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6 dicas para aprimorar a gestão de funcionários afastados pelo INSS
Perito médico do INSS, Eduardo Sá responde as dúvidas de profissionais de medicina do trabalho sobre os principais desafios de saúde corporativa.

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Muitos profissionais ainda estão em dúvida sobre como lidar com funcionários afastados pelo INSS agora que as legislações estão mudando.

 

Isso significa, para o profissional de saúde corporativa das empresas, que é necessário ter mais atenção à saúde de seus colaboradores.

 

Atualmente, o número de afastados por doenças mentais têm crescido.

 

Da mesma forma, com a possível mudança nas regras previdenciárias, mais funcionários trabalharão por mais anos nas empresas.

 

Como o gestor de saúde corporativa deve se preparar para atender todas essas demandas e agir preventivamente?

 

Para tirar essa e outras dúvidas, confira as dicas do perito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Eduardo Sá, para lidar com os principais desafios de saúde corporativa:

 

  1. Como lidar com o aumento das doenças relacionadas à saúde mental, uma das causas mais frequentes de afastamentos?

 

É sempre interessante saber o maior número de informações do que está acontecendo com aquele trabalhador em relação à sua saúde mental. Se ele está adoecendo, por que está acontecendo? E como estão cuidando disso? Ele está sendo acompanhando por um psiquiatra, ou faz psicoterapia?

 

O INSS se preocupa muito se, além da intervenção medicamentosa, o funcionário faz a psicoterapia porque os médicos sabem que é ela que dá esse apoio para que o funcionário se sinta melhor.

 

Esses afastamentos têm crescido muito e, como médico do trabalho, é importante que se dê essa atenção quando eles começam a aparecer. Se existe uma atenção voltada a esse problema e o funcionário é tratado com um psicólogo e psiquiatra, pode até ser evitado o afastamento.

 

Se ele vier a se afastar, uma sugestão seria talvez readaptar suas funções, em outro posto ou ambiente de trabalho – com novos colegas ou novos chefes.

 

  1. Qual o papel de cada profissional em uma decisão de afastamento?

 

Uma das questões discutidas na última edição do congresso Corporate Health, promovido pela Blueprintt, foi com relação às ações dos profissionais ligados ao trabalhador afastado.

 

O médico assistente tem a função de fazer o diagnóstico e propor uma ajuda terapêutica; o médico do trabalho, que conhece o posto de trabalho e o que ele pode mudar, definir o meio de trabalho para diminuir o afastamento, pode sugerir mudanças de posto do trabalhador, que ele possa ser encaminhado para outra área, tudo em nível de sugestão.

 

As decisões finais são sempre do perito porque ele conhece o diagnóstico dado pelo médico assistente, deve conhecer o posto de trabalho e conhece também a lei e a consequente adaptação daquele trabalhador a lei previdenciária brasileira.

 

Ao perito sim, cabe indicar o afastamento, indicar a reabilitação, cabe indicar que o trabalhador possa voltar ao trabalho, mas em outra função, ou voltar ao trabalho, mas realizar outras atividades.

 

Hoje, melhorando a comunicação e entendendo as responsabilidades de cada papel, os conflitos serão mais bem administrados.

 

 

  1. Como lidar com os afastamentos, quando definitivamente ocorrem?

 

No caso de afastamentos, é muito importante que a empresa acompanhe a doença, mas também que faça, ao mesmo tempo, uma busca ativa dos possíveis acontecimentos em curso.

 

Isso significa que a companhia precisa verificar que tipo de funcionário ela tem, precisa entender o perfil da saúde dos seus funcionários: se muitos estão com sobrepeso, se há muitos tabagistas, hipertensos etc.

 

Logo, traçando o perfil do funcionário, a empresa deve estudar aqueles que são mais propensos a ficarem doentes.

 

Fazendo essa busca ativa com antecedência, é possível oferecer até programas de saúde que auxiliem o acompanhamento deles, mostrando as vantagens das atividades físicas, as desvantagens de fumar, entre outras orientações.

 

  1. Como reabilitar o funcionário de forma adequada?

 

Quando a empresa estiver reabilitando o funcionário, dentro das restrições que ele apresenta, é preciso mostrar a importância dessa reabilitação para o gerente, para a área, para o chefe direto do funcionário, assim como apresentar a relevância de sua inclusão e retomada para que ele possa voltar a atuar normalmente dentro da organização.

 

  1. Quais os impactos que a futura Reforma da Previdência traz ao profissional de medicina do trabalho?

 

As mudanças atuais da Previdência Social estão pensando, principalmente, no tempo de contribuição. Logo, esses funcionários vão trabalhar mais, ficando mais velhos na empresa e é importante que a área de saúde corporativa acompanhe os programas ligados ao envelhecimento saudável.

 

É necessário, por exemplo, saber quais tipos de atividades que eles praticam que podem vir a adoecê-los no futuro.

 

Se o funcionário é um operário, quanto mais velho ele ficar, mais deve-se prevenir contra problemas de saúde específicos para o seu perfil de vida e trabalho.

 

As mudanças da Previdência estão prevendo que as pessoas trabalhem mais tempo com uma idade mais longa e é preciso cuidar delas com antecedência.

 

  1. Como resolver a falta de simetria e os conflitos de informação?

 

Muitas vezes, as decisões do médico do trabalho se divergem das decisões do perito do INSS. A primeira observação é tentar entrar em contato com esse perito.

 

No INSS existem sempre os chefes médicos e coordenadores das agências, e eles estão sempre abertos a ouvir os colegas médicos, então, minha primeira dica é que o médico do trabalho da empresa procure o médico da agência e converse com ele sobre o caso em que há divergência.

 

É importante que o médico de trabalho leve mais informações do caso do funcionário para que possa ser possível melhorar a decisão do perito.

 

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Autor

Flávia Lima

Flávia Lima é jornalista pela PUC-SP e pós-graduada em Comunicação e Marketing pela ECA/USP. Possui ampla experiência como jornalista setorizada. Atualmente, é gerente de conteúdo da Blueprintt, responsável pelo planejamento de congressos corporativos nas áreas de RH Estratégico, Marketing e Tecnologia da Informação.