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Mapeamento de riscos e oportunidades na gestão tributária
Com uma fiscalização rigorosa, o sistema de impostos de nosso País é um dos mais complexos do mundo. Saiba como evitar erros com essas dicas.

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Com frequência, ouvimos e lemos que a carga tributária brasileira é muito pesada. No entanto, será que é mesmo dessa maneira? Fazendo uma comparação com outros países, vemos que boa parte das pessoas dimensiona a situação. Por isso, é tão necessária uma visão mais ampla sobre gestão tributária.

Entendemos que é difícil aceitar isso, contudo o maior problema dos nossos tributos é que muitas vezes nós não vemos para onde eles vão. Mas, como nosso artigo não tratará sobre esse assunto, vamos acompanhar o que de fato nos interessa, que é o mapeamento de riscos e oportunidades na gestão tributária.

Falaremos dos benefícios e dos desafios para que você perceba como realmente é o cenário tributário no Brasil. Então, continue com a gente e saiba mais!

O que é gestão tributária?

Sabemos o quão simples parece essa pergunta, mas só poderemos realizar um mapeamento mostrando os riscos e as oportunidades se antes ficar nítido e claro o que ela é.

Em linhas gerais, gestão tributária é um processo de gerenciamento que engloba todas as áreas de impostos da empresa. Seu intuito é um planejamento perfeito — dentro de suas possibilidades, é claro — com a finalidade de ter controle sobre todas as operações de tributos.

Sendo assim, para iniciar a gestão tributária em qualquer âmbito, é preciso ter em mente a prática de três princípios: Auditoria, Compliance e Planejamento.

Como está o atual cenário tributário para as empresas?

Depois de uma breve explicação sobre gestão tributária, vamos ver que o cenário tributário atual para as empresas é complexo, pois o sistema tributário de nosso País é um dos mais avançados do mundo — o que resulta em uma fiscalização mais rigorosa dos dados que são enviados ao Fisco.

Essa forma de cruzamento de informações, por exemplo, é uma das maneiras que o Fisco tem de não deixar passar nenhum detalhe sobre as empresas. Esse sistema eficiente e totalmente interligado exige muito mais das empresas do que algumas delas estão acostumadas a dar.

Além disso, se elas não se adequam, a consequência pode vir em forma de multas e duras penalidades, ou seja, não há muitos lados para onde correr.

De onde vêm as oportunidades?

O cenário atual descrito acima pode parecer pessimista, porém, as oportunidades saltam aos olhos nessa situação. Como “um mestre severo”, a fiscalização obriga as empresas a trabalhar de forma mais integrada.

Sem essa de “meu departamento, minhas regras”. Isso é coisa do passado. Para manter as informações atualizadas, é necessário a integração de todos os setores de forma eficiente. Só assim sua empresa pode se apresentar “imaculada” diante do Fisco.

E os benefícios não consistem apenas em ficar longe das penalidades. Muito além disso, uma empresa que mantém todos os setores conectados e compartilhando informações faz com que o crescimento, a lucratividade e a competitividade no mercado avancem de forma significativa.

E como mitigar os riscos?

A controladoria é crucial para isso. Diante desse rigor do Fisco, os controllers são a chave para erradicar falhas e mitigar possíveis riscos à gestão tributária das empresas.

Veja um importante relato de Carlos Rosetti, Controller da Otis Brasil, sobre o tema:

“A controladoria nessa parte de gestão de risco é o grande responsável por unificar todas as áreas, transformando todas essas áreas em uma direção comum[…] Muitas empresas acabam segregando a parte de planejamento tributário, mas tanto a controladoria como o planejamento dependem dessas áreas, senão não conseguem atuar[…] Você não consegue fazer um planejamento tributário sendo que toda parte de operação está dentro da controladoria, ou seja, a gente trabalha muito junto e isso faz todo sentido na parte operacional[…]

Por fim, para dar um exemplo, quero dizer como transformamos aqui a gestão integrada de riscos dentro da Otis. Nós separamos em três partes. Começamos com o mapeamento das áreas de riscos, tentamos entender onde estava o risco do negócio, e iniciamos uma classificação desses riscos. Depois, reuniões mensais para avaliar e discutir os riscos, fazendo um link de como esses riscos afetavam as operações e, com base nisso, montamos uma matriz para mitigar esses riscos. No fim, compartilhamos tudo com a diretoria.”

Qual a relevância do papel do controller nesse contexto?

Aqui nós vemos a importância da controladoria para erradicar de uma vez por todas os riscos na gestão tributária. O controller tem a finalidade de realizar a análise dos dados e, por meio de todas as informações, auxiliar de forma estratégica na tomada de decisões.

Um controller é mais do que apenas um analista ou um contador. A posição dele é fundamental para uma boa gestão tributária das empresas, pois ele garante que todos os aspectos das finanças sejam analisados, interpretados, divulgados e documentados adequadamente.

Os profissionais do setor devem não só se certificar de que as informações sejam preparadas com precisão e as despesas e fragilidades da empresa sejam apontadas, mas também fornecer aconselhamento e análise financeira detalhada aos executivos dela. Ou seja, a diretoria “depende” do bom trabalho da controladoria.

Em empresas maiores, o controlador pode ser auxiliado por outros contadores. Os assistentes podem ser gerentes de contabilidade, gerentes de impostos, gerente de contas a pagar, gerentes de crédito, gerentes de folha de pagamento e assim por diante. Esses gestores podem então ser supervisores contadores.

Em empresas menores, é possível que o controlador seja o único e seja auxiliado por um atendente de contas a pagar. E, sem sombra de dúvida, essa é a parte essencial para uma gestão tributária bem planejada.

Por fim, é importante investir em formas que consigam acompanhar essa quantidade de exigências feitas pelo Fisco, tais como ferramentas como softwares, treinamento, além de outras que garantam a presteza na entrega das informações, visando à diminuição dos riscos ao máximo.

É necessário atualização constante, treinamento e contato com especialistas em tributário para não ser vencido pelos riscos. E, mais do que isso, usar toda a informação coletada para benefício da empresa. Se o Fisco tem dados tão valiosos, abrangentes e complexos nas mãos, é de se imaginar que sua empresa poderia fazer avanços significativos com as informações que passa para frente.

Sendo assim, não perca a oportunidade perfeita para tomar as melhores decisões, pois há uma estrutura detalhada montada bem diante dos seus olhos.

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Autor

Bruno Andrade

Bruno é CEO e co-fundador da Blueprintt. Ele é responsável por formular as estratégias e liderar nossa equipe à efetivamente ajudar líderes empresariais a antecipar, assimilar e solucionar desafios, proporcionando informações práticas e atuais sobre o ambiente de negócios.