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Insights de gestão para você antecipar, assimilar e solucionar os seus desafios de negócio

Qual o melhor caminho para a inovação na indústria financeira?
Por mais conservador que seja o negócio, adicionar pitadas de projetos ou parceiras revolucionárias é, cada vez mais, indispensável.

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Hoje, a inovação na indústria financeira é um elemento catalisador imprescindível para permanecer relevante no mercado de hoje. Quem pensa que inovar é algo restrito a laboratórios e startups, já está atrasado.

As mudanças do mundo moderno e a transformação digital são pautas prioritárias em todo tipo de organização, desde os pequenos negócios até empresas mais estabelecidas.

Isso engloba todos os segmentos, inclusive áreas conhecidas por serem mais tradicionais, como a indústria financeira.

Nesse contexto, grandes bancos e instituições já entenderam que a inovação pode ser benéfica para todos os envolvidos, e que a sinergia entre essas corporações, fintechs e startups, por exemplo, é extremamente proveitosa para gerar insights e mobilizar o negócio.

Por mais que não existam fórmulas prontas ou uma bola de cristal, a transformação é inevitável e especialistas de importantes instituições financeiras já estão atentos a esse movimento e voltaram seu foco para vários modelos de inovação.

No post de hoje, vamos abordar melhor o assunto e compartilhar lições, exemplos práticos e caminhos apontados por gestores que atuam nesse mercado. Continue a leitura para saber mais!

Contextos e iniciativas nas instituições

Por mais conservador que seja o modelo de negócios financeiros no cenário brasileiro, adicionar pitadas de projetos, programas ou parceiras revolucionárias é, cada vez mais, indispensável para agregar valor à empresa e mantê-la competitiva.

Nesse sentido, muitas instituições financeiras contam com iniciativas disruptivas, como aceleração de startups.

Esse é o caso do Santander, que possui o Programa Radar — em parceria com a Endeavor, que oferece mentoria e apoio a empreendedores com novas propostas para o mercado financeiro – e o Santander InnoVentures, que visa investir em startups e fintechs de todo mundo.

No mesmo caminho, a Porto Seguro tem vários projetos de inovação em andamento com o propósito de “oxigenar” sempre o negócio. Para isso, a instituição aposta:

  • Em uma aceleradora de startups – a Oxigênio, que é um ecossistema rico e inspirador para a instituição;
  • Empreendedorismo interno (incubação de funcionários);
  • Maratonas de inovação;
  • Parcerias estratégicas.

Já o Bradesco, que no passado contava com um departamento de inovação e pesquisas, assumiu esse mindset como valor do negócio e esse setor passou a coordenar e envolver o negócio como um todo.

Ao longo dos anos, com base em experiências e aprendizados, foi construído um ecossistema chamado Inovabra, que envolve trabalhos com startups e Inteligência Artificial. A ideia é beber continuamente dessa fonte e levantar ideias sobre o que é relevante para o mercado e para o cliente.

Inovação na indústria financeira: perspectivas de produtos para os próximos anos

Os produtos e serviços financeiros conhecidos hoje são commodity.

No entanto, as mudanças de mundo e hábitos forçam os bancos a se adequar e desenvolver soluções que foquem em questões e problemas relevantes para vida moderna e as necessidades das pessoas.

Um exemplo é a indústria de crédito para compra de automóveis. Com a forte tendência de compartilhamento de rotas, como esse business vai se adaptar?

Por que inovação é a palavra do momento no mercado de crédito e cobrança.

Para Maurício Martínez, Gerente de Inovação Digital na Porto Seguro, assinala que um caminho possível para a inovação na indústria financiera é assumir mais riscos e se aproximar de fintechs para ter novas ideias, pensar algo junto ou até mesmo acelerar a disrupção.

Ele destaca uma série de produtos que prometem fazer sucesso nos próximos anos como:

  • Peer-to-peer insurance (fazer apólices de seguros compartilhada);
  • Uso de Inteligência Artificial para avaliação de riscos de seguros (avaliando a condução de quem dirige e buscando educar o motorista para evitar danos, por exemplo);
  • Peer-to-peer lending (pessoas físicas emprestando dinheiro para outras, com um respaldo de uma instituição, por custos mais baixos).

