Utilize o self-learning como método de educação corporativa

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Em meio a pandemia causada pela COVID-19, muitas empresas tiveram que rever os processos e até mesmo reconsiderar o planejamento estratégico diante das transformações provocadas pelo novo coronavírus. E quando falamos em mudança dentro de uma empresa, vários dilemas são expostos.

Fato é que, quem não se adaptar vai encontrar muita dificuldade para sobreviver no mercado. Uma dessas mudanças implica em capacitar os colaboradores nesse período instável sobre os objetivos da empresa, e de certa forma, se torna uma oportunidade para encontrar novos meios, explorando a tecnologia a favor da empresa. Nesse sentido, o self-learning surge como uma opção interessante para as organizações.

“Fazer self-learning não é apenas entregar conteúdo, é mexer na estrutura de cultura, é mexer numa organização na qual talvez o status quo não seja aquele que está implantado a muitos anos na sua empresa”, comenta Leonardo Carvalho, Head da Academia Digital da Universidade Corporativa da Leroy Merlin.

Leonardo participou do evento Imersão em E-learning promovido pela BluePrintt em agosto de 2020. O Head compartilhou sua experiência de implementar a cultura do self-learning na empresa.

Para que o self-learning tenha êxito é necessário que a empresa crie um ambiente seguro e que propicie a vulnerabilidade e que incentive a vontade de arriscar e tentar. Um dos princípios da metodologia é o teste, erros acontecem nesse caminho, mas faz parte do processo para instigar o self-learning.

Como aplicar o self-learning?

Esse método não existe sem a colaboração da tecnologia de alto nível, as ferramentas são baseadas em machine learning, inteligência artificial e, em alguns casos, o big data. O primeiro passo é encontrar cases no mercado para avaliar o que será necessário dentro do propósito da organização.

Após a pesquisa de mercado, escolha um fornecedor que atenda a sua demanda. É muito importante ir com as ideias bem definidas. Portanto, conheça bem a empresa, saiba que toda mudança acarreta a desconfiança, faça dessa plataforma de ensino o mais agradável possível para os colaboradores, ágil, adaptável e principalmente, de fácil acesso.

“Entregamos a primeira solução nesse ano de 2020 que se chama ‘aprenda mais’. O ‘aprenda mais’ é um ambiente de self-learning, no qual a gente disponibilizou para 100% da organização, cerca de 10 mil pessoas que antes não tinham acesso ao hábito de alguns treinamentos passaram a ter. Muitas empresas apostam no hard skill, mas, neste momento, nós percebemos que deveríamos imputar novas habilidades (soft skills)”, afirma Leonardo Carvalho.

A fala de Leonardo é importante para refletir sobre algo que se tornou comum nas empresas que investiram no conteúdo educacional, mas não conseguiram atingir o resultado esperado.

Conteúdos onde os colaboradores já estão acostumados ou que, pela atividade do dia a dia já são desenvolvidos, não é necessário e nem agrega valor ao conteúdo, ao intelecto do funcionário e no fim se torna um gasto. Por exemplo, não faz sentido investir em uma plataforma, e nas atividades direcionadas para o RH ter como conteúdo como fazer um relatório de desempenho. Ou no caso da própria Leroy Merlin que trabalha com vareja, ensinar um vendedor a vender.

Se essas pessoas já estão lá, essa habilidade elas já possuem. O conteúdo da ferramenta deve otimizar o tempo do funcionário e acrescentar em algo que agregue valor no dia a dia dele. A experiência dos colaboradores é o principal valor dentro do self-learning.

Crie jornadas de desenvolvimentos para cada público específico, como:

  • Jornada da liderança;
  • Jornada do ágil e digital;
  • Jornada da resiliência;
  • Jornada da inteligência emocional.

Todos os conteúdos devem ser avaliados por profissionais capacitados e pela alta liderança. Envolva pessoas de cada área para a acuracidade dos materiais. Esse movimento já causa uma aproximação do público, o que irá impactar na adesão e no engajamento dos colaboradores.

Podem notar que cada etapa não é técnica, é mais uma questão de mindset. Treinar os colaboradores com esse intuito de compreender o propósito de cada ação, da importância dessa transformação e o quanto isso será valioso na rotina de cada um é mais assertivo que investir em questões técnicas que, provavelmente, a maioria já esteja adaptado a esses temas.

Um ponto fundamental para que o self-learning seja aceito e faça a diferença, é oferecer todas as possibilidades de acesso, seja do celular, tablet, desktop ou notebook. Ainda mais no home office, a realidade de cada funcionário muda muito. E ele sabendo que pode acessar de qualquer lugar e da forma que puder traz uma segurança maior para o projeto.

Outro benefício importante são os relatórios indiretos que a plataforma gera, seja por acesso, por conclusões dos cursos, nível de satisfação e por qualidade de cada funcionário, sem que ele saiba e se sinta pressionado. Esses números serão usados para tomada de decisões estratégicas da empresa.

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