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Como aumentar o engajamento dos seus funcionários na educação corporativa
Conheça como a Globo e o Bradesco implantaram suas Universidades Corporativas e melhoraram os resultados dos treinamentos dos seus funcionários.

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Mais do que treinamentos dos funcionários, a educação corporativa tem como base articular as competências individuais de cada profissional, capacitá-lo e qualificá-lo para os desafios da própria estrutura organizacional.

 

O papel do T&D (Treinamento e Desenvolvimento) é estar constantemente atualizado, diante de um mundo cada vez mais mutante em seu aspecto informativo e comportamental.

 

E são muitos os desafios encontrados na área de educação corporativa:

 

  • Entender e se preparar para o futuro das organizações por meio de novas tecnologias e ferramentas (chatbots, e-learning, gamificação etc);
  • Identificar, monitorar e mensurar resultados e indicadores;
  • Entender o colaborador como foco central da experiência de aprendizagem;
  • Desenvolver lideranças e programas de sucessão;
  • Incorporar novas ferramentas, tecnologias e conteúdos para tornar a educação corporativa mais flexível e palatável às novas gerações, hiperconectadas, tecnológicas e dinâmicas.

 

Para entender melhor o cenário hoje, a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) levantou dados relevantes em sua pesquisa “Panorama do Treinamento no Brasil”, que aponta os investimentos de 738 empresas em T&D:

 

  • Média de R$ 788 de investimento em T&D por colaborador;
  • 21 horas de T&D por colaborador (nos EUA são 33h);
  • 77% das empresas usam educação à distância (EAD/e-learning);
  • 51% do investimento em T&D como foco nas lideranças.

 

A pesquisa também aponta como elas avaliam os resultados dos projetos de treinamento (algumas empresas usam mais de um tipo de avaliação):

 

  • 2% ROI;
  • 5% Avaliação de resultados;
  • 12% Avaliação de aplicabilidade;
  • 28% Avaliação de aprendizado;
  • 78% Avaliação de reação.

 

Diante destes números, como aplicar da melhor forma os processos de educação corporativa para aumentar o engajamento dos funcionários e consequentemente melhorar os resultados da empresa?

 

Trouxemos dois grandes cases da área para nos responder essa questão. Confira abaixo.
 

 

UniGlobo

 

Criada há 15 anos, a Universidade Corporativa da Globo (UniGlobo), já conseguiu alcançar a formação de 12 mil colaboradores de 118 afiliadas.

 

Durante esse tempo, a emissora conseguiu uma taxa de engajamento de 90% e uma aprovação de 89% da tutoria.

 

Para que isso fosse possível, a equipe de Desenvolvimento das Afiliadas seguiu os seguintes passos:

 

Processo de criação

 

Para implantar o projeto foi necessário estabelecer premissas com base em 7C estabelecidos pela empresa, que são: conhecimento em rede, conteúdo, construção, coletividade, colaboração, compartilhamento e conexões.

 

Treinamentos dos funcionários

 

Outro ponto definido foi focar o curso para o indivíduo.

 

“A Globo acompanha os movimentos da sociedade, pois a marca já tem uma estrutura voltada para o conhecimento do consumidor. Isso facilita, pois a equipe pega a pesquisa para entender a lógica”, conta Daniela Campos, diretora de Desenvolvimento das Afiliadas.

 

A próxima etapa foi definir os temas que deveriam ser trabalhados. O mapeamento foi realizado com base na pesquisa que a própria organização executa.

 

Seleção do tema

 

Estruturadas as ideias, hora da execução: a empresa contou com a participação de uma equipe para realizar a curadoria de conteúdos de turmas anteriores.

 

Trabalhar a coletividade também é um meio de ensino para que o colaborador entenda que pertence a algo maior.

 

treinamentos dos funcionários

 

Após todo esse processo, a equipe formaliza o conhecimento por meio das matérias, como, por exemplo, no Fantástico.

 

Quem está participando do curso que vai atrás das melhores práticas.

 

No curso, os colaboradores aprendem sobre iluminação, posicionamento da câmera, construção do conteúdo, cinegrafia, entre outros.

 

Plataforma virtual

 

A equipe, na plataforma virtual, conta com a ajuda de consultoria para, assim, pensar a melhor forma de compartilhar o conhecimento.

