ESG e impacto social: como mitigar riscos para gerar lucro e valor para a companhia

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Ao identificar aspectos de ESG e impacto social e ambiental é possível desenvolver ações para reduzir riscos, gerar lucros e agregar valor à companhia

Depender da natureza é uma realidade inevitável para as empresas, não importa o segmento. Embora o tipo, a quantidade e o uso feito dos recursos naturais possam variar nas diferentes cadeias produtivas, ESG e impacto social e ambiental têm estado no foco das preocupações de consumidores, investidores e stakeholders.

Em outras palavras, espera-se que as empresas se responsabilizem por gerenciar seus impactos ambientais e sociais no ciclo produtivo. Entretanto, apenas reportar a emissão de poluentes, por exemplo, já não é mais suficiente diante das exigências impostas.

A pesquisa EY Future Consumer Index 2021, realizada em todo Brasil em março deste ano, dá a dimensão dessa complexidade. De acordo com 61% dos consumidores, os valores praticados pelas empresas das quais pretendem comprar passaram a ser mais observados. Já 75% se sentem inclinados a comprar de empresas que garantem um impacto positivo na sociedade com suas atividades.

Ou seja, na era ESG a sobrevivência dos negócios não resistirá à sustentabilidade de fachada (greenwash). São as ações práticas e seus desdobramentos, devidamente medidos e reportados, que irão gerar valor a longo prazo para a companhia e seus stakeholders.

ESG e impacto social: integração à estratégia do negócio

Como identificar os impactos ambientais e desenvolver ações para reduzi-los gerando lucros e agregando valor à companhia?

O caminho está em incorporar as premissas ambientais, sociais e de governança do ESG à estratégia e resultados do negócio. Ou seja, atrelar a longo prazo as práticas de ESG e impacto social e ambiental aos objetivos, propósitos e valores. Só assim é possível gerar benefícios tanto para a sociedade quanto para a própria empresa.

Desse modo, as premissas ESG deixam de ser iniciativas isoladas para embasar as práticas corporativas. Um produto ou serviço sustentável passa a ser aquele em que a atuação da empresa pode ser rastreada ao longo da cadeia de valor. Isso abrange o uso de recursos naturais durante a produção, mão-de-obra empregada por terceiros, decisões de investimentos da organização, etc.

O modelo de negócio evolui de um sistema puramente capitalista para um mais consciente. O foco das empresas se expande para além do lucro, priorizando o consumidor e sua experiência com a marca como um todo.

Em suma, o produto/serviço final deve carregar consigo os valores corporativos e o modo como são expressos nas práticas cotidianas. O alinhamento entre os valores corporativos e os dos consumidores gera retorno financeiro. Portanto, é plenamente possível priorizar aspectos de ESG e impacto social e ambiental e ultrapassar a esfera filantrópica.

Veremos com mais frequência empresas menores fazendo frente a gigantes tradicionais devido à sua preocupação com questões ambientais, sociais e éticas. Um exemplo disso é a NextEra Energy, maior produtora de energia limpa global, que em dezembro de 2020 superou a petrolífera ExxonMobil em valor de mercado.

 

Identificando impactos ambientais

Antes de tudo, é necessário que a empresa faça o levantamento da materialidade ESG. Ou seja, dos critérios que deverão ser selecionados em função de riscos, oportunidades e particularidades do setor de atuação.

No contexto ESG, a materialidade pode se referir tanto a questões financeiras quanto às expectativas dos stakeholders.

A materialidade financeira é centrada no impacto que as mudanças climáticas e o meio ambiente como um todo podem ter sobre a empresa. Isso inclui os riscos físicos e os de transição do negócio para um modelo mais sustentável. Assim, é possível calibrar os retornos financeiros esperados em função desses riscos.

Já o conceito de materialidade dos stakeholders enfatiza o impacto que a empresa tem no meio ambiente e na sociedade em geral.

Embora nem todas as métricas se encaixem perfeitamente em uma definição ou em outra, a materialidade financeira é mais facilmente entendida pela forma como as empresas avaliam os riscos climáticos e tomam medidas para mitigá-los.

