Como o cenário político e econômico afetará o mercado em 2022?

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Economia em baixa, real desvalorizado, aumento na taxa de desemprego, da pobreza e mais de 500 mil mortos durante a pandemia da Covid-19. Esse é o cenário em que o Brasil se encontra atualmente.

Se antes da pandemia a economia já vinha em decadência, o quadro hoje é bem pior. Como isso impacta o cenário político e econômico do ano que vem? É muito difícil não fazer uma análise sem considerar a pandemia, pois ela é o principal motivo da crise atual.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), para 71% dos brasileiros, somente em 2022 a economia irá se recuperar da crise causada na gestão da pandemia.

Essa foi a terceira edição do levantamento “Os brasileiros, a pandemia e o consumo” realizado pela CNI. Ao total foram entrevistadas 2.010 pessoas de todos os lugares do Brasil por telefone entre os dias 16 e 20 de abril de 2020.

“Mais importante, a rápida execução do Plano Nacional de Imunização – respeitando a ordem dos grupos prioritários- permitirá que a população brasileira possa, enfim, contar com a proteção contra essa doença que tem trazido enorme custo humano para o país e o mundo”, declara Robson Braga de Andrade, Presidente da CNI.

Analistas do mercado preveem um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) para 2022. De acordo com relatório “Focus” divulgado pelo Banco Central, em que 100 instituições financeiras participaram da pesquisa.

Em 2021, os economistas do mercado financeiro reduziram o PIB de 3,18% para 3,17%. É a quinta queda de acordo com o indicador. Já em 2022, o mercado diminuiu a previsão de 2,34% para 2,33%.

De fato houve um crescimento da economia em 1,2% no primeiro trimestre de 2021, mas esse aumento é direcionado ao setor agropecuário, que não passou por grandes recessões nem pelo desemprego em massa.

Mas julgar esse número de forma isolada de forma positiva é um equívoco, pelo menos enquanto os setores da indústria e de serviço não tiveram crescimento. Devemos considerar que essa evolução era natural, pois o Brasil vem de um piso muito baixo.

Diante de tudo isso, como as empresas, a área de finanças e os profissionais de FP&A devem se preparar para esse impacto?

Empresas encaram desafio do cenário político e econômico instável

Conforme comentado, os setores da indústria e de serviço não passam pela mesma realidade do agronegócio. Diante de todas as movimentações do mercado, a tendência é a redução de gastos, controle de recursos e investimentos mais assertivos.

Caso a sua empresa não esteja dentro do setor valorizado pela economia, se atente a alguns fatores que, infelizmente, são comuns quando a crise bate:

  • Falta de planejamento financeiro;
  • Contratação de dívidas sem previsão de receitas;
  • Administração de recursos.

A contratação de um profissional de FP&A nesse cenário faz sentido para ajudar na análise de mercado, no planejamento financeiro e na tomada de decisão. Tanto para questões internas quanto externas. Contar com um colaborador que faça uma pesquisa sobre a inflação, câmbio e a taxa de juros é um diferencial competitivo no mercado.

Uma vez que 2022 é um ano eleitoral, estar atento às ações dos candidatos é importante, pois elas podem impactar diretamente a economia. O Presidente da República prevê um aumento no teto de gasto como saída eleitoral na busca de uma possível reeleição.

O teto de gasto é a regra que limita o avanço da inflação, se isso for quebrado como estratégia política, o risco da inflação aumentar mais é enorme. De início, com o avanço da vacinação e com o “real mais valorizado” pode parecer uma boa, contudo, a médio e longo prazo pode ser um desastre.

A preparação do mercado para essas modificações devem ser de muita cautela. A metodologia ágil ainda é uma saída interessante, mas é fundamental estar atento com os futuros planejamentos.

“Esse conjunto desfavorável no curto prazo continuará tendo repercussões na economia. O choque de inflação que se percebe com a desestruturação das cadeias industriais mundiais, o aumento dos preços das commodities e a depreciação cambial torna o trabalho de recuperação mais difícil. Para conter uma inflação que chegará a 7,5% no acumulado em 12 meses em maio, o Banco Central teve que subir os juros mais do que se esperava, o que, na verdade, foi positivo”, comenta Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Já para Daniel Soares, Economista e Jornalista “A forma de tranquilizar os trabalhadores melhor remunerados sem quebrar as empresas (sobretudo médias e pequenas) seria, como boa parte do mundo está fazendo, o governo assumir a parcela dos salários que os empregadores não puderem sustentar”, diz.

O Economista completa dizendo que a renda do governo para o povo ajuda na movimentação da economia local, tanto para o bem-estar quanto na manutenção da renda de quem depende do gasto desses consumidores.

A reflexão que fica com relação ao cenário político e econômico é: haverá um boom no novo ciclo de commodities com potencial de crescimento econômico a fim de reduzir a taxa de câmbio. Crescimento econômico gera mais receita para o governo que, em tese, pode investir em programas sociais e em infraestrutura. O real valorizado significa também queda nos insumos para produção de alimentos, combustível, além de estimular a compra de equipamentos.

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