 

Os tutores, nesses cursos, possuem um papel de gerar discussões, acompanhamento da turma e fazem a navegação enquanto o curso está no ar.

 

Ainda, após a conclusão dele, os colaboradores podem acessar, pois fica ativo até um mês depois da conclusão.

 

treinamentos dos funcionários

 

Avaliação de eficiência

 

Nesta etapa, a equipe não olhou apenas os indicadores, mas também entendeu a experiência, a troca de compartilhamento de conhecimento, conexões formadas e cases que merecem ser inclusos.

 

Tudo isso é uma maneira de medir a qualidade dos cursos, o que, por consequência, serve para a renovação do conteúdo. Em um ano, a plataforma atingiu 9 mil usuários e 37 mil sessões.

 

treinamentos dos funcionários

 

Universidade Corporativa do Bradesco

 

Mais de 130 mil participantes em treinamentos.

 

Criada desde 2013, a Universidade Corporativa do Bradesco (Unibrad) é composta por diversas áreas da companhia e tem o papel de desenvolver profissionalmente seus colaboradores.

 

Atualmente, ela é formada por 10 escolas que possuem, cada uma delas, um Sponsor, ou seja, patrocinador responsável por despertar o senso-crítico, ajudar e apoiar as estratégias do banco.

 

Nelas, a empresa ensina por meio de games, aulas presenciais, vídeos etc. Isso é feito para manter todas as gerações engajadas.

 

treinamentos dos funcionários

 

A ideia de implantar uma Universidade Corporativa veio da Diretoria Executiva em 2012, pela necessidade de aproximar os profissionais da estratégia e suprir o desafio para adequar o Departamento de Treinamento ao modelo de Universidade, que era algo que estava muito em alta no mercado.

 

O primeiro passo para a implantação foi entender o que era, de fato, Universidade Corporativa. Com isso, a equipe de Treinamento começou a estudar por meio de workshops e palestras.

 

“A UC deveria atuar de maneira estratégica, voltada ao negócio, com foco no desenvolvimento das 12 competências da Organização”, conta Elka Juttel, gerente de Treinamento do banco.

 

Desenvolvimento do projeto

 

Em 2013, chegou a hora de colocar em prática os conceitos aprendidos.

 

A organização centralizou os temas e buscou passar essa aprendizagem para o público interno por meio de workshops, para que os colaboradores entendessem o conceito de Universidade Corporativa.

 

treinamentos dos funcionários

 

Hoje, a UC possui 10 escolas, sendo elas: Cidadania e Sustentabilidade; Digital; Excelência Operacional; Gente; Identidade Organizacional; Inteligência de negócios; Liderança; Negócios; Relacionamento com o Cliente; Segurança e Solução Operacional.

 

Com isso, foi segmentada a estrutura em: Escritório, Escolas, Logística, Mensuração de Resultados e Comunidade do Conhecimento.

 

Além disso, o Banco Bradesco criou um aplicativo chamado B.quest, com o objetivo de atingir jovens e fazer com que todos ficassem atualizados sobre o conteúdo da empresa.

 

A ferramenta consiste em uma disputa de questões que os próprios funcionários realizam. É uma maneira de fazer com que o público jovem aprenda através de games.

 

Outra maneira que a empresa utilizou como aprendizagem foi por meio de vídeos. Com isso, a instituição levou os colaboradores para salas locais e onde um instrutor ministra o curso de outro lugar.

 

Treinamentos dos funcionários

 

Todo esse projeto teve um gasto final de R$ 175 milhões.

 

Embora seja um valor consideravelmente alto, para Elka significa um investimento que valeu a pena. O banco ganhou a titulação pela Global Council of Corporate Universities.

 

Com esse resultado, o desafio atual é sustentar essa nomeação de melhor do mundo.

 

Gostou das experiência da Globo e do Bradesco?

 

Veja também este artigo de Armando Lourenzo sobre como preparar a sua empresa para a Educação Corporativa 4.0.

Autor

Flávia Lima

Flávia Lima é jornalista pela PUC-SP e pós-graduada em Comunicação e Marketing pela ECA/USP. Possui ampla experiência como jornalista setorizada. Atualmente, é gerente de conteúdo da Blueprintt, responsável pelo planejamento de congressos corporativos nas áreas de RH Estratégico, Marketing e Tecnologia da Informação.