Evolução do supply chain: Conheça a transformação que está ocorrendo nas empresas

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Quer saber mais sobre a evolução do supply chain? Conheça a transformação que está ocorrendo nas empresas e as mudanças que marcarão permanentemente a gestão logística

A evolução do supply chain já era um fato conhecido e causador de mudanças aceleradas na gestão empresarial. Com a pandemia do COVID-19, fatores como o isolamento social e restrições à circulação de pessoas em locais públicos acentuaram as transformações.

Isso pode ser constatado, por exemplo, no crescimento do e-commerce. Dados do Movimento Compre & Confie indicam que o varejo digital cresceu 56,8% entre janeiro e agosto de 2020 em relação a 2019. O número de transações aumentou 65,7%, um salto de R$ 63,4 bilhões para R$ 105,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2020. As previsões para 2021 indicam crescimento ainda mais acentuado.

Mas o que é essa evolução do supply chain e quais são suas implicações na gestão empresarial como um todo?

A evolução do supply chain

Primeiramente, para entender a evolução do Supply Chain Management (SCM), é preciso retroceder um pouco na história.

A administração de materiais e sua distribuição física eram conceitos individuais até os anos 1970. Isso ocasionava problemas constantes de falta de comunicação, sobreposições e gaps, característicos de processos isolados. Com a crescente insatisfação dos clientes, o aumento da concorrência e dos custos, era preciso evoluir a gestão nesse quesito.

Os primeiros processos integrados surgiram nos anos 1980, assim como operadores logísticos terceirizados, responsáveis por armazenar e distribuir os produtos. Os programas de EDI (Eletronic Data Interchange) foram ganhando terreno, tratando os dados de forma unificada.

Esse processo foi se desdobrando e ganhando cada vez mais peso nos anos 1990. A tecnologia acompanhou a evolução, com o desenvolvimento de programas de EDI aprimorados e dispositivos complementares. Leitores de códigos de barra, dispositivos automáticos de armazenagem e suprimento just in time de armazéns se tornaram comuns.

Cada vez mais o supply chain adquiria importância estratégica, tornando-se ferramenta de ganho competitivo e fator de retenção e conquista de clientes. Além disso, com a gestão integrada de dados, os custos logísticos foram reduzidos, as falhas na distribuição diminuíram e o processo se tornou ágil.

A entrada do século XXI fortaleceu e popularizou os canais digitais e, por extensão, o peso do e-commerce como fenômeno mundial. As grandes cadeias de fornecedores globais se consolidaram, o que interligou diferentes indústrias em diferentes países.

Como resultado, hoje é comum adquirir componentes chineses, malaios ou taiwaneses, fazer a montagem do produto no Brasil e exportar para a África e América Latina. As empresas envolvidas compartilham dados e informações integradas, atuam de forma autônoma e mantêm a cadeia operante e abastecida.

Componentes essenciais do SCM

Quando se fala de evolução do supply chain o primeiro aspecto que vem à mente é o logístico, um elemento central. Porém, ele não é o único, tendo em vista que há uma integração entre várias atividades, setores e tarefas.

Portanto, deve-se entender o supply chain como um sistema multi task, capaz de agregar valor à operação em vários aspectos. Acima de tudo, é um sistema de inteligência estratégica, fundamental na compreensão e atendimento das expectativas dos clientes.

Nesse sentido e além da logística, o supply chain envolve um planejamento consistente da cadeia de suprimentos. Pode-se relacionar, por exemplo: produtos e componentes, fabricantes, transportadores, integradores, centros de distribuição, armazenagem e entrega final ao consumidor.

Além disso, é fundamental haver a gestão integrada dessas atividades, que só é possível com um sistema de dados compartilhado. Atualmente, os principais componentes do sistema de dados em questão, além do EDI, são:

  • ECR – Efficient Consumer Response;
  • DSD – Direct Store Delivery;
  • CRP – Continuous Replenishment Program;
  • ERS – Evaluated Receipt Settlement;
  • VMI – Vendor Management Inventory.

Igualmente, áreas fundamentais da empresa, como marketing, vendas, atendimento ao cliente, planejamento e TI, por exemplo, estão fortemente envolvidas.

Sendo assim, uma empresa que conte com um sistema alinhado à evolução do supply chain será capaz de:

  • Gerenciar sua cadeia de suprimentos, programando adequadamente cada etapa da rede logística. Ou seja, analisando necessidades de materiais, movimentações, compras, armazenamento, pessoas e processos;
  • Ter feedback em tempo real por meio do sistema de dados compartilhados, prevendo problemas, antecipando ações e mantendo grau elevado de serviços;
  • Inovar na satisfação de clientes, antevendo necessidades, atuando com inteligência de vendas e agregando valor de mercado à operação.

Como a pandemia acelerou a evolução do supply chain

O isolamento social e restrições à circulação de pessoas impostos pela pandemia do COVID-19 foram vistos como uma tragédia comercial.

De fato, muitas empresas não estavam preparadas para atuar via comércio eletrônico ou em home office. Milhares foram fechadas ou tiveram sua atuação interrompida, ou muito reduzida, ceifando centenas de milhares de empregos.

Apesar disso, janelas de oportunidades se abriram para a inovação e a criatividade, sendo o supply chain uma das áreas centrais e garantidoras da sobrevivência de muitos negócios.

Tendências antes já detectadas na logística, distribuição, entrega e automação se aceleraram fortemente, em um esforço de sobrevivência e adaptação. O incremento no uso de robôs virtuais, novos dispositivos de automação de armazenagem e ferramentas avançadas de entrega (como o uso de drones), são alguns exemplos.

Além disso, há um crescente emprego de inteligência artificial na criação de algoritmos para compreensão de comportamentos de consumo.

Especialistas apontam que muitas inovações ainda virão com a criação de infovias 5G, dispositivos remotos autônomos para operação de armazenagem e entrega, e muito mais. Profissionais qualificados farão toda a diferença. Em outras palavras, o céu é o limite no que tange ao horizonte de evolução do supply chain.

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