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4 estratégias para começar a utilizar blockchain nas empresas
Estudo da Gartner mostra que até 20% de toda estrutura global de negócios possa ser baseada nesta tecnologia em 2030. Você está pronto?

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Segundo a consultoria Gartner, o blockchain nas empresas tem potencial para gerar uma lucratividade anual de mais de US$ 3 trilhões até 2030.

O levantamento também mostra que de 10% a 20% de toda estrutura global de negócios possa ser baseada nesta tecnologia no mesmo período.

E, se essa tecnologia surgiu no mercado financeiro, agora já começa a ser assistida por outros mercados com bastante atenção.

Como uma onda, as empresas tiveram que aprender a lidar com conceitos como bitcoins, blockchain e techs e não param de surgir outros, tanto de serviços, quanto de jeitos disruptivos de se trabalhar. Quem não providenciar uma prancha logo, vai se afogar.

O blockchain surgiu através de um estudo publicado em 2008 pelo alter-ego Satoshi Nakamoto – até hoje não se sabe, de fato, o autor envolvido neste projeto. No entanto, só tomou corpo no ano seguinte, com a criação da rede Blockchain Bitcoin.

A iniciativa trouxe ideias sobre como realizar transações financeiras de ponta a ponta sem a interferência de instituições terceiras, gerar mais segurança com técnicas de criptografia e decentralizar custos.

Mas, afinal de contas, quais são as melhores estratégias que as empresas devem tomar para começar a utilizar o blockchain? Afinal, não estamos mais falando em ideias de serviços, mas sim na complexidade da sua sustentação técnica.

Para nos ajudar a entender melhor sobre essa iniciativa, separamos 4 passos que podem ser utilizados na sua empresa.

São dicas do estudo Blockchain is here. What’s your next move?, lançado recentemente pela consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers). A pesquisa ouviu 600 executivos de 15 estados americanos, onde 84% alegam ter pelo menos algum envolvimento com o Blockchain. Veja a seguir. 

  1. Faça do blockchain nas empresas um business case

Ter um caso estruturado para trabalhar em cima, um business case, é um grande passo para se começar a entender e estruturar o blockchain nas empresas.

Para tal, o trabalho do departamento de TI não pode ser mais pautado em antigos projetos e formas de se trabalhar, pois papéis, processos e modelos devem ser reinventados.

Não precisa mudar todos os processos, porém, fugir do comum é fundamental.

Deixar bem claro quais são os problemas e as soluções para eles também é essencial. Cuidado para não se perder nas ideias.

Não se esqueça também de identificar quais os reais pontos da sua empresa aonde o blockchain se encaixa. Então, aplique, vá ajustando os problemas durante o percurso e aceite a possibilidade de uma ajuda externa para diminuir custos. 

Entre os 3 principais motivos das empresas que não emplacaram um projeto, ainda não o terem feito, estão: custo (51%), não saber por onde começar (45%) e a falta de governança (45%).

Porém, 62% do total de instituições participantes já estão com algo em andamento, o que é um ótimo cenário de progresso.

  1. O que é preciso para construir o seu blockchain?

“Blockchain requer a criação de novos ecossistemas industriais, nos quais os participantes devem trabalhar juntos”, afirma o estudo.

Porém, esta também é a parte mais difícil. É preciso entrar em acordo sobre como os custos e lucros serão divididos de forma justa, as regras de participação, quais os recursos de governança existem, entre outros.

Para se ter uma ideia, 28% dos entrevistados alegam que o trabalho em conjunto com outras instituições têm sido essencial para o sucesso do projeto.

Além disso, 40% delas também ressaltou a importância da escalabilidade, já que muitos dos problemas que surgem em torno da plataforma, como rastreamento da cadeia de fornecimento ou crescimento tecnológico, precisam do investimento de terceiros.

Vale lembrar também o poder da gestão de governança em torno de projetos de blockchain, 89% dos entrevistados elencam este ponto como o terceiro principal fator de sucesso para um projeto na área (pensando em auditoria), seguidos, em forma decrescente, de interoperabilidade (86%) e escalabilidade (91%).

  1. Quem pode o que dentro do projeto

É necessária grande clareza, entre todas as partes envolvidas, sobre quais serão os processos operacionais idealizados e o que (e em quais níveis) cada participante poderá ver e fazer dentro disso.

Tudo está ligado à segurança cibernética, portanto, vale pensar desde o começo do projeto em envolver especialistas da área (incluindo profissionais de risco).

Eles criarão as barreiras necessárias para as equipes de desenvolvimento e gerarão um âmbito de confiança a quem está no desenvolvimento e, mais pra frente, no consumo deste resultado.

Lembre-se! A própria empresa tem regras de governança e privacidade, por isso não dá para criar algo totalmente à parte disso. Não podemos esquecer também do investimento em áreas de processos, pois elas vão gerar uma base mais forte para o trabalho em blockchain.

Há três caminhos a se seguir quanto as margens de autorização de segurança dentro de projetos de blockchain. Os totalmente fechados, os abertos e os híbridos.

Dentre as instituições entrevistadas pela PwC, 40% utilizam blockchain com permissões, 34% em cadeias permissivas e 26% com soluções híbridas.

  1. Navegue pela incerteza regulatória: assista, mas não espere

Não podemos esquecer que, por mais que a descentralização e a tecnologia pareçam jatos potentes sem horizonte à vista, há uma linha regulatória a ser seguida. Como vimos na dica anterior, este ponto pode ser de responsabilidade de uma única empresa ou gerida de maneira híbrida.

Entretanto, isto tira um pouco das mãos dos órgãos reguladores o poder de manter uma estabilidade de mercado. Por isso, há indícios de que, se necessário, estes órgãos intervirão sim no blockchain, o que não pode virar um empecilho para as iniciativas.

Alie-se à reguladores e grupos que possam ajudar a debater como esta inovação deve se encaixar nas leis e, assim, também ajude a criar um ecossistema cada vez mais seguro para todos.

Não se esqueça de acompanhar quase que diariamente as mudanças nas leis de segurança de dados, além se utilizar, impreterivelmente, do regulamento atual como um guia para todas as decisões.

Entre todas as empresas entrevistadas, 27% delas elenca em primeiro lugar, como a maior dificuldade de seguir com projetos de blockchain, as regulamentações.

Os países que ocupam os polos mais extremos desta dificuldade são a Austrália com 37% e a China, nada surpreendentemente, que indica apenas 17% dos respondentes que enfrentam esta dificuldade.

Gostou do estudo da PwC?

Se já estão prontos para usar o blockchain, veja também 8 formas para usar o blockchain no seu negócio, muito além da criptomoeda. Tenho certeza que poderá ajudar. 

A Blueprintt também realiza nos dias 28 e 29 de novembro o Blockchain Summit, reunindo projetos inovadores em diversos setores: agro, serviços financeiros, setor público e muito mais.

Clique aqui e saiba mais sobre o evento. 

Autor

Barbara Marques

Barbara é graduada em Jornalismo pela FIAM-FAAM, atua profissionalmente há cinco anos, tanto em conteúdo factual, quanto para empresas. É especialista em produções relacionadas à tecnologia, fraude, business e marketing, entre outros. Além de vasto conhecimento em cobertura de eventos, palestras e coletivas.

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