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Como promover a cultura de desenvolvimento da alta gestão
A educação como transformadora do cenário corporativo e os desafios de manter os executivos conectados, vencendo a pré-disposição e a falta de tempo

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A busca “contínua, voluntária e automotivada” pela atualização do conhecimento que o conceito lifelong learning se refere percorre por toda a trajetória do indivíduo, nos campos pessoal e profissional, despertando o interesse por novos aprendizados e experiências. Como benefício, o profissional se manterá atualizado e qualificado durante sua carreira e se adaptará facilmente para desempenhar novas funções e assumir, por exemplo, uma cadeira de liderança. 

Com o papel fundamental de desenvolver, engajar suas equipes e gerar resultados, o líder precisará reconhecer falhas e entender os pontos principais para autodesenvolvimento, frente às rotinas e dificuldades na sua gestão. 

Com o foco em gestão de pessoas e menos destaque apenas no cumprimento de processos, o líder terá a oportunidade de transformar e contribuir com as demandas de desenvolvimento pessoal e de suas equipes, solucionando, assim, problemas como a falta de motivação e baixo índice de trabalho por competência. 

Tivemos a oportunidade de nos aprofundar sobre o desafio do desenvolvimento da alta liderança, na última edição do Congresso EduCorp em 2019, durante um painel conduzido pelas especialistas Ayumi Larissa Haguihara, Coordenadora de Desenvolvimento Organizacional na Intercement; Renata Tavares, na ocasião, Employee Experience Manager da EDP Brasil; e pela Silvia Bernardi Benini, Ex-Gerente de Educação Corporativa e agora Gerente de RH do Bradesco. 

Saiba mais sobre a temática e continue a leitura para ter acesso a um conteúdo rico compartilhado por elas! 

 

Reflexões sobre cultura de aprendizagem e seus obstáculos  

A dor de boa parte das organizações é entender como a cultura de aprendizado precisa fazer parte da organização a ponto de ecoar ao nível executivo, já que a educação é transformadora de um cenário e faz parte do dia a dia dele. Silvia Benini, do Bradesco, reforça o fato de que não adianta falar de educação executiva se não tiver exemplos e patrocínio do mesmo nível hierárquico. 

Em complemento, a ex-executiva da EDP, Renata Tavares, acredita que é necessário ter práticas condizentes com o propósito organizacional e trazer uma agenda dinâmica. “De que maneira os sensibilizo e mostro que temos questões que, em médio prazo, impactará nas decisões? Se a empresa não tiver um corpo executivo habituado e conectado com esses processos, não estará preparado para esse novo mundo”, avalia.  

Atualmente, se fala muito em gestão humanizada, mas a incessante busca por resultados acaba minimizando sua importância e impacta diretamente no clima organizacional. Segundo a Ayumi Haguihara, da Intercement, a humanização embasa o que o mercado fala sobre gestão de pessoas, que é colocar o ser humano no centro das nossas ações e o que estamos passando como sociedade, a cultura precisar ser coerente com as ações.

 

Construção coletiva: a quem atribuir a responsabilidade do treinamento?

Ter uma cultura de treinamento consolidada, não é uma tarefa fácil, principalmente quando se trata de estruturas formais e com receio para mudanças, mas ao mesmo tempo se faz necessária uma desmistificação da cadeira executiva para prosseguir e ter sucesso nas ações.  

Em uma de suas falas, Silva Benini, destacou que conversar, refletir e pensar no autodesenvolvimento é outro ponto que ficou de aprendizado na trajetória de desenvolvimento da alta gestão e, além disso, a maneira com que a liderança entende seu papel será fundamental para cumprir a responsabilidade de desenvolvimento pessoal como líder e disseminar isso para suas equipes. 

A EDP, possui um trabalho de empoderamento de carreira e futuro de trabalho e que auxilia o líder com questionamentos, como se desenvolver, o que fazer e como fomentar o autodesenvolvimento. “Fizemos um estudo de analytics e levamos para o CEO e hoje o RH está ligado a ele, o que mais se fala é que as pessoas não conseguem conversar sobre carreira com o seu líder, mas como dou perspectiva para ele e digo para onde ir dentro da empresa?”, exemplificou Renata.  

Um grande obstáculo é formar e engajar as pessoas, mas é potencializando o papel do líder que se terá uma construção coletiva para desenvolver e aperfeiçoar as competências de cada indivíduo. 

“Quando divulgamos uma trilha para os colaboradores e não há adesão, temos que pensar em como atender essa demanda. Quando o cliente não adere a um produto no mercado, algo está errado, ou a estratégia de marketing ou a comunicação não fala com a necessidade do cliente, então, quando temos dificuldade de adesão na universidade e RH, temos que repensar, ou não estamos falando com a realidade desse público ou a cultura ou contexto não valoriza aquilo que falamos que é importante”, comentou Ayumi.     

Sendo assim, é interessante pensar qual é o impacto que um indivíduo pode gerar no outro e como a liderança focada também nas responsabilidades de treinamento pode garantir que sua equipe compartilhe ensinamentos. 

A área de educação corporativa está em constante transformação e a oportunidade de se atualizar e compartilhar experiências é essencial para o crescimento dos colaboradores.

Novos tempos trazem novas abordagens e novas ações. Quer saber mais sobre este e outros temas? Participe da próxima edição do EduCorp! Para mais informações, acesse. 

Autor

Flávia Lima

Flávia Lima é jornalista pela PUC-SP e pós-graduada em Comunicação e Marketing pela ECA/USP. Possui ampla experiência como jornalista setorizada. Atualmente, é gerente de conteúdo da Blueprintt, responsável pelo planejamento de congressos corporativos nas áreas de RH Estratégico, Marketing e Tecnologia da Informação.