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2 características que você precisa ter para ser líder em 2028
Tentar adivinhar os próximos cenários pode ser, muitas vezes, um exercício em vão de futurologia. Veja como se preparar para a liderança no futuro.

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Muitos se perguntam sobre liderança no futuro. Como será o líder em 2028?

 

Esta é uma pergunta que todos gostaríamos de responder, mas, se não sabemos como será o mundo em 2028, ainda mais complexo falar sobre as características dos líderes daqui a 10 anos.

 

Ainda mais porque somos marcados por uma era de intensa transformação digital.

 

O segredo não é adivinhar o futuro, mas nos desenvolvermos como pessoas e profissionais para qualquer futuro que apareça.

 

As pesquisas revelam que, até 2025, 75% da força de trabalho será constituída pela geração millennials e que 60% das posições de liderança em 2018 serão preenchidas pela geração Y.

 

Você está preparado para liderar as novas gerações agora e em 2028?

 

Já pensou se tem as competências certas para liderar em um mundo completamente desconhecido?

 

É possível que se sinta preparado para lidar com jovens de 24 anos em 2018. E em 2028, como será?

 

Teremos jovens de 24 anos em 2028 que hoje estão com 14 e que, provavelmente, serão muito diferentes dos atuais de 24.

 

O seu perfil de liderança mudará com o tempo? Para qual direção?

 

Estas e outras perguntas teremos de responder, mas não já.

 

Liderança no futuro

 

O mundo não congelará de hoje até 2028 para os jovens com 24 anos que ingressarem no mercado de trabalho. Eles entrarão todos os dias nas empresas.

 

E, quanto a você, também não terá 10 anos para se preparar como líder.

 

Terá, sim, um desafio diferente a cada dia, isso sem falar de outras formas de diversidade também desafiadoras.

 

É neste cenário que você deve refletir se estará preparado para o futuro que não se sabe qual será.

 

As pesquisas e experiências de executivos e especialistas no tema sugerem as seguintes competências-chave para os líderes de hoje:

 

  • Aprendizado ágil;
  • Gestão de talentos;
  • Relacionamento interpessoal;
  • Liderança em uma era de disrupção digital;
  • Estratégia de negócio;
  • Negociação;
  • Digitalização;
  • Iniciativa e empreendedorismo;
  • Estabilidade emocional;
  • Articulações internacionais e interculturais;
  • Formação e desenvolvimento de equips;
  • Capacidade de decisão;
  • Pensamento crítico;
  • Globalização;
  • Colaboração entre redes;
  • Liderança por influência;
  • Agilidade e adaptabilidade.

 

Tentar adivinhar os próximos cenários pode ser, muitas vezes, um exercício em vão de futurologia.

 

Deste modo, como saber quais serão as competências necessárias? Como desenvolver a liderança?

 

Entendo que devemos nos desenvolver para vários cenários e duas competências serão vitais: adaptabilidade e aprendizado ágil.

 

Sempre houve mudanças no mundo, mas a diferença para as atuais é a velocidade com que elas acontecem.

 

E, por isso, mais importante do que descobrirmos o futuro, é estarmos preparados para qualquer. Nesse sentido, as duas competências acima têm importância crítica para esta finalidade.

 

É muito comum escutarmos que pessoas seniores são mais resistentes que as jovens. Será mesmo?

 

Vejo diariamente pessoas seniores com baixa resistência à inovação, jovens com alta resistência à mudanças e vice-versa. A questão não é necessariamente a idade que temos.

 

Sou professor universitário e, se precisamos mudar de sala ou de lugar, muitos alunos resistem. Todos os dias, durante toda a graduação, eles sentam nos mesmos lugares e nunca mudam.

 

Perceba que estou falando de jovens e de uma inofensiva mudança de lugar. Resistir é mais comum do que pensamos.

 

São milhares de pequenas resistências todos os dias em qualquer lugar do mundo, com pessoas mais jovens ou não.

 

Experiência x Repetição

 

Não podemos confundir experiência com repetição.

 

Escuto várias pessoas falarem: faço isto há 20 anos e não precisa mudar nada.

 

O correto seria: fiz isto durante um ano e repito a mesma coisa há 19 anos. Portanto, tem apenas um ano de experiência.

 

Sim, é preciso mudar! O presente se altera todos os dias, de modo que se confunde com o futuro, devido à velocidade das mudanças.

 

Desta forma, a competência de adaptabilidade é essencial, pois, seja qual for o futuro, precisamos estar atualizados para as mudanças.

 

Lembre-se, a velocidade é muito grande e não teremos um tempo longo que separará a situação de hoje com a do futuro.

 

Adaptabilidade é mais importante que exercícios de futurologias, mas é importante notar que as grandes visões empresariais ainda serão pontos de inflexão entre o sucesso e o fracasso de algumas organizações.

 

 

Quando falamos em tecnologia, podemos separar as atuais (Analytics) das emergentes (Inteligência Artificial, Robotic Process Automation e Blockchain). Não adianta achar que você está seguro por dominar determinado conhecimento, pois ele pode não ter mais sentido em um curto espaço de tempo.

 

O exemplo foi de tecnologia, mas pode valer para várias áreas de conhecimento na sociedade empresarial.

 

Teremos novas formas de contratação, da intermitente até uma nova forma de aquisição de competências (gig economy).

 

Como desenvolveremos estas pessoas que ficarão por curtos períodos nas empresas? Como faremos com que elas acreditem na cultura das nossas organizações? Como nós as remuneraremos?

 

São perguntas que não sabemos como responder.

 

Da tecnologia, passando pelas novas áreas de conhecimento e formas de contratação, teremos de aprender rapidamente a lidar com estas inovações.

 

Deste modo, deveremos ter a competência de aprendizagem ágil.

 

Talvez a resposta para a liderança em 2028 passe por estas duas competências, ou mais algumas que você tenha em mente.

 

Quando nos atemos à uma lista de características pessoais, nosso primeiro pensamento é que precisaremos ser super-heróis, e não um líder!

 

Não se deixe levar por este pensamento, pois é tecnicamente impossível ter todas estas características ou mesmo a maioria delas.

 

O que você precisa é procurar desenvolver parte dessas características e, com certeza, já será um líder diferenciado no mercado de trabalho!

 

Talvez a pergunta seja: teremos líderes nas empresas do futuro, atuando da forma como nas de hoje?

 

Pense nisto e compartilhe sua opinião nos comentários.

Autor

Armando Lourenzo

Diretor da Universidade Corporativa da EY (Ernst Young) para Brasil e Latam Sul e Presidente do Instituto EY (Ernst Young). Professor da FIA, Casa do Saber e USP. Doutor em Administração e Mestre em Recursos Humanos pela FEA/USP. Autor de livros e artigos na área de negócios. Palestrante em eventos nacionais e internacionais. Premiado com um dos três melhores “Learning Leader of the Year” pelo IQPC em US (2016 e 2017). Colunista fixo no app da revista Você SA.