Tudo o que você precisa saber sobre saúde corporativa

Saúde corporativa
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Como aumentar a motivação, o engajamento e elevar a produtividade dos profissionais?
A saúde corporativa garante tudo isso para o bem-estar dos colaboradores, além de causar impactos significativos nos aspectos financeiros da empresa.

As organizações estão cada vez mais convencidas da importância de promover boas condições de trabalho. No entanto, ter a questão como prioridade não é a certeza de sucesso se as ações não forem colocadas em prática ou se existir uma ineficiência delas.

Implementar uma gestão de saúde empresarial é uma ação complexa que exige atenção em diferentes detalhes, como documentações necessárias e adoção de boas práticas. Para te ajudar a colocar todas as medidas em funcionamento e tirar todas as dúvidas sobre o assunto, continue a leitura.

O que é saúde corporativa?

A saúde corporativa consiste em uma série de medidas que ajudam a cuidar do bem-estar do colaborador e otimizar o seu rendimento. A finalidade é garantir a qualidade dos profissionais, contemplando mente, corpo e espírito.

Isso vai de acordo com os pressupostos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que afirma que ser saudável significa “um estado de completo bem-estar físico, mental e social”.

Todo o contexto ajuda no entendimento de outros conceitos e propostas, como qualidade de vida no trabalho. A ideia é que colaboradores e empregadores tenham uma visão muito mais preventiva do que emergencial.

Quais são os principais problemas de uma saúde corporativa inadequada ou ineficiente?

A falta de investimentos em saúde corporativa focados na prevenção pode trazer inúmeros prejuízos, além das recorrentes faltas. Por exemplo, no passado, a preocupação das organizações apenas existia quando o colaborador ficava doente.

Isso trouxe impactos financeiros negativos. Em 2018, mais de 800 mil acidentes de trabalho foram registrados no Brasil, segundo os dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT). A estimativa é que a cada 48 segundos seja registrado um evento com esse.

Os dados são atualizados em tempo real, logo são válidos para a data mencionada e crescem todos os dias. Ou seja, demonstram em números como a saúde é relevante para os colaboradores e corporações.

Apesar desse cenário, você sabia que os gastos com saúde aumentaram mais que a inflação para 81% das empresas brasileiras, em 2017? Além disso, 71% das organizações têm programas e estratégias voltados à saúde corporativa. Esses dados são da pesquisa “Gestão da Saúde Corporativa” da Associação Brasileira de Recursos Humanos — Brasil (ABRH–Brasil) e da Aliança para Saúde Populacional (ASAP).

Mesmo que os investimentos existam, o problema identificado é a ineficiência das ações, os sistemas ainda são frágeis e a ausência de indicadores e atividades de prevenção muito isoladas.

Com o cenário desfavorável, os problemas mais comuns que podem ser gerados são: aumento exponencial de afastamentos, diminuição da produtividade e ambiente de trabalho desagradável.

Como implementar na organização?

O primeiro passo é reconhecer a saúde empresarial como relevante. Oferecer um plano de saúde é uma proposta, porém não a única. Também é importante indicar ações preventivas e programas específicos que mudem os hábitos dos colaboradores e otimizem o uso do convênio médico para reduzir os sinistros.

O propósito é melhorar a qualidade de vida dos profissionais e aproveitar os benefícios a favor da empresa. Ou seja, a associação da gestão de saúde corporativa e o desempenho. Nessa equação, as organizações se preocupam com os colaboradores e eles respondem com mais engajamento e motivação.

Boas práticas para a implementação

Tenha uma gestão estratégica

Traçar o perfil dos colaboradores para compreender as suas necessidades, assim adotar ações alinhadas. As informações podem ser captadas por meio de exames admissionais e periódicos, além de questionários de saúde, aplicativos, entre outras iniciativas.

Com base nas respostas, é possível verificar se as boas práticas de ergonomia e conforto estão integrando a saúde ocupacional para evitar os acidentes de trabalho. Entre os itens que podem ser verificados:

  • a salubridade da empresa;
  • clima da organização e relação da gestão com os colaboradores;
  • índice de absenteísmo e taxa de demissões na empresa.

Ter o monitoramento de todos esses dados ajuda a definir as ações estratégicas, solucionar problemas e agir de forma preventiva para antecipar resultados e comportamentos. Outro benefício de ter mapeado toda a realidade corporativa é poder oferecer iniciativas e abordagens apropriadas.

Dessa forma, consegue-se verificar os serviços mais indicados para ter no plano de saúde e reduzir a sinistralidade. Ou então identificar os problemas mais recorrentes para estimular atividades específicas. Por exemplo, se for constatado que existe uma grande quantidade de fumantes é possível desenvolver um programa para esse grupo.

