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Construção de um CSC Global: conheça os passos
Qualquer negócio, seja de uma empresa média ou uma gigante multinacional pode ter um Centro de Serviços Compartilhado, mas ter um CSC global é o grande desafio

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Como reunir rapidez nos processo, cooperação entre os colaboradores e redução de custos em um nível mundial? Para você que pensa em implementar um CSC global, felizmente, a resposta já está ao seu alcance.

Assumir um CSC global necessita de múltiplas tarefas, uma delas é mudar o mindset no que diz respeito à transformação digital. De cara já iremos listar 4 características primordiais para que seu Centro de Serviços Compartilhados esteja no topo:

  • Valorização dos colaboradores;
  • Ampliação gradativa da empresa;
  • Distribuição assertiva dos recursos;
  • Pensamento de alcance global.

Direcione o foco para três questões: tecnologia, processos e pessoas. Tire o protagonismo das atividades transacionais, automatizando através de RPAs e incentivando a mudança de perfil do profissional.

Ainda com o pensamentos nos três quesitos, um novo papel do CSC global nasce, com o propósito de ser parceiro do negócio, guiado por processos e sendo capaz de entregar serviços com o menor custo e maior qualidade, utilizando a tecnologia e transformando dados em informação como suporte ao negócio.

Sem o olhar para tecnologia, processos e pessoas a missão de construir um CSC global fica muito complicada.

Passo a passo para implantar o CSC global

Antes de tudo, mapeie os processos de todas as plantas e identifique quais serviços podem servir de protótipo para seu projeto. A transformação para o digital ou a automatização tem que fazer sentido para o escritório ou fábricas.

Feito isso, foque em três pilares: alinhamento com o negócio, invista na educação e alinhamento da demanda e nas melhores práticas e gestão de conhecimento.

  • Melhoria contínua: promova ela com implementação das ferramentas de Lean Six Sigma;
  • Automatização dos processos: tire o robô do ser humano colocando fim nas tarefas repetitivas;
  • Reporting e Analytics: melhoria de resultados de negócio e medição do desempenho usando dados e análises.

Com base na melhoria contínua, direcione a otimização e reestruturação na padronização de processos.

  • Qualidade: redesenhe para a otimização de prazos e qualidades dos processos.
  • Controle: reprograme para a melhoria de compliance e confiabilidade dos métodos.
  • Custo: planeje para o aumento de produtividade e eficiência dos procedimentos.

Ter um CSC global, centralizando as tarefas, facilita a vida dos fornecedores ao verificar todos os documentos pagos através de um dashboard.

Exemplos de potenciais práticas incorporadas com a centralização do CSC global:

Implantação do conceito de “fábrica de serviços”, termo já utilizado nas operações emulando uma linha de produção. Separação das atividades e especialização com foco em aumento de produtividade e qualidade dos processos.

Eliminações de atividades manuais através do workflow eletrônico, ferramentas de BPM e de RPA.

Simplificação das interfaces dos processos na transformação dos fluxos end-to-end.

Apesar de revisitar e aprimorar os processos, a capacitação dos colaboradores é fundamental para ter um time qualificado que responda a toda essa evolução, então, treinamentos de Excel, Lean e RPA são aconselháveis, além de programas de treinamentos em automação de processos e ferramentas de gestão, pois dessa forma, a empresa ganha equipes multidisciplinares com viés analítico e orientados ao aperfeiçoamento do sistema.

“A nossa principal fala é de que não estamos simplesmente tirando um processo do lugar e colocando em outro, buscamos transformação na centralização do CSC”, comentou Cátia Pereira, Diretora do Global Business Services da Ball na última edição do Programa Executivo de Imersão em Shared Services.

Aplique a filosofia Lean como base nas metodologias da gestão, entregando produtividade, eficiência e propostas de novos serviços para o CSC global. Crie uma cultura de reuniões mensais para debater os indicadores.

Foco em gestão de mudança e transformação cultural

A transformação cultural, por vezes, se torna uma tarefa complexa, muitos comportamentos que já estão no inconsciente serão revisitados, mas se a mudança partir dos líderes o convencimento fica mais fácil.

Portanto, ações de comunicação, capacitação e de alinhamento organizacional de políticas de recursos humanos e pesquisa e percepção são os princípios para gerar excelentes resultados no CSC global.

Como podemos perceber é um trabalho que envolve todas as escalas, desde a alta liderança, passando por gerentes das unidades até ao colaborador de produção. Todos devem estar comprometidos com essas mudanças significativas.

Apesar de toda sua complexidade, a escolha do Centros de Serviços Compartilhados se torna cada vez mais comum nas empresas e o caminho para o CSC global virar tendência é questão de tempo.

Gostou desse artigo? Para saber mais sobre CSC global, acesse nosso site e se inscreva na 2ª turma do Programa Executivo de Imersão em Shared Services

Autor

Rita Bomfim

Formada em Publicidade e Propaganda e pós-graduada em Organização e Administração de Eventos pelo SENAC, possui 12 anos de experiências em produção de eventos corporativos e encontros de negócios. Atualmente, é gerente de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.