Cultura de Produtos: estimule a colaboração e alcance resultados

Cultura de produtos
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O maior produto que a empresa oferece é ela mesma, logo, a força de uma organização está em solidificar a marca para o mercado de atuação, trabalhar as equipes para ter um senso de pertencimento com o aval do C-level.

A cultura nesse pensamento é que quanto melhor eu entregar o produto final para quem o meu serviço foi contratado, melhor eu vou me sentir. O sucesso do cliente, sempre será o sucesso da empresa.

Essa linha de raciocínio é uma das possibilidades para que a sua empresa consiga inserir uma cultura ágil e colaborativa em produtos. Se bem estruturada e planejada, esse modelo de cultura pode se espalhar por toda a empresa.

Comunicação focada na cultura de produto

Um dos principais desafios da gestão de produtos e implementação de cultura é o ambiente tóxico da organização, que só muda quando as pessoas percebem que elas são o produto, os colaboradores são a imagem da empresa.

Se o cliente final é o dono do produto, é importante ouvir o que eles têm a dizer. É o ponto de partida, todos os insights são bem-vindos a fim de aplicar internamente e alterar o produto.

É desejável que a interação aconteça semanalmente, as equipes ficam alocadas no cliente com o objetivo de criarem novas oportunidades que se transformarão em produtos. Dentro das soluções que uma empresa pode oferecer para outra, é alocar um time para trabalhar novas oportunidades.

Cultura de célula ágil para produto

Ao dividir a equipe por células com foco em produtos específicos, se torna menos complexa a produção do protótipo. É uma forma dinâmica e colaborativa de trabalhar a gestão de produto.

Como funciona? Ao receber a solicitação do cliente, entenda quais skills são fundamentais para compreender a necessidade e agir de forma mais assertiva com o cliente. Dessa forma, um profissional que, por ventura, não seja requisitado, pode dar sequência em outra célula. É dever do Product Manager escolher quem são os profissionais habilitados para aquela demanda específica. Não só em questão de habilidade, mas em quantidade.

Com isso, cada time fica com foco direcionado em um único produto e, por consequência, em um único cliente. Com essa divisão é possível rodar mais produtos ao mesmo tempo.

Trabalhar com produto está ligado a criatividade, um dos grandes desafios que as empresas encontram é fazer do ambiente de trabalho inspirador e criativo. Uma possibilidade de deixar de lado o “jeito quadrado de ser” que o mundo empresarial sempre impôs é rever a relação da vestimenta.

Para você ser criativo é preciso estar à vontade, com o ambiente, com as pessoas e, principalmente, com o trabalho a ser realizado. Uma mudança tão pequena e simples como liberar o uso de bermuda pode gerar um grande impacto positivo para o resultado da empresa.

E pensando na cultura de produtos, o objetivo final pode ser o mesmo das demais áreas, mas a atividade de cada uma é diferente. Por isso a importância de entender o dia a dia de cada setor e as suas necessidades para oferecer o melhor ambiente possível, sempre com foco na qualidade de vida do colaborador e no resultado.

Márcio Moraes, ex Product Manager da Claro, Renam Timbó, Senior Product Manager da Weber Quartzolit e Gustavo Riedel, Diretor Geral Latam do Grupo Dasa, participaram de um painel no evento Product Management Conference, sobre como estruturar a cultura de produto dentro da organização para impulsionar a colaboração e alcançar mais resultados.

Ao ser perguntado sobre como lidar quando um Product Manager deseja mudar um produto se não tem capex (capital expenditure, ou em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital) suficiente, o diretor da Dasa disse:

“A gente coloca em capex exatamente isso dentro de uma auditoria que a controladoria faz, mas é totalmente apartado e não impacta o resultado financeiro da Dasa como um todo. Cada célula ágil tem entre 1,5 milhão e 2 milhões por ano, separado em pessoas, em investimento adicional, onde tudo é controlado, mas não impacta o DRE e o P&L da empresa”

A cultura da empresa é muito importante para fazer esse tipo de iniciativa.

Márcio Moraes comenta sobre o desafio de trabalhar a comunicação quando uma empresa adquire outra.

“Eu propus um plano de ação (para a diretoria) em que os objetivos e métricas a serem cumpridas e principalmente trabalhando a comunicação das pessoas. A gente criou um programa de passaporte reconhecimento, e começou a surgir um efeito muito interessante, as pessoas começaram a conversar mais entre si, começaram a ver seu papel dentro do produto e dentro da empresa. E isso fez com que no final de um ano aproximadamente, a gente tivesse uma equipe completamente engajada e quem não se adaptou saiu”.

Com isso fica mais fácil de entender o propósito como área de soluções digitais. E a partir disso, o próximo passo é compartilhar com as demais áreas que não estão colaborando com o plano de ação de uma cultura ágil.

É um processo difícil, pois conforme comentamos no início do artigo, cada área tem sua visão de acordo com a sua atividade. Mas a insistência vale a pena, pois a comunicação é uma ferramenta poderosa não só para a cultura de produto, mas para a cultura da empresa de forma geral.

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