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Insights de gestão para você antecipar, assimilar e solucionar os seus desafios de negócio

O fator “humano” no desenvolvimento de pessoas no ambiente corporativo
Entenda a importância de considerar o que as pessoas pensam e precisam na hora de criar ou reestruturar sua universidade corporativa.

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Para dar inicio a reflexão sobre os desafios que envolvem o desenvolvimento de pessoas dentro das organizações, é importante começar a partir de um novo mindset relacionado ao modelo de aprendizado e a tão citada “era digital”.

No dia a dia dentro da organização, costumo dizer que não estamos caminhando para esse novo modelo de pensamento sistêmico e focado em um mundo volátil e digital.

Nós já estamos dentro dele dos pés até a cabeça e é um processo que não se volta atrás, o caminho é todo direcionado para frente e com um novo formato de pensamento, um novo olhar.

A questão é: o quanto estamos prontos para de fato atuar nesse novo modelo mental?

O quanto as empresas estão prontas para assumirem uma postura moderna e diversificada no que diz respeito a modelos educacionais corporativos?

Esse é o ponto que vou discutir hoje no artigo. Confira até o final.

Essência humana

Sairá na frente, em todos os sentidos, os profissionais que assumirem de forma efetiva a responsabilidade pela sua carreira e pela busca de conhecimento, modelados não apenas em um conceito centralizado de especialização em sua área de atuação.

Sairá na frente o profissional que se predispor a entender de outras áreas e ampliar o seu foco de atuação para áreas além de territórios conhecidos.

Já pensou em um psicólogo cuja competência central é a essência humana entendendo de programação de sistemas?

Pode imaginar o que esse tipo de profissional poderá agregar para os negócios dentro desse novo contexto mundial?

Agora imagine uma universidade corporativa com um modelo de ensino onde o profissional constrói a sua trilha de aprendizado e pode gerir a sua própria forma de desenvolvimento em um modelo construtivista e de autorresponsabilização?

Esse é o cenário do futuro, e não estamos falando de um futuro de anos, estamos falando que o futuro é agora, e que o que foi funcional e gerou resultados positivos até ontem, não é mais suficiente para a complexidade dos problemas existentes nos negócios e no cenário mundial.

Todo esse movimento vai requerer profissionais com habilidades e competências multifacetadas e que talvez um formato padrão ou até mesmo uma trilha de aprendizado “estanque” não seja a solução para a educação corporativa.

De olho nas pessoas

Para se criar novos cenários de aprendizados dentro das organizações é importante partir da necessidade humana existente dentro de cada empresa.

Considerar o desenvolvimento de pessoas apenas sob a perspectiva do negócio não será suficiente para se obter o resultado de forma efetiva.

É importante que as áreas de desenvolvimento entendam com mais profundidade a necessidade do “humano” que está na organização.

Quais são as dores de cada pessoa? O que falta para que ela de fato se engaje para entrega de melhores resultados? Alias, o que de fato engaja as pessoas?

Muitas vezes parece que já sabemos algumas dessas respostas, mas esse é justamente o primeiro grande equívoco que qualquer empresa ou profissional de desenvolvimento pode assumir, ao partir do princípio que possuem algumas respostas.

Nós somos complexos por natureza e, como seres complexos, esse é exatamente o maior de todos os desafios.

Afinal tudo que nós seres humanos complexos fazemos ou desenvolvemos são para outros seres humanos com o mesmo grau de complexidade! Tudo que é criado são pelas pessoas e para as pessoas, exatamente tudo toca as pessoas.

Para fechar, deixo aqui para cada profissional de desenvolvimento uma profunda reflexão:

Você e/ou sua empresa estão, de fato, criando alternativas de desenvolvimento pensando no humano que irá operar o negócio?

Você e/ou sua empresa estão, de fato, colocando o humano na frente de suas decisões sobre desenvolvimento?

E qual será o futuro das universidades corporativas?

Para mim, a resposta é muito simples: o olhar sensível e profundo no humano!

 

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Autor

Brenda Donato

Brenda é Psicóloga Organizacional e Clínica e Executiva de Recursos Humanos há 15 anos. Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela Universidade Mackenzie, Psicodramatista pela Sociedade Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Parthioner em PNL pela Sociedade Brasileira de PNL, MBE em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas e especializada em Design Thinking pela Echos - Escola de Design e Inovação.