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Gerenciamento de caixas complexos: inovação é chave
Veja o caso prático de uma empresa que está investindo em inovação e automatização para facilitar o gerenciamento de caixas complexos

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O papel desempenhado pelos profissionais de tesouraria no gerenciamento de caixas é imprescindível no mundo corporativo para garantir a saúde financeira das empresas, e se tornou ainda mais relevante neste período de incertezas econômicas causado pela pandemia da Covid-19.

Em meio às volatilidades e imprevisibilidades de mercado, os profissionais de tesouraria, quando bem municiados, conseguem garantir saves importantes para as empresas, além de gerir bem os riscos e aplicar recursos para garantir liquidez e rentabilidade adequadas.

Falando, especificamente, da gestão do caixa é comum a perda de controle do seu fluxo em momentos de instabilidade econômica, e ficou evidente que as empresas mais digitalizadas conseguiram se mostrar mais bem preparadas para gerenciar suas operações neste momento.

A Tesouraria da Petrobras trabalha de forma centralizada na gestão do caixa de várias empresas no Brasil e no exterior. Os caminhos que a área tem buscado para o gerenciamento eficiente do caixa passam por inovação, investimentos em automatização de processos e também em tecnologia de RPA (robôs) para tarefas específicas.

Na última edição do Treasury Virtual Experience, contamos com a participação do André Campos, Gestão do Caixa, e do Gustavo Gomes, Gestão do Caixa Nacional, da Petrobras, falando sobre a utilização da inovação e automatização no gerenciamento de caixas complexos.

Confira, abaixo, um overview das principais informações!

Pilares da gestão de caixa

A tesouraria precisa se colocar como parceira do negócio e não apenas ser uma área que vai fazer as movimentações de liquidez. Muito mais do que isso, os profissionais precisam gerar valor à organização.

Existem cinco pilares básicos da gestão de caixa, são eles: simplificação, padronização, automação, centralização e controle. A simplificação é uma base importante para a inovação.

A padronização é muito importante por ser uma área que manipula recursos elevados e precisa seguir alguns padrões, mas é interessante criar um ambiente voltado à inovação também.

A automação é extremamente relevante para acelerar as atividades rotineiras, e a necessidade de criar liquidez faz com que a centralização seja primordial para o processo como um todo, por fim, o controle que faz parte da atividade do tesoureiro de uma maneira geral.

Projeto com utilização de blockchain

O projeto de blockchain na Petrobras surgiu através de um olhar voltado para o que poderia ser melhorado, para isso, se concentraram no processo de procurações ligado diretamente às movimentações e autorizações bancárias. Quando uma pessoa saia da empresa, às vezes os bancos demoravam para tirá-la do cadastro, ou seja, a atualização dos dados era muito lenta.

A tecnologia do blockchain se encaixou perfeitamente nessa necessidade, por ser um banco de dados distribuído e atacar o problema de assimetria de dados. A informação é padronizada, então todos os bancos que a empresa possui conta conseguem acessar os mesmos dados.

Ou seja, quando um funcionário sai da empresa e é retirado de sistema de procuradores, a ferramenta permite que os dados sejam excluídos de todos os bancos e ela perca as autorizações automaticamente.

Automação da gestão de caixa

O fundo de caixa da empresa é baseado em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e está vinculado à alguns bancos. Possuem contas em diversos bancos, até mesmo pela necessidade de pagamentos específicos de alguns tributos, mas mantêm uma conta centralizadora para realizar as movimentações junto ao fundo.

Efetuaram uma automação praticamente plena dos extratos de todos os bancos que possuem conta por meio de ferramentas tecnológicas. Com isso, conseguem visualizar todas as contas, extratos e as conciliações antes de começar o dia na operação.

Antes de implementar o sistema de automação, todo o fluxo de entrada e saída das contas dependia do domínio de um ou mais funcionários. Todos esses conhecimentos foram transformados em parâmetros sistêmicos e, posteriormente, documentados para que a gestão do conhecimento não dependesse de pessoas específicas.

As movimentações, por exemplo, de uma transferência da conta centralizadora para alguma que esteja negativa ou de excedentes para a conta centralizadora, podem ser feitas com apenas um clique no sistema automatizado.

Essa automação ainda não está 100% redonda, pois ainda existem algumas poucas opções de inserção manual para o caso de saídas ou entradas fora do previsto. O objetivo é reduzir ao máximo a interação manual dentro deste processo.

Resultados e próximos passos

O próximo desafio é a implementação do Application Programming Interface (API) e do Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX). O PIX é um instrumento muito importante por dar a visão das transações em tempo real e com a comunicação em API isso pode acontecer sem a necessidade de logar no internet banking.

A redução da quantidade de contas em bancos na Petrobrás é extremamente importante, pois esse número aumenta com muita facilidade e isso torna a gestão de caixa extremamente complexa. Incluíram atributos dentro do cadastro de contas para ter todas as informações claras e acessíveis.

Conseguiram, com essa automação inicial, diminuir o trabalho manual, reduzir custos, mitigação de riscos operacionais e disponibilidade de tempo para ser um parceiro das áreas de negócios em soluções financeiras para realizar melhorias nas soluções de capital de giro. Além disso, a empresa, atingiu 99% da conciliação bancária em 2018 com uso da revisão de processos e ferramentas tecnológicas.

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Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.  

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