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Gamificação e storytelling: amplie os resultados do e-Learning
Sua empresa aplica o e-Learning para o desenvolvimento dos profissionais da equipe? Então, veja por que adotar os mecanismos de gamificação e storytelling!

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Estamos na era da transformação digital, na qual as empresas investem de forma pesada em tecnologia para várias das suas atividades, inclusive aquelas ligadas à educação corporativa. E não é sem razão: para promover o desenvolvimento dos colaboradores, a tecnologia é uma aliada, já que envolve custos menores, com alcance e aproveitamento maiores. Por isso, a Educação a Distância (EaD) corporativa — também chamada de e-Learning — recebe muita atenção.

Mesmo assim, o caminho tem seus obstáculos. Um deles é garantir a atratividade, já que o fato de não estar interagindo pessoalmente com os colegas pode desengajar o colaborador. Para resolver esse problema, os mecanismos de gamificação e storytelling são alternativas poderosas, que apelam para emoções fortes do indivíduo, como a competitividade.

Neste artigo, que foi inspirado pela palestra Games e Storytelling: como ampliar resultados em capacitações e-Learning, ministrada no evento Learning Tech 2019, vamos apresentar os principais aspectos do uso de gamificação e storytelling para tornar o ensino a distância corporativo mais eficaz. A apresentação teve participação de Demetrius Lima, CEO da Sábia Experience.

Boa leitura!

Por que o e-Learning corporativo é tão importante

A realidade atual é que os profissionais têm um tempo muito limitado em sua semana para empregar no seu próprio desenvolvimento. Isso impede que métodos mais tradicionais, como os treinamentos presenciais, sejam aplicados com sucesso. Dessa maneira, o e-Learning é uma alternativa interessante porque garante flexibilidade para que o colaborador participe das atividades no momento que lhe for mais conveniente.

Além disso, os indivíduos apresentam uma capacidade de concentração cada vez menor. É muito difícil, portanto, obter um resultado positivo aplicando um treinamento com encontros de uma ou duas horas de duração. Em vez disso, o e-Learning permite dividir as informações em blocos bem menores, de poucos minutos. Com isso, o colaborador consegue se manter concentrado do começo ao fim, digerindo o conhecimento em pequenas porções.

Finalmente, outra questão relevante é que as pessoas estão altamente conectadas. Elas passam o dia com o celular na mão. Assim, os colaboradores conseguem se adaptar rapidamente ao e-Learning, porque eles já estão imersos nessa realidade digital. 

Aplicando gamificação e storytelling ao e-Learning

O ser humano tem um processo cíclico de aprendizado, que começa quando ele se depara com uma situação concreta. Então, o cérebro envia sinais para o lobo temporal do córtex, permitindo que sejam feitas reflexões. Em seguida, a área frontal do córtex permite que sejam feitas hipóteses sobre a situação. Por fim, a área motora e pré-motora permite que sejam executadas ações.

Porém, esse ciclo não menciona algo muito importante: as emoções envolvidas no processo de aprendizado. De fato, elas podem contribuir para um melhor aproveitamento ou prejudicar os resultados. 

A tecnologia certamente ajuda nos processos de ensino e aprendizado, em face dos fatores que vimos logo acima. No entanto, a questão é como trazer para o e-Learning as emoções certas, que vão ampliar os resultados do aprendizado dos colaboradores. Afinal, quando esse processo se desenvolve por meio de uma tela, em vez do contato direto com outras pessoas, ele pode facilmente se tornar uma tarefa mecânica e sem engajamento.

Nesse sentido, gamificação e storytelling surgem como alternativas para evocar emoções positivas para o e-Learning. E elas podem ser combinadas com o desenvolvimento de “histórias gamificadas”, o que leva a resultados ainda melhores.

Gamificação e “coopetição”

A gamificação é frequentemente associada com a competitividade. Mas nem sempre isso é entendido de uma maneira positiva. Afinal, é interessante estimular a competitividade entre os colaboradores no e-Learning corporativo? Será que isso não prejudica o espírito de equipe, que é outra preocupação das empresas?

É por isso que a gamificação é mais trabalhada para desenvolver a “coopetição”, isto é, um meio-termo saudável entre cooperação e competição. Isso significa que os colaboradores ainda competem entre si pelos melhores resultados, mas eles só podem atingir seu máximo potencial dentro das atividades propostas se trabalharem juntos.

Essa visão não é uma novidade. Basta pensar em games bastante populares, especialmente os de batalha. Os jogadores formam equipes e só podem avançar em times, mas cada um tem sua pontuação individual e seu próprio ranking. É do interesse de todos, portanto, que a equipe tenha um bom resultado, enquanto, ao mesmo tempo, cada um trabalha para apresentar uma performance individual positiva.

Storytelling, engajamento e retenção

Storytelling não é necessariamente uma novidade. De fato, talvez seja uma das formas mais antigas que a humanidade encontrou para promover o aprendizado e manter as pessoas engajadas. Os contos de fadas, por exemplo, eram contados para ensinar lições às pessoas.

Essa técnica é aplicada na educação corporativa para despertar emoções como a curiosidade. Imagine, por exemplo, que, em vez de dizer ao colaborador quais são as boas práticas de segurança no trabalho, você conte para ele a história de um trabalhador que não as seguiu. Ele vai ter mais interesse em ouvir até o final porque a história mantém o suspense: o que aconteceu depois?

Outro ponto positivo está na retenção. De forma geral, os indivíduos lembram melhor daquilo que aprenderam por meio de uma história, em comparação com informações soltas. Considerando o investimento necessário para o e-Learning, promover essa maior retenção é extremamente importante; do contrário, a empresa gasta recursos com projetos de educação corporativa que não trazem um efeito significativo a longo prazo.  

Além disso, como vimos, é possível unir gamificação e storytelling. Assim, temos atividades em formato de jogo, mas que contam histórias. Portanto, ao mesmo tempo em que o colaborador executa tarefas de maneira “coopetitiva” com seus colegas, ele também está engajado com uma forma dinâmica de entender conceitos importantes dentro da empresa e da sua área de atuação.

Neste artigo, vimos como é possível ampliar os resultados do e-Learning corporativo, aplicando mecanismos de gamificação e storytelling. Percebemos que eles trazem as emoções para dentro do processo de aprendizado e reforçam o engajamento dos colaboradores. Assim, a falta de contato direto com os colegas durante as atividades deixa de ser um problema.

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Autor

Flávia Lima

Flávia Lima é jornalista pela PUC-SP e pós-graduada em Comunicação e Marketing pela ECA/USP. Possui ampla experiência como jornalista setorizada. Atualmente, é gerente de conteúdo da Blueprintt, responsável pelo planejamento de congressos corporativos nas áreas de RH Estratégico, Marketing e Tecnologia da Informação.