Implementação de projetos facilita as boas práticas na indústria

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A competitividade para emplacar um projeto dentro das organizações é enorme, são muitas demandas e nem sempre a expectativa é atendida. Não por culpa dos gestores, é mais uma questão estratégica do que escolhas pessoais.

Para facilitar as áreas na implementação de projetos, exercer as boas práticas é uma forma de ter sua proposta aceita. Mas o que se configura as boas práticas? Dentro de um projeto é importante que o programa esteja de acordo com planejamento estratégico, que o custo, a qualidade e a integridade das pessoas sejam pilares essenciais para o projeto.

A tecnologia é parte importante nesse processo. Existem algumas ferramentas e metodologias que auxiliam durante a implementação de projetos, trazendo diversos benefícios e agregando valor ao negócio.

Carla Lopes, Coordenadora de Planejamento de Investimentos da Braskem participou do evento Imersão em PMO apresentando o tema “Implemente a metodologia AWP e melhore a competitividade dos projetos”.

Em um estudo realizado pela Mackenzie em 2017 diz que a reinvenção da construção humana na busca pelo aumento da produtividade identificou que, apesar da área da construção contribuir com 13% PIB mundial, a produtividade do setor tem crescido apenas 1% ao ano.

Ainda sobre o levantamento, sete áreas foram identificadas que se tomarem ações a empresa tem a oportunidade de aumentar a produtividade do setor em 50% a 60%.

“No Brasil, a nossa produtividade conseguiu cair, ao invés da gente ter pelo menos um pequeno crescimento. Existe um perfil no Brasil que leva a esse indicador, nós passamos sempre por ciclos, onde a gente tem uma expansão e depois uma escassez”, diz Carla sobre a produtividade em números.

Onde atuar para melhorar o desempenho através de implementação de projetos

Conforme comentado no início do artigo, existem sete áreas que podem ser uma chave de alavanca na produtividade dentro da empresa.

  • Regulação;
  • Contratação;
  • Projeto de engenharia;
  • Áreas de aquisições;
  • Área de execução do site;
  • Tecnologia;
  • Capacidade de construção.

Carla explica que duas dessas áreas foram escolhidas como ponto focal na Braskem, Projeto de engenharia e Execução do site porque são as que estão mais acessíveis e foram nesses setores em que a mudança fez a diferença.

A metodologia Advanced Work Packaging (AWP) foi uma utilizada pela Braskem, que consiste em alinhar as atividades de planejamento e execução em todo o ciclo do projeto com o objetivo de melhorar a produtividade.

Embora seja um conceito criado há 10 anos, ele não é tão comum nas empresas. “Conforme a gente presencia no dia a dia, as fases dos nossos projetos funcionam separadamente, tem fase da engenharia muito bem separada da fase de aquisições, que por sua vez está separada da fase de construção”, afirma.

A função do AWP é fazer com que essas fases se comuniquem, possibilitando uma integração de ideias e reduzindo repetição de processos. Um dos diferenciais desse conceito é trabalhar o fim antes do começo.

A construção determina como será realizada a implementação dos projetos, no estudo da Mackenzie diz que a construção é o “Google Maps” do planejamento. Então, independente se é para engenharia ou para compras, a construção já indica qual é o melhor caminho.

“No nosso caso, esse caminho foi determinado pela operação, como a gente precisa de muitas liberações operacionais, já que nosso processo é contínuo. Essa negociação partia da operação para ver quais áreas ela poderia disponibilizar para que nós pudéssemos trabalhar”, comenta Carla.

Alguns benefícios ao utilizar o AWP na implementação de projetos:

  • Aumento na disciplina de planejamento e acompanhamento do projeto;
  • Redução de prazo, maior previsibilidade e possibilidade de redução de custo;
  • Maior envolvimento dos stakeholders;
  • Utilização de modelagem 3D e de acompanhamento online do projeto.

Na Braskem foi utilizada a técnica brown paper em busca da melhoria contínua, com uma equipe multidisciplinar envolvendo operação, manutenção e construção.

O movimento de trabalhar envolvendo profissionais de várias áreas enriquece muito o projeto, a troca de informações durante a jornada agrega muito valor ao produto, consequentemente para a empresa. Além de trabalhar o senso de pertencimento, o engajamento e a cultura da organização.

“A gente ainda percebeu um aspecto emocional importante. Nas obras sempre tem aquelas frentes que se consideram mais importantes por estar trabalhando em sistemas que julgam mais importantes. Como a gente empacotou e dividiu em pacotes de duas semanas para cada frente, ninguém fica achando que está trabalhando numa frente mais importante que a outra”, finaliza Carla.

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