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Qual característica não pode faltar em um bom líder?
O tempo de liderança não necessariamente credencia alguém como um melhor ou pior gestor. Saiba como ser um bom líder.

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Como ser um bom líder?

 

Hoje, durante um almoço com uma ex-funcionária, fui perceber que sou líder de gente já há 22 anos.

 

Já atingi a maioridade em gestão.

 

O que isso quer dizer?

 

Depende, há várias possibilidades.

 

São mais de 30 anos atuando com Recursos Humanos, tendo passado por empresas nacionais e multinacionais ao longo de minha carreira.

 

Agora, percebo que esta palavra “depende” se torna muito forte quando falamos da gestão de gente.

 

O tempo de liderança não necessariamente credencia alguém como um melhor ou pior líder.

 

Diferente de uma posição técnica, na qual o traquejo ajuda sim alguém a ser considerado maduro na função.

 

Vi alguns líderes sensíveis às pessoas, mas, ao mesmo tempo, tão sensíveis que não olhavam para os resultados que a empresa lhes exigia, não cobrando entregas como deveria.

 

Assim, suas equipes se tornaram descomprometidas, pois não viam o exemplo de engajamento vindo de cima.

 

Também não se sentiam interessadas em participar dos ciclos evolutivos que a empresa possuía.

 

Estes líderes acabam expurgados da corporação que os emprega porque sem resultado ninguém se mantém.

 

Líderes déspotas

 

Pude conviver com muitos líderes déspotas, daqueles que têm absoluta certeza do que deve ser feito, ou, na verdade, absoluta insegurança sobre o que se espera deles.

 

Com isso, acabam destratando suas equipes, não dão ouvidos às suas ideias e fazem o possível para diminuí-los diante de toda a empresa.

 

Isso acontece, muitas vezes, até com os seus pares, pois assim se sentem superiores.

 

Estes, com certeza, deixam um rastro de destruição da autoconfiança de qualquer um que tenha o azar de estar sob sua coordenação.

 

Líderes inseguros

 

Vi também líderes claramente inseguros de seu papel, com medo de tomar decisões e, mais ainda, de arriscar.

 

Deste modo, não podem liderar senão equipes seguidoras de processos simples e tradicionais.

 

Não há profissional inovador, intuitivo, criativo que se mantenha satisfeito diante de um líder assim.

 

Este tipo de líder consegue se manter desde que esteja em empresas também tradicionais e com pouca identidade vanguardista.

 

No entanto, com o mundo em que vivemos hoje, estes líderes tendem a desaparecer, pois as empresas que querem se manter ativas, não deixam de buscar constantemente novas soluções.

 

Qual tipo de líder devo ser?

 

Não poderia aqui, em um pequeno artigo, citar todos os tipos de líderes existentes, até porque seria uma tarefa impossível diante da diversidade humana.

 

O que vale a pena explorar ainda é o que entendemos por um líder ideal.

 

Mas ideal é uma palavra muito ampla e utópica.

 

Melhorando, então, qual seria o líder adequado?

 

O adequado é aquele que consegue, ao mesmo tempo, ter um olho no peixe e outro no gato, popularmente falando.

 

Tem capacidade de olhar as diversas e inconstantes necessidades de sua equipe, equilibrando estas com as exigências do negócio.

 

É alguém que pode ser sensível com alguns aspectos e bastante duro e exigente com outros.

 

Por ser transparente e próximo à equipe, constrói um ambiente de confiança. Neste ambiente, os profissionais se sentem seguros para propor coisas novas e dão o seu melhor.

 

A equipe sabe que, se o líder, por qualquer razão, tiver que chamar a atenção, é porque um deslize realmente aconteceu e saberão os impactos para a área e a empresa.

 

É típico deste líder saber criar e manter relações amistosas e profissionais com todos os níveis da empresa.

 

Por isto, ele é bastante respeitado, requisitado e visto como um exemplo a ser seguido.

 

Sabe resolver conflitos, de qualquer origem, de forma amigável e justa.

 

Vale esclarecer que ser justo não é fazer as coisas do mesmo jeito para todos.

 

Mas sim entender as diferentes necessidades e atendê-las, desde que não se vá contra às políticas internas da empresa e nem se tenha caráter protecionista.

 

Como ser um bom líder

 

Mas, para mim, o mais importante para ser um líder adequado é saber ouvir.

 

Falo por experiência própria.

 

A melhor líder que tive até hoje era especial em diversos aspectos, mas o que mais me impressionava nela era a extrema capacidade de me ouvir atenta e interessadamente.

 

Quando você ouve mesmo todas as pessoas que fazem parte de sua equipe, deixando de lado possíveis preferências ou qualquer tipo de preconceito.

 

Você poderá descobrir que pode contar muito mais com as pessoas do que imaginava.

 

Pode parecer incrível, mas quando você apenas se mostra disponível para ouvir alguém, algo transformador acontece.

 

As pessoas se sentem respeitadas, encorajadas a propor suas ideias sem receio e a performance claramente atinge níveis superiores que você nem imagina que poderia alcançar.

 

Bem, agora a decisão é toda sua.

 

Se você já é líder, pare e avalie suas atitudes com sua equipe até hoje.

 

Veja que resultados tem alcançado com seu estilo e pense se vale a pena experimentar algumas mudanças.

 

Se você ainda não é um líder, prepare-se para ser o melhor.

 

Avalie os chefes que teve até hoje e lembre qual te fez se sentir realmente ouvido, digno, reconhecido.

 

Procure lembrar de seus comportamentos e veja, segundo seu perfil e valores, quais podem ser adotados por você de forma verdadeira.

 

Ah sim, apenas para terminar, como disse no início, estava almoçando com uma ex-funcionária apenas para ouvi-la, saber de seus anseios, apreensões, vontades profissionais.

 

Interesse verdadeiro na pessoa e em sua evolução.

 

Desejo à você sucesso em seus desafios e na liderança de gente.

Autor

Flávio Ponzio

Flávio Ponzio é psicólogo pela FMU, pós-graduado em Administração de Empresas pela FAAP com especialização em Marketing pela Business School São Paulo. Em RH há 31 anos, foi gerente na Kraft, Merck, BRFoods e Pfizer. Foi consultor em diversas áreas de RH para empresas como Itaú, Motorola, Votorantim, Bombril, Faber-Castell, Mondeléz, Vivo e outras. Desde 2013 está na Caterpillar como gerente de desenvolvimento organizacional para o site de Piracicaba.