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4 impactos do Cadastro Positivo para empresas de concessão de crédito
Iniciativa promete trazer diversos benefícios não só para quem precisa de crédito, mas, principalmente, para quem concede. Saiba quais aqui!

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Você provavelmente já ouviu falar do Cadastro Positivo. Ele foi instituído por meio da Lei 12.414 de 2011, que disciplinou a criação e a consulta de um banco de dados com informações de adimplemento, de pessoas físicas ou jurídicas, para formação de histórico de crédito.

Isso significa que, além das informações de inadimplência que antes já eram disponíveis para lojistas e credores, agora é possível consultar também os dados referentes aos pagamentos adimplentes dos clientes. 

Até julho deste ano, a informação de um CPF no Cadastro Positivo era opcional e cada cidadão deveria conceder autorização. O cenário mudou e, agora, a inclusão dos dados no sistema é feita de forma automática.

Mas o que muda com isso?

O Cadastro Positivo promete trazer diversos benefícios não só para quem precisa de crédito, mas, principalmente, para quem concede. Para mostrar, separamos abaixo os principais impactos para empresas de concessão de crédito. 

Pronto para começar?

A importância do Cadastro Positivo para empresas de concessão de crédito

Até a aprovação do Cadastro Positivo, as informações de inadimplência de uma empresa ou pessoa eram o fator-chave para avaliação de um pedido de crédito, seja uma venda a prazo ou um empréstimo. Era a partir desses dados que uma empresa deveria avaliar o nível de risco da operação, o número de parcelas e os juros apropriados para o solicitante.

Não é difícil de ver, então, que o sistema era injusto com as duas partes. Enquanto o solicitante podia ter um ótimo histórico manchado apenas por um pequeno deslize, a empresa de concessão de crédito sofria com informações insuficientes para fazer uma análise realista.

O Cadastro Positivo foi criado para eliminar este problema. Ele funciona como uma espécie de currículo de crédito, que contém informações não só das vezes que determinado CPF esteve inadimplente, mas todas as outras que pagou as suas contas e obrigações financeiras em dia.

Além de estar disponível para as empresas de concessão de empréstimos, o Cadastro Positivo também será usado pelos bureuax de crédito, como a Serasa Experian, para a realização do cálculo do score — pontuação que todo cidadão brasileiro possui referente à sua vida financeira.

Ok, mas o que isso muda na prática para quem precisa avaliar o risco de um pedido de crédito? Vamos dar uma olhada na parte prática a seguir.

Impactos do Cadastro Positivo na gestão de crédito

Com a aprovação do sistema compulsório do Cadastro Positivo, o Brasil segue na mesma direção de grandes potências, como Estados Unidos e Alemanha.

Atualmente, há quem diga que os dados são o novo petróleo. Em outras palavras, as empresas que contam com informações desse tipo atualmente têm em mãos a oportunidade de serem mais precisas nos seus processos e, com isso, ganharem dinheiro.

O Cadastro Positivo tem como base essa mesma premissa: ele dá às empresas de concessão de crédito poder para tornar as suas avaliações e os seus processos mais justos. O sistema faz isso da seguinte forma:

1. Traz mais variáveis para compor o score

O Cadastro Positivo traz um leque de informações novas para que as empresas de concessão de crédito consigam montar o quebra-cabeça completo do histórico de um solicitante.

Esses dados incluem os hábitos de pagamento, a pontualidade com que eles são feitos, quanto da renda do solicitante está comprometida com dívidas e quais são os gastos mais frequentes, entre outras coisas.

Isso permitiria ver o cenário completo e não somente uma parte dele. Assim, será possível entender se o solicitante tem renda suficiente para arcar com mais uma dívida, se costuma pagar os seus boletos no dia ou antecipadamente e se aquela vez em que teve o seu nome sujo foi mesmo algo pontual ou ele é um mau gestor financeiro.

2. Aumenta a precisão na análise de risco

Com mais dados, as empresas de concessão de crédito terão em mãos uma análise mais próxima da realidade do solicitante, sem nem precisar conhecê-lo pessoalmente. Isso se resume em mais acertos nas avaliações e, consequentemente, redução da inadimplência.

Mas não só isso: o aumento da precisão também trará impactos na taxa de juros, que está diretamente ligada ao risco de crédito. Com uma análise completa, o consumidor terá acesso a taxas mais justas, que estejam alinhadas ao seu perfil financeiro.

3. Ressignifica os dados de negativação

Tudo isso não quer dizer que os dados de negativação deixam de ser importantes. Eles ainda são peças essenciais do quebra-cabeça que é preciso montar em uma avaliação.

No entanto, com o Cadastro Positivo, esses dados ganham um novo significado e uma importância diferente.

Se antes eles eram a base da análise, hoje as informações de inadimplência mostrarão a uma empresa de concessão de crédito um quadro muito mais amplo, que se somará ao leque de compromissos assumidos e aos hábitos de pagamento, de modo a aumentar o grau de acerto e reduzir substancialmente a burocracia do processo.

4. Exige que as empresas revisem as suas políticas

Com tantas mudanças, é de se esperar que o Cadastro Positivo impacte a forma como as empresas de concessão de crédito fazem, bem, a concessão de crédito. As políticas deverão ser revisadas em algum ponto para que o novo sistema seja aproveitado em seu potencial máximo.

Com scores que utilizam o Cadastro Positivo para gerar pontuações mais certeiras, os credores, por sua vez, poderão usar as notas para reduzir as etapas do processo de concessão e o número de dados solicitados ao candidato. Isso se traduz não só em mais efetividade, mas também em mais rapidez e satisfação de quem, na outra ponta, precisa de dinheiro com urgência.

Os impactos do Cadastro Positivo para empresas de concessão de crédito e para o mercado como um todo serão grandes. De acordo com especialistas, as estimativas são de que o novo sistema traga um aumento de R$ 600 bilhões em volume adicional de crédito e R$ 450 bilhões em impostos federais.

E você, o que espera do Cadastro Positivo? Deixe o seu comentário abaixo e compartilhe a sua visão conosco e com os demais leitores!

 

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.