Saúde mental: como cuidar dos colaboradores?

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Com a pandemia, os problemas de saúde mental triplicaram e ganharam ainda mais destaque nas organizações. Mas, por muitas vezes, falta intensificar o diálogo para entender as necessidades de cada colaborador e tomar as devidas medidas de prevenção e de cuidado.

As organizações têm papel fundamental e podem ajudar seus colaboradores no processo de adaptação e de aceitação deste novo mundo, imposto a todos. O momento agora é de respostas e de implementação de novas práticas, principalmente focadas no bem-estar dos colaboradores e na continuidade dos negócios.

Esse assunto é extremamente importante e deve ser amplamente discutido pelas pessoas e pelas organizações, e para fomentar o debate, tivemos a participação da Gabrielle Botelho, Diretora de Recursos Humanos da CCG na Webconference HR Summit falando sobre a saúde mental no trabalho e as formas de cuidar dos colaboradores.
Confira, abaixo, os principais pontos!

Contextualização e dados de saúde mental 

As doenças oriundas de problemas relacionados à saúde mental são mais comuns do que imaginamos. Para cada 10 pessoas no mundo, 1 delas tem algum distúrbio de saúde mental e 33% da população mundial já teve algum diagnóstico de ansiedade.

A depressão é a causa número 1 de afastamentos do trabalho no mundo todo e cerca de 16,5% da população já sofreu com a doença. São Paulo é a cidade com maior incidência de transtornos mentais no mundo, cerca de 29,6% dos paulistanos já tiveram alguma doença.

Esses dados já eram uma realidade, mas o contexto da pandemia intensificou ainda mais a ocorrência destas doenças. São inúmeros os relatos de pessoas com esgotamento mental, trabalhando muito mais do que no escritório, além de ter que conciliar os cuidados com os filhos e a casa.

A saúde mental precisa ser amplamente discutida, não pode mais ser tratada como um tabu. Desde pequenos, quando ainda na época da escola, as pessoas são cobradas e estimuladas a desenvolverem capacidades técnicas, mas a parte emocional do cérebro acaba não sendo tão utilizada.

Novas gerações e papel do RH

O risco da incidência de doenças mentais nas novas gerações (Y e Z) é maior se comparado com as gerações anteriores. Estudos demonstram que este grupo tem uma menor capacidade de administrar frustrações e não conseguem lidar tão bem com as pressões no trabalho relacionadas à performance.

Portanto, quando alcançam um estágio de esgotamento emocional, possuem uma tendência maior a pedir demissão.

E o Recursos Humanos tem a responsabilidade de criar um ambiente para que esses jovens se sintam bem recebidos pelas organizações. Abaixo, algumas implementações que a área pode realizar para auxiliar neste processo e deixar o ambiente mais saudável mentalmente:

  • Integração: é importante ajudá-los a fazer a transição para o mercado de trabalho, é significativo que eles entendem isso, pois muitos não possuem nenhuma experiência corporativa;
  • Treinamento: eles precisam de ajuda para entender como gerenciar as tensões do ambiente organizacional, ou seja, focar em treinamentos para desenvolver soft skills é primordial;
  • Liderança: liderança aberta que esteja disposta a demonstrar vulnerabilidade, falando sobre
    experiências (boas ou ruins) previamente realizadas para que as novas gerações consigam entender que situações acontecem com todos;
  • Ambiente: promover troca, aprendizados e que permita e aceite os erros, porque faz parte do processo de aprendizagem. Segurança psicológica para possibilitar experimentos e fomentar a inovação.

A criação de grupos de afinidades é um excelente recurso e se mostra interessante para construir uma comunidade entre pessoas com identidades ou experiências compartilhadas. Eles propiciam um lugar de fala em um ambiente mais seguro para aqueles que estejam passando por alguma questão de saúde mental.

Guia 40 segundos de ação da OMS

O cuidado com a saúde mental começa pela empatia, em 2019 a OMS estabeleceu o guia “40 segundos de ação” que remete à importância de se prestar atenção nas pessoas que estão ao redor. Ele define que em 40 segundos é possível:

– Conversar com alguém e perguntar como está se sentindo;
– Transmitir mensagens sobre a importância de cuidarmos da nossa saúde mental;
– Comunicar aos colaboradores sobre os recursos disponíveis no local de trabalho ou na comunidade para lidar com o sofrimento mental.

Prevenção é o melhor para o momento em que estamos vivendo, e o RH tem um papel fundamental neste processo dentro das organizações. E rever o papel e ações da liderança é o ponto-chave, existem muitos relatos de pessoas com questões mentais agravadas em decorrência de ambientes de trabalho relatados como tóxicos.

Sucesso é ter saúde mental! Seja na vida profissional ou pessoal, viver uma vida saudável em todos os aspectos – físico, mental e espiritual – é sinônimo de ter sucesso. Olhar para si e buscar entender/nomear as emoções é o primeiro passo para se entender e, até mesmo, para procurar ajuda se for necessário.

Continue aprendendo e debatendo sobre assuntos importantes para o dia a dia do profissional de Recursos Humanos! Participe, gratuitamente, do HR Summit Virtual Experience. Acesse o site e inscreva-se.

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