A materialidade dos stakeholders está mais relacionada à externalidade das atividades, incluindo emissões de carbono, outros poluentes e produção de resíduos.

Oportunidades como a transição para energias renováveis, por exemplo, podem afetar tanto a materialidade financeira quanto a dos stakeholders.

A construção da materialidade ESG deve ser integrada, conectando stakeholders, clientes, fornecedores e outros públicos-chave. O processo também envolve benchmarkings, análises externas e mapeamentos internos.

Mensurando ESG e impacto social e ambiental

Conforme o Measuring Stakeholder Capitalism, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, os seguintes temas de ESG e impacto social e ambiental devem constar dos relatórios das empresas:

  • Alterações climáticas
  • Perda de biodiversidade
  • Disponibilidade de água doce
  • Poluição do ar
  • Poluição da água
  • Resíduos sólidos
  • Disponibilidade de recursos

A esses tópicos podemos adicionar categorias que utilizam informações qualitativas ou quantitativas para formar o score do pilar ambiental:

  • Escândalos ambientais
  • Processos ambientais
  • Disputas legais ou multas relacionadas a infrações ambientais
  • Gestão de risco sistêmico
  • Vulnerabilidades e oportunidades ambientais
  • Mitigação do impacto ambiental
  • Poluição e vazamentos
  • Energias renováveis e inovação verde

Embora as métricas ambientais de ESG variem, elas podem ser agrupadas sob a estrutura entrada-saída-resultado-processo (input-output-outcome-process).

Assim, métricas relacionadas ao consumo de energia ou de água tendem a ser classificadas como entradas (inputs). Métricas de emissões de CO2 ou gases de efeito estufa representam saídas (ouputs).

Já as focadas em resultados, como impactos ecológicos e à biodiversidade, se encaixam em resultados (outcomes). Por fim, as métricas relativas ao processo (process) podem englobar práticas de gerenciamento de risco, transição para energias renováveis, etc.

De maneira geral, a jornada de mensuração de ESG e impacto social e ambiental se resume aos seguintes passos:

  • Compreender a materialidade das questões ESG para a organização, setor e stakeholders;
  • Alinhar as atividades corporativas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e avaliar contribuições para alcançar metas;
  • Desenvolver a estratégia de sustentabilidade para impulsionar a criação de valor a longo prazo;
  • Escolher as abordagens e estruturas de relatórios certas para o negócio;
  • Integrar informações financeiras e não financeiras nos relatórios;
  • Relatar informações para fins específicos, como índices de sustentabilidade;
  • Comparar a qualidade dos relatórios com pares do setor;
  • Garantir independência dos sistemas de relatórios internos, externos e de sustentabilidade;
  • Verificar o desempenho de sustentabilidade dos fornecedores.

Transição para um modelo econômico mais sustentável

Em entrevista à revista Veja, o diretor de sustentabilidade da EY Brasil, Leonardo Dutra, elencou quatro vetores de transformação corporativa:

  1. Características do mercado. Conhecer quem são e como se comportam os investidores, consumidores e demais stakeholders da empresa.
  2. Inovação. Acompanhar as inovações tecnológicas em desenvolvimento e ter flexibilidade para mudar a cultura corporativa e abrir espaço para novos meios de operar.
  3. Regulação. Estar atento às normas do setor para preservar a viabilidade financeira do negócio/setor a longo prazo.
  4. Investir em tecnologias, processos e em um novo mindset.

Sabemos que para empresas de determinados segmentos reduzir a emissão de poluentes, resíduos ou o consumo de recursos naturais sem afetar negativamente a produtividade parece um grande desafio. Por isso, a geração de valor por meio de uma estratégia ecoeficiente é um dos temas abordados em nosso Programa Executivo de Imersão em ESG.

A partir do case da Cielo, apresentado por Daniel Poli, head de Sustentabilidade, Diversidade e Responsabilidade Social, falaremos sobre como as empresas devem traçar metas e quais ações podem realizar para alcançá-las envolvendo ESG e impacto social e ambiental.

Conheça como a Cielo e outras empresas estão adaptando seus negócios à era ESG e inscreva-se já!

 

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