Indicadores ESG: como utilizar de maneira eficiente e alinhada à estratégia do negócio

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Participe de nossa imersão em ESG e veja como mensurar indicadores ESG de maneira eficiente e alinhada à estratégia do negócio.

 

Apesar da pandemia de COVID-19 (ou talvez acelerada por ela), cidadãos e investidores vêm exigindo das empresas a incorporação do ESG às suas práticas. Como resultado, as organizações têm discutido e buscado meios de definir e mensurar indicadores ESG.

Afinal, a tarefa não é simples. Como avaliar um conjunto tão grande de parâmetros, que abrangem desde a preservação ambiental, passam pelas questões sociais e trabalhistas, e vão até à ética e transparência nos negócios?

A dor é compartilhada por empresas de todos os setores e tamanhos. De acordo com uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial, para 90% das empresas ter um conjunto de divulgação de informações e métricas ESG seria útil para os mercados financeiros e para a economia.

Monitorar e mensurar indicadores ESG tornou-se parte da gestão estratégica de risco das empresas. Em suma, quem quiser gerar valor a longo prazo e atrair investidores não poderá prescindir desses dados.

Que métodos são usados atualmente?

Existem diversos métodos amplamente usados para calcular o valor que uma empresa gera para seus acionistas. Por outro lado, avaliar como uma empresa está contribuindo para resultados não financeiros que impactam a sociedade e os stakeholders é um tanto mais complicado.

Isso porque ainda não existe uma metodologia universal para medir indicadores ESG. Ao menos, não uma que gere consenso.

O método mais conhecido e utilizado para relatórios de sustentabilidade é o GRI Standards, da Global Reporting Initiative. Desde 2018, as normas GRI também compilam dados para a divulgação pública de informações ESG e seus impactos econômicos, ambientais e sociais.

Mais recentemente, o Conselho Internacional de Negócios do Fórum Econômico Mundial (WEF-IBC) propôs outro conjunto de indicadores ESG universais. Eles foram publicados no relatório Measuring Stakeholder Capitalism. O documento traz 21 métricas básicas e 34 métricas expandidas baseadas em quatro pilares: Princípios de Governança, Pessoas, Planeta e Prosperidade.

As métricas foram desenvolvidas com o apoio dos 120 CEOs de todo o mundo que integram o WEF-IBC. O projeto também ouviu 200 players do mercado e foi elaborado com auxílio das quatro maiores auditorias do mundo (PwC, EY, KPMG e Deloitte).

Desafios de mensurar indicadores ESG

Embora sejam norteadores importantes, a maior crítica em torno de ambos os métodos residem no princípio da autodeclaração. Ou seja, as empresas podem escolher os indicadores ESG que serão divulgados. Na visão de muitos especialistas, isso pode gerar subjetividade e inconsistência nos dados.

A divisão de investimentos do banco Goldman Sachs traz um exemplo. Segundo a instituição, enquanto 64% das empresas S&P 500 divulgam suas emissões de carbono, apenas 12% relatam a percentualidade de consumo de energia derivado de fontes renováveis. A falta de dados dificulta para os investidores realizar aportes diversificados.

Outra questão é que diferentes setores (e até mesmo diferentes empresas de um mesmo segmento) estão sujeitos a diferentes riscos e oportunidades em ESG. Assim, existe a possibilidade de que muitas organizações simplifiquem demais seus relatórios ESG e priorizem o que pode ser medido de forma fácil e consistente, em vez do que realmente importa.

Por fim, timing and tracking são outras variáveis importantes. Sem relatórios em tempo real, uma empresa pode manter uma alta pontuação mesmo após enfrentar uma crise em aspectos ESG. Da mesma forma, a dificuldade em rastrear os materiais usados na construção do score pode enfraquecer a veracidade dos dados.

Erros mais comuns ao medir indicadores ESG

Em artigo sobre a mensuração de indicadores ESG, a revista Harvard Business Review apontou três erros comuns cometidos no processo.

  1. Medir os sinais e ignorar os processos. As metodologias, mais do que precisão na captura de dados, precisam se deter sobre o desdobramento e impacto das ações. Ou seja, é preciso considerar o que está por detrás dos números e entender o que levou aos resultados obtidos.
  2. Mensurar o que está aparente e ignorar sistema. Se fixar na solução de um problema sem considerar a complexidade na qual ele está inserido leva a decisões erradas. Isso pode se repetir no contexto do ESG, especialmente em investimentos ligados a empresas específicas. O artigo da HBR traz como o exemplo o caso da British Petroleum. A petroleira diminuiu suas emissões de carbono ao vender alguns de seus negócios. Ou seja, as emissões continuam acontecendo, mas sob a responsabilidade de outra empresa.
  3. Mensurar o monetizável e ignorar o valor. Nem sempre o que pode ser mensurado é o mais valioso. Um exemplo são as emissões de CO2. Embora fáceis de medir e monetizar por meio de créditos de carbono, não costuma considerar os impactos na biodiversidade, cuja relação de causa e efeito é mais complexa.

Como fechar lacunas

Conforme especialistas, o relatório ideal de indicadores ESG deve conter:

  • Dados abrangentes, que possam ir além das divulgações públicas da empresa, sejam eles voluntarios ou obrigatórios;
  • Tópicos ESG específicos do setor, com classificação e ponderação conforme as melhores práticas do setor (por exemplo, padrão do Sustainability Accounting Standards Board – SASB);
  • Benchmarking do setor para entender como o perfil ESG de uma empresa se compara a outros negócios que operam no mesmo segmento;
  • Fatores que reflitam as exigências e perspectivas que diferentes stakeholders têm quanto aos tópicos ESG;
  • Pontuação rigorosa, tanto para o desempenho geral ESG quanto para a materialidade dos problemas ESG enfrentados, sejam eles riscos ou oportunidades;
  • Dados rastreáveis para permitir que as ações e o score estejam vinculados aos fatores causais;
  • Relatórios em tempo real para refletir a velocidade com que as questões ESG estão evoluindo.

No Programa Executivo de Imersão em ESG da Blueprintt apresentamos o case da Bayer. A multinacional, presente em 80 países, mostrou ser possível alinhar as operações com as estratégias de sustentabilidade.

Jaime César Oliveira, head de Assuntos Públicos, Ciência e Sustentabilidade da Bayer, conta que a empresa vem trabalhando os conceitos ESG há algum tempo, sobretudo no pilar da sustentabilidade. Nesse sentido, diversas medidas foram adotadas para adaptar suas operações aos conceitos sustentáveis em diversos países.

Inscreva-se em nosso Programa Executivo de Imersão em ESG e conheça em detalhes a evolução da Bayer na mensuração de indicadores ESG.

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