atrativo para estudos.

Um dos grandes pontos levantados na obra é o quanto o planejamento vale mais do que a vitória. Um projeto bem estruturado pode não levar a taça sempre (pensando no futebol, em que campeonatos se repetem todos os anos), mas. de tanto estar próximo ao êxito, a conquista começa a virar inevitável.

E os números estão aí para provar. Quando o assunto é a Premier League, um dos campeonatos mais valiosos do mundo, dos 21 títulos disputados pela equipe com Ferguson no comando, 13 foram conquistados e eles nunca saíram das três primeiras colocações.

Para se ter uma ideia, na edição do campeonato de 2013/2014, a primeira em que o treinador não estava mais com o time, o Manchester caiu para a inacreditável, e nunca antes ocupada, sétima colocação na tabela.

Algumas ações foram tomadas para tentar resolver a situação, como grandes contratações, desde o valioso nome argentino, Angel Di Maria, até a estrela alemã, Bastian Scheweinsteiger, porém, até hoje, o Manchester United tem dificuldades de se recuperar.

Exemplo que nos leva de volta a importância do planejamento e o foco. É preciso projetar mais o resultado do que sair mudando tudo quando se perde.

Derrotas podem acontecer por mínimos detalhes. Se você está sempre por perto do objetivo, é bom lembrar que, às vezes, ao invés de trocar pessoas ou projetos inteiros, talvez valha prestar atenção nos mínimos detalhes.

  1. Descobrir, formar, reter e inovar

Outro grande ponto que sempre ocorre nas empresas é a dificuldade de trabalhar a balança entre os experientes e os jovens profissionais. Ferguson apostou que renovar sempre foi a essência para inovar.

Por isso, criou um projeto com “olheiros” experientes para captar garotos fora do clube, e também selecionou técnicos de grande capacidade para o time de base do próprio Manchester. E, junto ao trabalho de base, focando sempre em desenvolver e reter os melhores talentos, ao invés de já cedê-los a outros clubes.

Com esta atitude, em toda sua temporada pelo clube, o técnico revelou e desenvolveu grandes jogadores, como David Beckham, Cristiano Ronaldo e Gary Neville.

Lembrando que, no começo, seu projeto foi muito criticado publicamente, inclusive pelo narrador Alan Hansen, que disse que “Não se pode vencer nada com garotos”.

Isso aconteceu após uma derrota que o Manchester United teve frente ao Ashton Villa, na temporada 1995/1996, onde o time contava com seis atletas jovens em campo.

Porém, a persistência e olhar a longo prazo o levou ao êxito. Em 1999, faturou todos os campeonatos da temporada com uma equipe de jogadores que começou a ser formada em 1992.

  1. Análise de números e estatísticas

Se você pensa que no futebol não se olham números e estatísticas, errou. Bom, nem todos os times priorizam isso, e também nem todas as empresas do nosso universo corporativo, é claro, mas no time de Ferguson isso sempre foi prioridade.

A equipe estudava o adversário, muito mais do que só assistindo aos jogos ou olhando a tabela de classificação, mas sim prevendo suas atitudes.

E o reflexo está em sua maior conquista nos 27 anos à frente da equipe, a UEFA Champions League em 1999. Para a final do campeonato, Ferguson colocou todo mundo para assistir todos jogos do adversário na temporada, que era o Bayern de Munique.

A equipe pôde prever que havia grandes possibilidades de dois jogadores, com potencial capacidade para penetrar a defesa do Manchester, serem substituídos durante a partida, o que lhes daria espaço para uma estratégia de jogo mais ofensiva. E não deu outra! Manchester United campeão da Liga dos Campeões de 1999.

Está aí mais uma dica interessante para pensarmos em nosso dia a dia: nada vale pensar em um projeto sem antes analisar as estatísticas que o rodeiam e, após o seu término, os parâmetros de resultados.

  1. O poder do desenvolvimento diário

Para fechar alguns dos principais pilares levantados pelo técnico no livro, temos o que ele chama de trabalho cotidiano.

Para isso, o treinador sempre contava com a ajuda de auxiliares, ou até dele mesmo, que acompanhavam de perto desde o rendimento em campo de cada jogador até a forma com que ele se relacionava com a imprensa ou o se vestia.

Um caso famoso e muito especial que há como exemplo, foi a evolução do Cristiano Ronaldo pelas mãos de Alex. Em sua primeira temporada pelo Manchester, o atleta português marcou apenas seis gols, mas, depois de muito trabalho técnico e individualizado, após quatro anos ele bateu a marca de 42 gols na temporada e teve seu esforço coroado com a vitória da Liga dos Campeões 2007/2008.

Muitos destes ensinamentos podem parecer clichês, mas ao sermos engolidos pela rotina de trabalho, passam despercebidos e podem não ter o tempo dedicado de planejamento que necessita.

Por isso, mesmo tendo objetivos tão diferentes quanto os de Ferguson, talvez este seja um bom momento para repensar em como levar o campeonato deste ou já do próximo ano na sua empresa!

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Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.