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Comece a utilizar blockchain no setor de crédito e cobrança
Desde a aparição das criptodados, um mar de possibilidades foi aberto no mercado. Conheça o poder de transformação da tecnologia.

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Não é mais segredo o quão promissor é o cenário do Blockchain no setor de crédito e cobrança, mas para todo o mercado. Desde 2017, esta nova maneira de preservar e descentralizar dados revoluciona o modo de se pensar.

De acordo com uma pesquisa da IDC, o mercado injetará US$ 2,1 bilhões no desenvolvimento de produtos e serviços que tenham como base o Blockchain até 2021.

Os Estados Unidos devem liderar este movimento, com estimativa de 40% do mercado, além da expectativa de crescimento acelerado da América Latina e do Japão, com 152,5% e 127,3%, respectivamente.

Para nos contar sobre como o mercado reage e inova, dividiremos com você a apresentação que o economista Luiz Calado fez ao público da última edição do Fórum C4CC de Crédito e Cobrança, grande evento da área realizado pela Blueprintt.

Confira a importância do Blockchain no setor de crédito e cobrança e a sua capacidade de revonucionalá-lo! 

Blockchain no setor de crédito e cobrança: entendendo o seu papel

“O Blockchain está entre o hope e o hype. Eu gosto de trazer esta mensagem que está na capa de uma edição da revista do MIT, pois, para mim, é a mais clara visão do que pensam sobre ele”, disse Calado.

Para ele, esta metáfora explica o quanto esta nova tecnologia é vista como a “bala de prata” para a resolução de todos os problemas do mercado financeiro. Porém, não é bem assim.

De fato, a força dos criptodados é muito grande. Segundo uma pesquisa levada pelo palestrante, falamos de uma projeção de US$ 1 trilhão, que pode ser gerado pela facilitação de novos negócios para exportação.

Há uma estimativa de diminuição de até 99% da perda de tempo nas aduanas, já que o Blockchain promete diminuir drasticamente as papeladas nestes processos.

Para Calado, um dos grandes problemas da internet foi a chegada do correio eletrônico. Quando recebemos uma carta física, é possível saber se ela já foi violada ou não. Já no e-mail isso é um problema. Este foi um advento que incomodou muito quem lida mais profundamente com tecnologia.

“Já imaginaram quantos dados dividimos com empresas por conta dos nossos cartões de crédito?”, questionou ele. 

Calado também lembrou dos milhões de dados já foram vazados na internet, principalmente em 2012, para quem tinha LinkedIn, Myspace ou Yahoo!.

No fundo, além dos vazamentos e das inseguranças que este cenário apresentava, o que de fato mais incomoda as pessoas desde então é a centralização de dados de clientes. Por exemplo, ter o seu CPF como dado primário em incontáveis cadastros internet afora.

A partir do momento em que existe uma entidade centralizadora de informações e ela tem uma falha, dados importantíssimos podem cair em mãos erradas. Unidos, eles se tornam uma ferramenta ainda mais poderosa.

A mágica e as apostas do Blockchain

A maior atração do Blockchain no setor de crédito e cobrança é que ele descentraliza bases e não as deixa com identificações expostas. Elas passam a serem identificadas por um hash anônimo, além de ficarem em vários servidores diferentes, o que quase anula a possibilidade de vazamento de dados.

Assim, se uma base de cartão de crédito for roubada e o Blockchain for utilizado para a segurança, o seu CPF jamais será identificado, pois, com esta ferramenta, as informações apareceriam decodificadas e espalhadas.

No Brasil, há apenas um Blockchain original, o Rizon. A sua grande aposta é dar a oportunidade de as empresas também fazerem outros tipos de controles, como de medicamentos via Supply Chain ou registros médicos.

Se pensarmos em segurança alimentar fora do Brasil, fazer recalls de lotes com problemas já é uma prática muito comum. Porém, quando falamos de produção de comida em larga escala, é difícil fazer um recolhimento completo. Além disso, perde-se muito alimento.

A tendência é que gigantes como o Walmart guiem este tipo de projeto via Blockchain para registrar e rastrear melhor.

O mercado projeta o uso de Blockchain para cadastramento e rastreamento de refugiados, identificação do uso de grãos orgânicos e registro de imóveis, entre outros.

“Uma das grandes apostas da atualidade é a Brave, plataforma que quer proporcionar ganhos ao usuário de internet que clica em links patrocinados, assim como o Facebook ganha a sua parcela com o Adwords”, contou Calado.

Esta ideia visa concentrar os dados das pessoas com a decodificação mais segura do Blockchain e a adição de uma conta bancária para depositar os ganhos.

A ideia é aplicar o Blockchain para agregar inteligência à avaliação de produtos: quanto eles têm de vasão, se precisam ser repostos ou se não vendem bem.

Além disso, muito se fala na centralização de onboarding de clientes, para evitar envios desnecessários de informações.

O futuro do Blockchain no setor de crédito e cobrança

Usar Blockchain no setor de crédito e cobrança e Bitcoins na compra de ações é um dos grandes assuntos sobre o futuro desta ferramenta. Como este sistema é muito íntegro e instantâneo, as transações aconteceriam na mesma hora da compra e não na semana seguinte, como acontece hoje. O processo atual é muito arriscado por conta das recorrentes movimentações de mercado.

Falando em dinheiro, o Banco Central e o BNDES pretendem começar a realizar os seus empréstimos por meio de Bitcoins e com controle por Blockchain no setor de crédito e cobrança. Assim, é possível saber onde cada montante foi gasto sem depender de notas fiscais.

“Toda esta febre das Bitcoins e do Blockchain surgiu em meados de 2008, quando muitos bancos estavam quebrando. Agora, uma década depois, eles se apropriam disso para evoluírem”, relembrou Calado.

Ele também utilizou outros cases para ilustrar ainda melhor o quanto algumas promessas já estão a todo vapor no mercado.

Há uma plataforma chegando que pretende disponibilizar crédito descentralizado e ressignificar a visão de negativação. Hoje, só é possível ver se uma pessoa está negativada no momento da consulta, sem a visualização do seu histórico.

Isso, além de toda desconfiança que gera no empréstimo em si, deixa o Brasil em uma posição ruim no ranking mundial de crédito, pois sem o acesso ao passado deste prospect, o campo de confiança se torna mais inseguro.

“A tendência é que a confiança volte a ser nas pessoas e não no score de rating dado pelas empresas”, explicou o especialista.

Você já teve alguma experiência com Blockchain no setor de crédito e cobrança? A sua empresa já fala sobre isso? Queremos saber!

 

Autor

Ana Paula Rocha

Formada em jornalismo pela PUC-SP e pós-graduada em Mídias Digitais pelo Senac, Ana Paula Rocha tem mais de 10 anos de experiência com reportagens especializadas e para a internet. Atualmente, é gerente de conteúdo na Blueprintt, à frente das áreas de Serviços Financeiros, Finanças Corporativas e Serviços de RH.