ESG e governança: como se adaptar aos novos tempos

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Como adaptar a governança aos novos tempos? Saiba por que ESG e governança são indissociáveis para a criação de valor a longo prazo

A enraizada concepção de que o único objetivo de uma empresa é gerar lucro para seus acionistas vem mudando. Com a disseminação das práticas ESG, estamos presenciando a transição de um modelo capitalista “selvagem” para um capitalismo de stakeholders. Ou seja, além de impulsionar seu desempenho financeiro, as empresas vêm se preocupando em criar legitimidade junto aos stakeholders, incorporando-os aos seus propósitos. É aí que ESG e governança se encontram.

Afinal, como declara a British Academy em seu relatório Principles for Purposeful Business, “O objetivo dos negócios é resolver os problemas das pessoas e do planeta de forma lucrativa, e não lucrar em causar problemas”.

O enfoque na criação de valor a longo prazo e sua interdependência com os impactos econômicos, ambientais e sociais produzem alterações importantes no papel e significado da governança. Nesse contexto, mais do que integrar o ESG à estratégia, a governança catalisa transformações na cultura corporativa.

É a governança que assenta as bases para a adoção da agenda ESG por toda a empresa, desde o board até à operação. Segundo o IBCG, “(…) a ordem das letras deveria ser diferente: é o ‘G’ que garante o tecido que incorpora os outros dois pilares. Sem uma boa governança não é possível estruturar um modelo verdadeiramente sustentável.”.

Assim, ESG e governança caminham lado a lado no monitoramento de riscos e aproveitamento de oportunidades relativas às dimensões socioambientais. Sem perder de vista, claro, os interesses de stakeholders e acionistas.

ESG e governança: a importância do ‘G’

De modo geral, a governança abrange diversos aspectos sob os quais uma empresa é conduzida. Tais como processo de tomada de decisões, constituição, funcionamento e remuneração do conselho de administração e direitos dos acionistas.

Ou seja, a governança é composta por itens estruturantes que definem o padrão de gestão corporativa. Uma empresa com boa governança preza pela transparência, equidade, responsabilidade corporativa e prestação de contas. Outros pontos importantes são a remuneração dos executivos e medidas contra suborno e corrupção, evitando quaisquer conflitos de interesse internos.

Como resultado, a governança mitiga e minimiza os riscos de má gestão, potenciais escândalos e sanções regulatórias. É sobre esse framework que serão trabalhados os fatores sociais e ambientais de ESG.

Os aspectos sociais se interligam aos ambientais e de governança quando as empresas buscam cumprir as leis ambientais e demonstram preocupações mais amplas com a sustentabilidade. A governança, aliás, não tem como ser apartada das ações da empresa. Ela é fundamental para se antecipar a possíveis violações e garantir a transparência e o diálogo com os órgãos reguladores.

Entretanto, embora os três pilares estejam ligados entre si, os fatores de ESG e governança podem variar entre as empresas. Especialmente conforme a matriz de materialidade, o país e os regulamentos do setor em que atuam. Isso determina a dimensão do enfoque dado aos fatores ambientais e sociais. Uma indústria química tende a dar mais ênfase às questões ambientais, por exemplo. Por outro lado, em uma empresa do ramo alimentício, o pilar social costuma ter uma relevância maior.

Independentemente do peso atribuído aos pilares ‘E’ e ‘S’, a governança é imprescindível para definir o modo como eles serão inseridos à estratégia da empresa e convertidos em prática. Em outras palavras, sem o ‘G’ a implementação de políticas sociais e ambientais sólidas torna-se inviável.

ESG e governança: mensurando e reportando

Segundo o Fórum Econômico Mundial, existem cinco temas que dão orientações relevantes para uma boa governança. Eles permitem que as empresas adotem uma abordagem holística e personalizada e auxiliam na mensuração de ESG e governança.

  1. Propósito governante. Até que ponto a governança leva as empresas a estabelecer e buscar um propósito positivo e claro? Até que ponto o propósito corporativo orienta a estratégia? O Fórum Econômico Mundial enfatiza que o propósito corporativo e a criação de valor a longo prazo para todos stakeholders, incluindo os acionistas, vêm sendo cada vez mais exigidos.
  2. Qualidade do corpo diretivo. Até que ponto o formato e a função do corpo diretivo estão alinhados à criação de valor a longo prazo? A maioria dos relatórios e diversos órgãos reguladores exigem a divulgação da composição do conselho, suas qualificações, estrutura, políticas e processos.
  3. Engajamento dos stakeholders. Envolvimento com os stakeholders, incluindo os processos para entender suas principais preocupações e o impacto da empresa sobre eles. Isso é vital para estruturar uma estratégia eficaz e orientada por um propósito, fortalecendo a responsabilidade pela criação de valor sustentável.
  4. Comportamento ético. Avalia se uma empresa está agindo de forma ética, em linha com as leis e as normas de comportamento corporativo. O crescente interesse dos stakeholders pelo impacto social está encorajando empresas a ir além de simplesmente “obedecer às regras”. Cada vez mais, é necessário demonstrar consistência entre o comportamento e o propósito.
  5. Supervisão de riscos e oportunidades. A gestão de riscos é um aspecto crítico da boa governança. A incorporação dos riscos e oportunidades associados aos tópicos econômicos, ambientais e sociais na governança da empresa é essencial para a criação de valor a longo prazo.

Como a governança das empresas está se adaptando aos novos tempos

“Assim como vimos uma evolução nas questões sociais, com mais destaque nos últimos anos para aspectos relacionados à diversidade e equidade de gênero, a governança continua a evoluir. A discussão sobre a presença feminina em Conselhos de Administração, por exemplo, é bastante recente no Brasil, e leva a um entendimento crescente de um princípio fundamental: a governança deve ser a macroestrutura capaz de alavancar o crescimento da organização. Isso se dá respeitando e, principalmente, antecipando as demandas dos stakeholders”.

A afirmação é de Carolina Queiroz, sócia de Consultoria da EY Brasil, e de Cyntia Watanabe, gerente sênior de Sustentabilidade e Governança Corporativa da EY Brasil, em artigo para a revista Veja.

De acordo com vários especialistas, ESG e governança não podem ser tratados de forma fragmentada. Ou seja, não basta ter profissionais ou um departamento dedicados a ESG. A mentalidade sustentável deve permear a visão de todos os executivos, líderes e conselheiros. Assim, a agenda ESG pode ser desdobrada para toda a empresa, mudando a cultura e o modo de fazer negócio.

Em nosso Programa Executivo de Imersão em ESG você vai descobrir como a cultura milenar de uma multinacional japonesa reforça os princípios de ESG e governança em suas filiais.

A Sumitomo Chemical, empresa sediada no Japão, tem os conceitos de sustentabilidade sedimentados em seu DNA. Assim, suas práticas e forma de governança inspiram e estimulam a atuação de suas 170 subsidiárias ao redor do mundo.

Andrea Oliveira, Head de RH e General Affairs, que também lidera a frente de Sustentabilidade na América Latina, falará sobre como a empresa vem trabalhando os conceitos de ESG e governança ao longo dos anos.

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