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Qual é o papel do líder nos novos tempos digitais?
É preciso ter capacidade de adaptação para gerenciar equipes em um mundo tão complexo e dinâmico, não é mesmo? Veja algumas dicas.

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A redefinição do papel do líder é crucial, especialmente nos novos tempos digitais. Em um mercado concorrido e exigente, não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim aqueles que têm maior capacidade de adaptação, que é uma necessidade constante.

Adaptar-se é o processo de aprender e desaprender, e também uma iniciativa que contrabalança o medo e a coragem. Nesse cenário, o líder de sucesso é aquele que assume a capacidade de adaptação em seu modo de ser e gerenciar equipes em um mundo tão complexo e dinâmico.

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Para Sergio Piza, diretor de RH da Klabin e autor do livro O Enigma da Liderança, todo indivíduo tem na sua essência a aptidão para ser um líder.

No entanto, é preciso entender como conjugar elementos importantes e manter uma atitude flexível para se ajustar a diferentes situações.

E é justamente sobre o papel do líder e suas premissas que vamos falar no post de hoje. Curioso? Continue lendo e saiba mais!

Quem é o líder de sucesso?

Além de saber se adaptar, o líder bem-sucedido precisa, de acordo com Piza, entender contextos e criar significados. Compreender contextos está relacionado à ter uma visão sistêmica de um negócio.

Ao mesmo tempo, ele precisa estar atento à psicodinâmica do ambiente corporativo, ou seja, perceber como as pessoas se relacionam.

E, a partir do alinhamento desses fatores, ele é capaz de construir um propósito que vai mover e inspirar pessoas.

Piza comenta que sem essa noção de propósito é impossível engajar pessoas e conquistar resultados que vão além do ordinário.

Entendendo contextos

Uma empresa é a combinação de aspectos como recursos, estruturas, cultura organizacional, tecnologia, entre outros. A forma como todos esses elementos são combinados faz toda a diferença na rotina de trabalho e nos resultados.

Logo, entender os contextos está ligado à saber muito bem tudo o que se passa na instituição. E uma importante função do líder é justamente explicar para as pessoas qual é o seu papel em uma organização.

“Compreender o contexto é muito importante porque se eu tenho um time que entende o seu propósito e a diferença que cada um faz no todo, ele consegue trabalhar em alta performance”, afirma Piza.

“Assim, eu tenho uma organização competitiva e adaptável, que aprende sempre e responde às dinâmicas do mercado. Consequentemente, você consegue gerar resultados que excedem expectativas”, continua.

Avaliando a psicodinâmica da instituição

A área de RH tem como outputs ações como motivar, recrutar, remunerar, treinar e desenvolver pessoas. Isso tudo deve ser feito:

  • Por um custo competitivo;
  • Na quantidade certa;
  • Pelas pessoas certas, lugar certo e fazendo a coisa certa – alinhamento de competências e habilidades;
  • Do jeito certo – eficácia e custo;
  • Propiciando um clima positivo e/ou construtivo em que as pessoas percebam seu valor.

E a coordenação desses elementos é a chave para formar um time de alta performance e apresentar entregas que ultrapassam o esperado.

A criação de um propósito

O propósito do trabalho tem que ter sinergia com os propósitos pessoais do colaborador. “A condição básica para gerar resultados extraordinários é que a pessoa deve agir de modo extraordinário, isto é, pensar diferente”, diz Piza.

Nesse ínterim, o líder precisa promover um espaço para que seus colaboradores possam inovar, ter ideias diferentes e, sobretudo, que sejam ouvidos de verdade.

Nesse sentido, o especialista declara que “o papel do líder é ter uma escuta ativa, sem julgamento que encoraje pessoas a agir e pensar de forma distinta”.

“É necessário criar um ambiente de confiança em que todos se sintam seguros para dizerem o que pensam sem ter medo de serem demitidos, assediados ou humilhados”, explica.

Quando uma pessoa sente que está em um ambiente seguro e de escuta apreciativa, no qual que pode agir como pensa e que será ouvida – pois faz parte de um time coeso – ela se sente livre para se expressar e inovar. Isso gera autonomia e empoderamento.

“O líder não empodera pessoas. Ele cria espaços propícios para aquele que quer ser ator, atue. O líder tem que despertar e dar condições para pessoas escolherem e assumirem protagonismo do próprio destino”, complementa Piza.

Por isso, para ele, se o contexto da empresa foi entendido pelas pessoas e um colaborador consegue perceber a importância do seu papel, você terá engajamento e um time extraordinário.

O papel do líder e o enigma da liderança

Para saber escutar de forma apreciativa e criar espaços para colaboradores-atores, o líder precisa de inteligência emocional avançada e afinar suas tomadas de decisão.

Para Piza, os elementos que devem ser desenvolvidos para aprimorar a inteligência emocional são:

  • Autoconhecimento;
  • Saber se administrar;
  • Empatia e compaixão;
  • Capacidade de gerir relações a partir da percepção do outro;
  • Motivação para agir e construir algo.

Da mesma forma, o líder necessita cuidar do seu lado intuitivo e racional, perceber o mundo ao ser redor e levar o que é melhor para o contexto em consideração para tomar melhores decisões.

Seu processo de decisão deve ser claro a ponto de que todos saibam onde as coisas vão chegar.

Dessa forma, o enigma da liderança se dissolve quando o gestor entender que precisa engajar pessoas para ter resultados extraordinários e, com isso, poder construir o futuro.

Um exemplo prático da Klabin: práticas de liderança

Na Klabin, Piza percebeu que precisava construir a atitude de ser extraordinário, na qual as pessoas queiram agir e pensar de forma diferente, se arriscar e tomar o poder do que fazem para si.

Para isso, foi criado um sistema de práticas de liderança com base em 5 pilares:

  1. Sistema de metas;
  2. Avaliação de competências;
  3. Escola de negócios;
  4. Cultura de relacionamento;
  5. Segurança e saúde.

Piza comenta que a escola de negócios funciona como uma “academia” para fortalecer e expandir as competências avaliadas no passo anterior, na qual os colaboradores podem exercitar os “músculos” que estão adormecidos e precisam ser ativados para fazer diferença no seu trabalho.

Ela foi elaborada em uma base digital robusta, com cursos que focam no treinamento e desenvolvimento.

Todo esse projeto não é compulsório, mas tem o objetivo de convidar pessoas para abraçar um novo modelo de trabalho e gestão e, dessa maneira, participar da evolução e do progresso da empresa.  

Como vimos, o líder pensado por Sergio Piza não se trata de ser uma pessoa inspiradora, estrategista ou sobre-humana.

Mas sim de um profissional capaz de proporcionar ambientes de troca e crescimento nos quais os demais colaboradores tenham espaço para serem atores do seu próprio destino e exibir resultados extraordinários.

O que achou dessa visão do papel do líder nos dias de hoje? O que mais você considera importante na formação de um gestor?

Deixe um comentário e compartilhe suas ideias com a gente!

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Autor

Renan Oliveira

Jornalista com experiência de treze anos em comunicação e atuação em segmentos como economia, indústria, ciência, tecnologia, turismo, esporte, cultura, gastronomia e terceiro setor.

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