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Business Agility e seus impactos na mudança organizacional
Saiba como aplicar o Business Agility para transformar os negócios em tempos de incertezas

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O conceito de business agility vem permeando as empresas, pela necessidade de aumento da produtividade frente aos modelos de processos tradicionais que, muitas vezes, já não suportam mais os anseios da corporação.

Mas, o waterfall (metodologia tradicional para gerenciamento de projetos) ainda é bem aceito e bastante utilizado, porém é necessário agregar a esta forma de pensar conceitos mais ágeis, caso contrário, fica difícil se conectar efetivamente ao negócio.

A implantação de business agility é um processo longo que requer, antes de tudo, o entendimento de onde se quer chegar, para só então partir para o desenvolvimento de um plano. E o PMO tem papel-chave nestes novos métodos, pois ele dissemina seu funcionamento para demais áreas.

Dentre os principais desafios de implementar a agilidade nos negócios, estão a quebra da cultura de hierarquia e o mindset antigo do gerenciamento de projetos, a necessidade de criar disciplina e desligar pessoas de suas áreas modificando antigas estruturas para formar squads.

Diante do cenário atual, com diversas incertezas políticas e econômicas, aplicar o business agility pode ajudar na transformação dos negócios. Pensando nisso, em julho, a Blueprintt organizou um webinar com quatro especialistas da área para discutirem sobre o assunto.

Os presentes foram: Carlos Augusto Freitas, Especialista em Estratégia & Gerenciamento de Projetos e Diretor Executivo da CAFFM; Gino Terentim Junior, Mentor de Startups, Autor e Especialista em Planejamento Estratégico, Inovação e Gerenciamento de Portfólios, Programas e Projetos; Margareth Carneiro, Diretora de Gestão de Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC e Wantuir Felippe S. Jr, Especialista em Gestão de Projetos da Embraer.

Continue a leitura e confira um overview do aprendizado compartilhado pelos especialistas!

Conceituação 

É um conceito relativamente novo, em que ainda não existe um consenso com relação às suas definições, mas sua origem vem da agilidade de uma organização em se adaptar às mudanças recorrentes de mercados voláteis.

Muito associado ao conceito VUCA, traz a necessidade de adaptação de mercados ao que o mundo está pedindo, em decorrência de crescentes mudanças. Neste momento, por exemplo, estamos passando por uma grande crise e o business agility nunca foi tão importante pela oportunidade de reinventar os modelos.

A questão cultural é muito relevante neste processo, tanto na esfera pública quanto na privada, fica muito difícil implementar uma inovação de processos sem trabalhar a cultura em todos os seus âmbitos, o que pode impactar em uma perda de todo o trabalho no meio do caminho.

Importante ressaltar que o business agility não se trata puramente de velocidade, é preciso ter um olhar amplo para dentro da organização e entender, de acordo com as suas particulares, como e quando implementá-lo. O conceito precisa ser vinculado a duas coisas fundamentais: velocidade e eficiência.

Dentro de uma pequena empresa, por exemplo, talvez se tenha uma maior velocidade devido ao menor controle e governança. Em uma organização maior e mais hierarquizada, para ganhar escalabilidade você precisa unir quem toma as decisões com quem as executa, dessa forma a velocidade se junta com a eficiência.

Sem inserir a alta liderança no processo de transformação, fica muito desafiador conseguir efetivar estas implementações, ou seja, o patrocínio dos tomadores de decisão é primordial. Se apenas um grupo da empresa aplicar a agilidade, não significa que a empresa em si está sendo ágil, por isso a importância de escalar essas práticas.

O ágil e o viés com a tecnologia da informação

O conceito ágil ainda está muito vinculado à tecnologia da informação, até mesmo na esfera literária. Quando se pesquisa sobre business agility, muitas pessoas afirmam que ele só é possível de ser aplicado em tecnologia. O digital é super importante nesse contexto, mas nem sempre ele vai ser o ator principal.

A área de TI tem muitos méritos por ter sido precursora de diversas iniciativas, mas tudo está conectado e os conceitos básicos podem ser usados em todas as áreas. É preciso um trabalho intensificado para desvincular essa compreensão errônea, pois é possível usar todo o manancial de métodos e práticas para tornar a instituição mais ágil.

A agilidade de negócios em tempos de mudanças

As empresas que tinham uma cultura mais conectada com a realidade mundial, conseguiram agir rapidamente frente a pandemia colocando as equipes em home office, parando as atividades que precisaram ser paradas e seguindo de forma diferente com as demais.

Então, o dinamismo necessário em tempos como o vivenciado hoje, está na capacidade de a empresa ter a visão clara de onde pretende chegar, mas, ao mesmo tempo, se surgir uma variável inesperada ela precisa ter recursos para conseguir se remodelar rapidamente.

Como implantar agilidade em segmentos engessados?

As empresas, em modo geral, já entendem que a agilidade traz benefícios, mas ao mesmo tempo a média gerência não deixa de cobrar os atuais processos. Aceitar um novo investimento em termos de performance, obtendo uma uma queda inicial para depois melhorar, ainda não é bem aceito. É necessário trabalhar fortemente o aculturamento da média gerência para se obter sucesso com a implementação do business agility.

Mas, ponto principal é conhecer bem os processos e todas as suas complexidades para identificar onde o aumento de eficiência trará ganhos para a empresa. Além do cuidado com o planejamento, é necessário mantê-lo atualizado periodicamente e em ciclos curtos (sprints), e isto já é em um conceito ágil. Com os ciclos curtos, ocorre um aumento da capacidade de respostas rápidas em casos de mudanças.

Além de adotar métodos ágeis quais outras práticas uma empresa deveria aderir para ter o business agility?

Desenho e implementação estratégica é o ponto de partida, pois assim é possível aproximar os mundos dos tomadores de decisão e de quem executa. É preciso, também, se questionar acerca do motivo e necessidade real destas implementações.

Os processos estão muito pesados? A organização em si está muito lenta? É importante ter um diagnóstico para entender como solucionar os pontos. Além dos métodos ágeis, é preciso trabalhar com a cultura, pois não adianta inserir metodologias e processos se não atuar com as pessoas da organização.

É primordial mudar o comportamento, caso contrário apenas alguns nichos vão implementar métodos ágeis, mas isso não significa que a organização em si será ágil. Se não trabalhar isso de forma sistêmica, no final das contas acaba sendo uma organização velha fazendo coisas novas, e não uma organização completamente nova, que deveria ser o objetivo final ao incorporar esses conceitos.

A troca de experiências é fundamental para fomentar o business agility dentro das organizações. Para isso, participe do nosso Mastery em Business Agility e continue aprendendo sobre o assunto. Acesse o site e saiba mais!

Autor

Dayane Dechiche

Formada em Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduada em Gestão de Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo. Tem experiência com organização de eventos e produção de conteúdo. Atualmente, é analista de pesquisa e conteúdo da Blueprintt.