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Desafios do HRBP: como ser um agente de mudanças?
A jornada de transformação digital chegou no RH, entenda como os profissionais da área podem ter proatividade e serem os agentes de mudanças

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As mudanças de estratégia que as empresas exigem nos dias atuais são baseadas em práticas ágeis, adaptáveis e flexíveis. Ou seja, muita movimentação que acaba gerando dados, indicadores e informações que alimentam esse novo modelo de gestão. Parte crucial para esse processo acontecer são as pessoas. Toda transformação que sua companhia deseja implantar tem que estar com o pensamento direcionado para os colaboradores.

A organização pode ser a mais digital possível, se o funcionário não se engajar, dificilmente a plataforma terá êxito. Para isso, líderes adotam o conceito de agente de mudanças ou agentes transformadores para ajudar a disseminar de forma positiva as mudanças, tirar dúvidas e pensar em estratégias visando a melhora da produtividade e do senso de pertencimento do público interno.

Pensando em recursos humanos, esse conceito faz mais sentido ainda. O RH é responsável por tudo que envolve pessoas, desde a admissão, controle de ponto, benefícios, oportunidades e voz ativa da marca para os empregados.

Antes de qualquer implementação ferramental, o gestor de recursos humanos precisa aplicar o mindset digital no departamento. Com a premissa de que o digital é tudo aquilo que irá melhorar o desempenho e economizará tempo, seja da própria área, como dos demais setores.

O primeiro passo dos agentes de mudanças de RH é pensar: por que inovar e ser digital?

Nesse momento é importante revisitar o passado e analisar as principais diferenças sobre qual era o contexto das empresas e como funcionava o planejamento e comparar com o que o mercado exige.

Passado: simples, controlável, previsível, lento e estável.

Presente: complexo, fora de controle, imprevisível, rápido e instável.

Ao colocar essas diferenças na mesa, fica mais simples de perceber que precisa ter um ritmo para acompanhar os clientes externos e internos. E esse ritmo está associado ao contexto do presente. Ainda mais se tratando de uma área repleta de atividades manuais e analógicas como o RH.

Contudo, essa mudança só será possível se o conceito do digital estiver inserido na parte estratégica da empresa. É preciso ser um pilar.

Abaixo desse pilar, considere três premissas para executar a mudança digital: rapidez, ser sagaz (digital squad) e ser melhor (como/para pessoas).

Digital squad, nada mais é que juntar pessoas de várias áreas para reunir ideias pensando em ser digital. De início, considere o uso de ferramentas digitais, como o power bi, power apps e o microsoft teams.

Na empresa Ecolab, a transformação digital contou com a ajuda dos HRBP´s para se tornar realidade. Denominaram os agentes da mudança como digital champion.

Digital Champion são aliados e embaixadores da transformação digital na Ecolab. Os embaixadores são os responsáveis por propagar e levar soluções para a área. O popular “marketing de boca a boca”. Esses influenciadores informais mapeiam tudo que é comentado e ter eles ao lado, como agente estratégico durante o processo de mudança faz total diferença.

RH digital: mais tempo para ser estratégico

Com isso, as atividades cotidianas do RH se tornam mais ágeis, acessíveis e desburocratizadas, sempre buscando a melhoria contínua, tornando a área cada vez mais digital e focada no principal ativo da empresa: as pessoas.

Se o principal objetivo é liberar tempo para ser mais estratégico, isso quer dizer que é preciso investir em inovação e criatividade. Uma solução bastante requisitada no universo empresarial é o desenvolvimento de um aplicativo com diversas ferramentas para atender as necessidades dos colaboradores.

“Não adianta ter uma ferramenta que custe 1 bilhão de dólares se você não investir na mudança da cultura, porque senão ninguém vai usar. É um aprendizado importante e é uma coisa que tem que estar em paralelo com o projeto de transformação digital”, afirma Bruno Nascimento, HR Business Partner da Ecolab durante sua palestra no Programa Executivo de Imersão para HR Business Partners realizado pela Blueprintt.

Por que um aplicativo? Nem todos os funcionários utilizam computadores no dia a dia, como os promotores, vendedores, auxiliares de produção e etc., mas é certeza que celular todos possuem. Além da familiaridade e costume da utilização dos aplicativos de redes sociais. O app passa a ter funções e ferramentas que estejam disponíveis nos celulares dos colaboradores, como:

  • Marcador de ponto de geolocalização;
  • Reembolsos;
  • Plano de carreira e treinamentos;
  • Assistente virtual (robô/Inteligência Artificial). Crie uma persona que se identifique com todos, do porteiro ao presidente, com o objetivo de sanar as dúvidas a qualquer hora do dia;
  • Plano de reconhecimento baseado no modelo de liderança;
  • Links internos para facilitar o acesso das principais plataformas da organização;
  • Processo seletivo, contendo parte de admissão e documentação;
  • Treinamentos online a fim de espalhar o conhecimento através de vídeos que envolvam a liderança e avaliação do curso.

O aplicativo precisa ser muito intuitivo. Caso não seja possível criar a tecnologia internamente, busque por empresas que atendam todas as necessidades, desde layout até quais funções irão entrar no app. Existem diversas startups que oferecem esse serviço no mercado.

Qual o impacto que isso gera?

  • Redução de e-mails que seriam enviados pela/para a área de RH;
  • Economizar horas do time de recursos humanos;
  • Redução de trabalhos operacionais, como contabilizar o controle de ponto;
  • Aumento na produção de conteúdo de desenvolvimento disponível para os funcionários (ser estratégico).

Aprendizados

Uma empresa contempla diversos perfis de pessoas, nem sempre a tecnologia será bem aceita por todos. Nem todo mundo entende que a transformação digital chegou para facilitar o dia a dia, ainda existe o pensamento “a inteligência artificial irá ocupar a minha vaga”.

Para isso não acontecer com frequência, a liderança precisa exercer seu papel engajando o colaborador, mostrando as oportunidades que irão aparecer a partir dessa nova jornada. Como trabalhar o convencimento?

“Foi uma barreira no início, o que ajudou é que o digital (conceito) é um pilar da Ecolab, por ser um pilar estratégico, essa iniciativa sempre esteve alinhada com todas as outras iniciativas que estavam acontecendo, então foi mais fácil de explicar”, comenta Bruno.

Reunir aliados da estratégia pensando na jornada, antes de lançar um serviço novo para o cliente interno, convoque os agentes da mudança ou pessoas influentes de cada área, não necessariamente precisa ser a liderança, com o intuito de debater os temas importantes.

Não tenha medo de testar. ainda que algo dê errado, o importante é aprender rápido com o erro e melhorar.

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Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.

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