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Qual a diferença entre homens e mulheres no mundo corporativo?
Muitas pessoas sentem que não podem ser quem são para evitar discriminação e perda de oportunidades de crescimento. Saiba como evitar a desigualdade de gênero nas empresas.

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Há realmente desigualdade de gênero nas empresas?

Já dizia o mestre Luiz Gonzaga que entre homem e mulher tem pouquinha diferença. E o grande mestre apontava apenas para questões físicas…

Infelizmente, parece que muitos ainda não entenderam isso.

Algumas pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostram percentualmente o quanto as pessoas se encobrem no trabalho, ou seja, o quanto elas sentem que não podem ser quem são para evitar discriminação e perda de oportunidades de crescimento.

Os números são: 50% da população de homens brancos heterossexuais, 75% de pessoas negras, 95 % da população LGBT e, pasmem, 80% de mulheres.

Portanto, há muito a evoluir nos processos de inclusão para diversos grupos, mesmo para aqueles que, historicamente, são percebidos como os naturalmente incluídos, como os homens brancos.

Poderíamos agora tratar de todos estes dados um a um, mas meu objetivo hoje é falar das mulheres.

 

Presença feminina nas empresas

Vários estigmas ainda definem a vida da mulher no mundo corporativo, como, por exemplo:

  • Elas são mais sensíveis,
  • Elas têm que dirigir sua energia para a vida familiar
  • Elas têm um sexto sentido amplo,
  • Elas não são agressivas o suficiente para suportar o cotidiano de uma empresa, entre outros.

Vamos ver o quanto estas afirmações têm sido frequentemente postas à prova…

Cada vez mais mulheres “sensíveis” têm dirigido empresas com garra e determinação, tornando-se exemplos de liderança corporativa. É o caso da Mary Barra, presidente mundial da General Motors.

Elas têm também presidido países que são exemplo de recuperação econômica e de acolhimento aos refugiados, tendo uma liderança mundial inquestionável. Falamos aqui de Angela Merkel da Alemanha e Michelle Bachelet do Chile.

Seria absurdo pensar, décadas atrás, que algumas mulheres não querem ser mães, donas de casa, para sempre cozinheiras e faxineiras da família. Qual outro prazer poderia alimentar suas mentes que não a possibilidade de servir ao marido e filhos?

Loucos tempos esses atuais em que muitas mulheres optam por ter uma vida focada em suas próprias necessidades e realização profissional e não mais apresentam este desejo de gastar ou desgastar sua vida dentro de casa.

E o tal sexto sentido, aquela capacidade “só” das mulheres de perceber coisas que os homens não conseguem?

Pois bem, diversos estudos e livros sobre o assunto nos últimos anos vêm sendo conduzidos e escritos por homens.

Homens que se mostraram capazes de perceber dimensões diferentes do ambiente, de perceber e difundir o conceito de inteligência emocional (Daniel Goleman), de entender as diversas capacidades extra-sensoriais do ser humano, que trabalham para explicar e disseminar os conceitos da Psicologia Positiva (Steven Pinker).

Alguns físicos da Universidade de São Paulo (USP) têm feito experimentos para provar a existência da força da mente como auxiliar nos tratamentos de doentes terminais.

 

 

Homens X Mulheres

Espero que até aqui você já tenha percebido aonde pretendo chegar.

Que diferença da mulher o homem tem?

A mesma diferença entre um homem e outro homem, entre uma mulher e outra mulher, entre um negro e um branco, entre um oriental e um ocidental, entre um católico e um ateu, entre um político e um cidadão. Pessoas são diferentes e é só isso!

O mundo só irá evoluir efetivamente quando as pessoas, todas elas, forem respeitadas por serem quem são, ou seja, diferentes umas das outras. Apenas através da troca de ideias saudáveis é que novas soluções são propostas e implementadas.

Só nos sentimos confortáveis e direcionamos nossa energia produtivamente quando não nos encobrimos, quando somos quem somos em todos os momentos de nossas vidas. Pouco importa quem você é, homem ou mulher.

Precisamos, cada vez mais, de líderes capazes de criar um ambiente saudável, seguro, respeitoso e digno para todos e todas.

Estamos sentindo, ultimamente, uma revolta dos homens que sentem que estão sendo desafiados em seu poder.

Mais e mais casos de agressão a mulheres têm ocupado a imprensa e até o termo feminicídio foi criado para caracterizar este tipo de violência. E nós, só podemos esperar que isso passe? Será que nada podemos fazer?

Infelizmente, ninguém tem a capacidade de perceber que seu vizinho do lado está prestes a cometer um ato agressivo contra qualquer pessoa.

Assim, acabamos nos sentindo incapazes. No entanto, a médio e longo prazos podemos e devemos atuar para que isto acabe. Passe a ser uma pessoa inclusiva com tudo e com todos.

Não permita que o bullying persista em qualquer ambiente, repudie comportamentos preconceituosos com qualquer um, denuncie discriminações em todos os ambientes por onde passar.

Assim estará fazendo a sua parte para a criação de um mundo mais saudável psicologicamente e evolutivo em vários sentidos.

 

Você concorda comigo?

Já sofreu ou viu discriminação de gênero no mundo corporativo? Compartilhe conosco seu comentário.

Aliás, em outro artigo escrevo sobre qual característica não pode faltar em um bom líder, independentemente de ser homem ou mulher.

O tempo de liderança não necessariamente credencia alguém como um melhor ou pior gestor.  Veja as minhas dicas.

Autor

Flávio Ponzio

Flávio Ponzio é psicólogo pela FMU, pós-graduado em Administração de Empresas pela FAAP com especialização em Marketing pela Business School São Paulo. Em RH há 31 anos, foi gerente na Kraft, Merck, BRFoods e Pfizer. Foi consultor em diversas áreas de RH para empresas como Itaú, Motorola, Votorantim, Bombril, Faber-Castell, Mondeléz, Vivo e outras. Desde 2013 está na Caterpillar como gerente de desenvolvimento organizacional para o site de Piracicaba.