Blog

Insights de gestão para você antecipar, assimilar e solucionar os seus desafios de negócio

Desafios Estratégicos: o dilema entre planejar e transformar
Executivos enfrentam um grande impasse: os desafios estratégicos. Como lidar com planejamento e transformação diante de um cenário de constante mudança?

Conecte-se

[addthis tool=addthis_horizontal_follow_toolbox]

Será cada vez mais comum a discussão entre planejamento e transformação com viés estratégico nas empresas, essa indecisão é mais complexa do que parece. Olhando friamente pode denotar algo simples e rotineiro, afinal, faz parte se planejar e buscar por renovação. A questão é como enfrentar essa situação, que acaba se tornando um desafio estratégico para todos os gestores.

Cinco anos atrás o planejamento das empresas era feito a médio e longo prazo, diante de todos os estudos de mercado, indicadores, passando pelas metas, objetivos e a visão. Esse método precisou ser revisado com o avanço das tecnologias inseridas no universo empresarial. Com o novo paradigma, surgiu também um modelo disruptivo de negociação e preparação interna para atender a demanda do mercado.

Trazendo para a linguagem popular, seria como trocar as rodas com o carro andando. Como lidar com esses desafios estratégicos? Por mais que o investimento em soluções digitais seja o caminho, a resposta está dentro da própria organização.

Pessoas e Comunicação Interna são fundamentais para enfrentar os desafios estratégicos

Dois pilares são fundamentais para fazer essa transição de forma mais tranquila e organizada, estamos falando das pessoas e da comunicação interna. Não há tecnologia que supra o engajamento dos colaboradores, e a comunicação é a ferramenta para disseminar as informações estratégicas de acordo com o público.

Em um dos painéis da Strategic Planning Conference, realizada pela Blueprintt. Gestores e executivos debateram a respeito desses desafios estratégicos.

O debate mediado por Danilo Garbazza, Gerente de Soluções Digitais e Analytics para Gestão de Pessoas da Petrobrás contou com as participações de Fábio Santana, PMO Corporativo da Sulamérica Seguros e Fábio Martins, Financial Planning Manager da Comgás.

Apesar de seguimentos diferentes, as “dores” tinham uma certa semelhança com relação aos temas abordados. Destacamos:

  • Novas metodologias e modelagens de negócios;
  • Planejamento voltado para transformação: entregas curtas, adaptáveis e flexíveis;
  • Construções e inteligências coletivas: colaboração, transversalidade e engajamento.

“Independente do tipo de planejamento, se é um método mais ágil ou mais tradicional, a forma que a gente quer enxergar a empresa seja mais no curto prazo, médio ou longo, por experiência própria duas coisas são primordiais cultura e comunicação, sem isso você não faz nada (…) as empresas são formadas por pessoas e se você não tiver o direcionamento, o engajamento delas e se a direção executiva não agir da forma que ela fala, a tendência de dar errado é muito grande. Então essas duas palavras para mim são essenciais. A cultura não se transforma da noite para o dia, é um processo que você evolui conforme a estratégia da direção, a comunicação das pessoas dessa cultura e da estratégia, caso isso não esteja bem claro, os colaboradores não sabem o que estão fazendo”, comentou Fábio Santana, PMO Corporativo da Sulamérica Seguros.

Já Fábio Martins, ressalta como a evolução da tecnologia também influencia no processo de planejamento.

“A gente está passando por um momento de muita transformação, novos negócios, tecnologias disruptivas que criam negócios totalmente novos. Se você olhar para cinco ou seis anos atrás ninguém sabia o que era Uber, a primeira vez que eu instalei o Waze foi entre 2011 e 2012 e veja o que é a ferramenta hoje (…) se a gente não tiver um propósito para a organização bem definido, pessoas que se identifiquem e que pratiquem os valores da empresa, você não vai muito longe. E dentro desse ambiente de transformação digital, a gente precisa rever processos, e não simplesmente digitalizá-los, afirma.

Danilo Garbazza destaca a importância do planejamento.

“O ato de planejar, olhar para fora, olhar para dentro, as forças e as fraquezas, analisar as dinâmicas de mercado, isso gera uma inteligência organizacional muito forte que certamente irá virar um diferencial para a organização”, aponta.

Como podemos notar, não existirá empresa sem o aporte tecnológico, mas para obter sucesso é necessário rever conceitos da cultura e da visão. Planejamentos de curto e médio prazo é uma tendência, é preciso se preparar para essa realidade evitando frustrações.

A mudança de mindset é de imediato o primeiro passo a ser dado, planejar menos não significa fracasso, e sim, ser mais assertivo e eficiente. Aceitar a transformação, pensar que os últimos cinco anos demorou para passar em comparação aos próximos cinco quando o tema é tecnologia.

Ficou interessado e quer saber mais? Acesse o nosso site e conheça o Programa Executivo de Imersão em Planejamento Estratégico. Clique aqui e saiba mais!

Autor

Nicole Can

Nicole Can tem mais de 10 anos de experiência nas áreas de pesquisa de mercado, desenvolvimento de conteúdo e eventos corporativos. Atualmente, é gerente de pesquisa e conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Estratégia e Execução que incluem Planejamento Estratégico, Processos, Projetos, Business Transformation e Agilidade.