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Era da exponencialidade: como fica o planejamento estratégico?
Entenda como o conceito de exponencialidade e a transformação digital podem impactar os negócios e o planejamento estratégico

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A exponencialidade pode começar a ser definida através de conceitos matemáticos, por exemplo, 30 passos lineares correspondentes a 30 metros e isso é algo previsível e facilmente identificado.

Agora, 30 passos exponenciais significam 26 voltas na terra, o que traz uma mudança de perspectiva gigantesca. O mercado muda atualmente na velocidade exponencial, muito impulsionado pela tecnologia, mas também por fatores processuais e culturais.

Refletindo sobre como eram as coisas 10 anos atrás, não existiam os smartphones, era impossível pensar em soluções como a proposta pela Uber, nem ao menos tinha-se uma tecnologia de aplicativos. Isso é exponencialidade, mas ela não se limita apenas a estes conceitos.

Basicamente, hoje a tecnologia avança para acelerar a própria tecnologia. Criam-se computadores mais modernos para que estes criem outros computadores ainda mais modernos. Partindo princípio, segundo Raymond Kurzweil, não teremos a experiência de 100 anos de progresso no século 21 e sim a aproximadamente 20.000 anos de progresso.

Diante desses fatos, as empresas precisam readaptar constantemente seus planejamentos estratégicos para conseguirem acompanhar as evoluções e as demandas do mercado. Tivemos, na última edição do Programa Executivo de Imersão em Planejamento Estratégico, a participação de Marco Antonio Cavallo, Chefe de Parcerias Latam da Adjust , falando sobre a temática.

Continue a leitura e confira as principais informações!

Fases da exponencialidade

Dentro de um contexto do planejamento estratégico é importante saber que a exponencialidade tem seis fases. Identificar em qual das fases a sua empresa se encontra, ajuda muito no processo. São elas:

  1. Digitalização : uma vez que uma tecnologia se transforma em digital, significa que esta foi traduzida em uma linguagem binária e inicia-se sua exponencialização.
  2. Decepção : a exponencialização gera um grande hype. Como a curva de progresso é muito lenta, muitas passam um bom tempo não atendendo às expectativas do mercado.
  3. Disrupção : é o resultado de quando as tecnologias exponencializadas começam a impactar o mundo como o conhecemos.
  4. Desmonetização : onde existiam custos para produtos ou serviços, agora o dinheiro algum da equação, ou seja, tem-se acesso ilimitado e sem custo.
  5. Desmaterialização : esta é uma fase em que o produto desaparece, podendo ser o resultado de uma convergência ou substituição completa.
  6. Democratização : aqui é quando uma tecnologia exponencial ganha escala e se torna um importante ativo para o desempenho das atividades diárias.

Exponencialidade da inovação

A inovação vem ocorrendo de forma muito rápida, principalmente de 2013 até os dias atuais. E existe um gap entre as inovações padrão e os consumidores, não é possível saber hoje, por exemplo, se uma forma de fazer um pagamento existe do que a utilização interna, mas provavelmente existe.

Essa distância é ainda maior quando se analisa a inovação e as empresas. Isso causa uma enorme desconexão com os consumidores e, muitas vezes, como empresas deixam de existir por não conseguirem acompanhar o ritmo da inovação.

Levando-se em conta a esfera governamental o problema é ainda mais intensificado, pois frequentemente como inovações são barradas pelas regulamentações e perdem-se grandes oportunidades de transformar mercados e até mesmo no mundo.

Um outro ponto a ser considerado em relação ao impedimento da inovação é a chamada “armadilha do sucesso”. Quando a organização alcança uma certa estabilidade há uma tendência de ela não querer fazer modificações e isso é um problema, pois, ao não mexerem em seus processos, deixam de ter uma flexibilidade existencial.

Dimensões da cultura de inovação

  • Centricidade no cliente – capacitar os funcionários para o uso de soluções digitais com o objetivo de expandir a base de clientes, transformando a sua experiência e co-criar novos produtos;
  • Colaboração – estimular e prover ferramentas para a criação de equipes interdepartamentais, otimizando as habilidades da empresa e criando uma estrutura que supere barreiras físicas e geográficas;
  • Liberdade criativa – incentivo a prevalência de comportamento que apoiem a tomada de riscos, o pensamento disruptivo e a exploração de novas ideias;
  • Agilidade e flexibilidade – capacitar a velocidade e o dinamismo da tomada de decisões e a capacidade da organização de se adaptar às demandas mercadológicas em constante mudança;
  • Cultura aberta – realizar e capacitar parcerias com redes externas, tais como fornecedores, startups e clientes.

Passos para a transformação empresarial

A mudança organizacional pode ser motivada pela tecnologia, induzida pelos consumidores, ecossistemas ou pela inovação. E, independente dos motivadores, é preciso levar em consideração alguns elementos que são vitais para que ela aconteça.

É indispensável ter um objetivo comum dentro da empresa e que ele seja visível a todos os colaboradores. Além disso, definir com precisão os papéis de cada pessoa dentro da mudança torna viável todo o processo.

Comunicar de maneira clara e ter o entendimento de como a companhia vai avançar nos próximos passos ajuda a tranquilizar os colaboradores (selecionados eles ou não envolvidos no processo). E construir um planejamento colabora para orquestrar toda a mudança, mesmo que ele preciso ser mudado ao longo do caminho.

Qualquer processo de transformação digital, inovação ou planejamento estratégico estão suscetíveis a passar por mudanças drásticas, portanto é necessário ter em mente que ele fornece se lido ao longo do caminho por conta das mudanças de mercado e de novos cenários.

Quer continuar aprendendo e se aprofundar no assunto? Então inscreva-se para o Programa Executivo Imersão em Planejamento Estratégico, acesse o site e saiba mais

Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.