Fernando Miranda, Head de Novos Negócios do Santander, frisa a tendência da criação de produtos mais customizados e automatizados, que causem menos fricção e se adequem mais ao estilo de vida e necessidades dos clientes, por exemplo, um seguro temporário para o carro.

Para ele, a ideia é que “os consumidores tenham mais liberdade para personalizar produtos e serviços de acordo com sua jornada de vida”.

Novos modelos de negócio

Com foco nas tendências que evidenciam aspectos como compartilhamento, flexibilidade, personalização, experiência do usuário e fim da commoditização, quais serão os modelos de negócio de inovação na indústria financeira?

Para Marcelo Câmara, gerente de inovação no Bradesco, ressalta o modelo de Open Banking e o compartilhamento de dados e inclinações. Ele comenta que, hoje, compra-se produtos pensando muito mais no retorno em forma de valor, experiência, satisfação e empoderamento, por exemplo.

Logo, plataformas ou ecossistemas abertos, como marketplaces, são apostas fortes. Nesse tipo de ambiente, o cliente navega e escolhe o que é ideal para o seu perfil.

Maurício levanta o exemplo do cenário financeiro na China, onde, ao longo da história, a instituição bancária era conhecida por ser muito formal, logo poucos indivíduos tinham acesso aos bancos. No Brasil, estima-se que 60 milhões de pessoas não são bancarizadas.

Mesmo assim, elas usam cartão de crédito e ferramentas comumente oferecidas por bancos graças a fintechs e startups que atuam na transformação digital e atendem a parcela da população que estão fora do sistema bancário.

Em diversas regiões do país, percebe-se a diminuição da circulação de dinheiro em espécie – muito por conta da violência – e a tecnologia tem um papel importante para garantir o fluxo das transações e, inclusive, reduzir os custos das operações.

Nesse sentido, o futuro tende a ser mais cardless e frictionless, com foco em ferramentas como biometria, smartphones para realizar pagamentos e QR codes para desintermediar cartões e bancos no médio e longo prazo.

Promovendo a inovação no seu negócio

Diante de desafios e oportunidades, os gestores concordam que promover a inovação na indústria financeira funciona melhor quando a empresa aloca grupos focados, que estudam soluções mais específicas, melhorias e produtos fora da rotina do negócio.

Dessa maneira, os projetos correm com mais fluidez e agilidade. “É essencial ter um time dedicado para a inovação, trabalhando com os KPIs certos, para dar conta do volume acelerado de transformações”, comenta Fernando.

Mesmo sendo o impacto da transformação digital na indústria financeira um caminho sem volta, Maurício fala que muitas empresas ainda têm dificuldade de lidar com esse dilema.

“A inovação por vezes não tem um ROI claro e também pode ter um payback de longo prazo. Assim, as instituições, que tem suas listas de prioridades, acabam deixando boas ideias para trás. Logo, é preciso investir em esteiras paralelas e times focados em sprints para promover experimentos e dar agilidade ao negócio”, diz ele.

Essencialmente, a inovação na indústria financeira é necessária e especialmente definitivo para se destacar no mercado.

Por isso, bancos e corporações precisam “criar estruturas apartadas de inovação para provocar constantemente o negócio e propiciar mudanças que vão fazer a diferença para o negócio e a vida das pessoas”, finaliza Câmara.

Se você quer conhecer mais cases de inovação na indústria financeira, participe da próxima edição do Fórum C4 de Crédito e Cobrança (C4CC), promovido pela Blueprintt em março.

O evento vai reunir especialistas para discutir novas tecnologias, com cases reais de aplicação de inteligência artificial, Big Data e outras inovações, além de esforços para recuperação de crédito dos inadimplentes.

Conheça a programação e participe!

Autor

Bruno Andrade

Bruno é CEO e co-fundador da Blueprintt. Ele é responsável por formular as estratégias e liderar nossa equipe à efetivamente ajudar líderes empresariais a antecipar, assimilar e solucionar desafios, proporcionando informações práticas e atuais sobre o ambiente de negócios.