Outro aspecto importante na gestão da saúde corporativa é capacidade de se adaptar ao momento. O confinamento imposto com a disseminação do coronavírus foi um bom aprendizado. As empresas tiveram que adaptar programas de saúde ao home office ou criar iniciativas que dessem chances de serem lembradas no futuro pela forma como se portaram em uma época de crise.

Conscientize e incentive a qualidade de vida dos colaboradores

Da mesma forma que a empresa precisa enxergar a saúde como relevante, os profissionais também precisam compreender a sua real importância. É válida a pergunta: qual foi a última vez que os colaboradores fizeram um check-up ou atividades físicas? Por outro lado, quando foi a última campanha de qualidade de vida promovida pela empresa?

Os valores da saúde corporativa precisam ser estimados e disseminados por todos. Para entrar na rotina, a empresa pode contar com palestras e ações educacionais, como campanhas de vacinação e sazonais, entre elas janeiro branco, novembro azul e outubro rosa. E outros exemplos: estímulo aos check-ups periódicos, criação de grupos de atividades físicas e ginástica laboral.

Preocupe-se com a infraestrutura e ambiente de trabalho

O ambiente pode influenciar na saúde e desempenho do profissional. Por isso, é fundamental avaliar as condições por meio da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), que prevê todos os itens necessários para boas condições, como móveis ergonômicos, ambientes confortáveis e arejados, níveis de ruído e projeção de luz.

Faça parcerias

A maioria das ações podem ser aprimoradas com a ajuda de um parceiro estratégico. Entre as opções para ajudar ainda mais com a promoção da saúde existem academias, médicos e nutricionistas. Esses profissionais podem ajudar com visitas esporádicas ou conceder descontos exclusivos.

Como a saúde corporativa impacta as organizações?

Depois de compreender o perfil e estilo de vida dos colaboradores, definir as medidas, soluções mais adequadas e gerar uma ampla conscientização é possível que a organização usufrua de vários benefícios de ter colaboradores com hábitos mais saudáveis.

Conheça alguns dos benefícios alcançados com o desenvolvimento da saúde corporativa.

Menor quantidade de ausências e afastamentos

Absenteísmo e presenteísmo são praticamente sinônimos para as ausências no trabalho. O primeiro define a falta literalmente, enquanto o segundo significa ausência mental.

A alta ocorrência de afastamentos e faltas podem acontecer por diversos motivos, como estresse diário, ansiedade, pressão para alcançar metas, competitividade entre os profissionais e até lesões físicas geradas por esforço repetitivo ou acidentes laborais.

Para ter uma ideia, as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros. Os casos cresceram 184% entre 2007 e 2016. A constatação é do estudo “Saúde Brasil 2018”, do Ministério da Saúde.

Outros problemas relevantes são a obesidade e o sedentarismo. O primeiro afeta 19,8% dos brasileiros, sendo que 53% está com excesso de peso. O percentual de pessoas obesas aumentou 67,8% entre 2006 e 2018. Nas organizações, esse cenário representa os custos totais de absenteísmo. A porcentagem fica entre 6,5% e 12,6%.

Além desses problemas, ainda existem as doenças mentais. Um relatório da OMS constatou que o Brasil é líder no ranking de ansiedade e depressão ocupacional na América Latina. Já em relação ao estresse, 70% dos brasileiros já tiveram algum sintoma, destes 69% apontam o trabalho como causa principal.

Em 2018, mais de oito mil licenças foram concedidas pelo INSS por transtornos mentais e comportamentais adquiridos no trabalho, o que representa um aumento de 12% comparado com o mesmo período do ano anterior.

Outras situações atípicas podem agravar os dados. É o caso da pandemia do coronavírus.
Em meio à quarentena e adoção em grande escala do trabalho remoto, 62% dos profissionais ficaram mais ansiosos, 39% se sentiram sozinhos e 43% praticaram menos atividades físicas. Os dados são de uma pesquisa do LinkedIn, com 2 mil entrevistados, realizada no início da quarentena.

Melhoria no clima e dinâmica organizacional

As preocupações com a infraestrutura e ambiente de trabalho têm relação direta com a melhoria no astral da organização e dinâmica dos processos entre os departamentos. Ou seja, não é apenas a saúde mental e física que se beneficiam.

O bem-estar dos colaboradores gera um engajamento de todos e uma melhoria no relacionamento interpessoal. A razão é que todos estão satisfeitos com as funções que desempenham, ao mesmo tempo em que percebem os esforços da empresa para proporcionar um ambiente positivo.

Dessa forma, a capacidade de atingir metas aumenta, os índices de absenteísmo ou demissões (turnover) caem, enquanto que o poder de atração ou retenção de talentos aumenta. Outros fatores que podem ser percebidos é o desenvolvimento da criatividade, concentração e práticas de comunicação.

Aumento de produtividade

Se os trabalhadores estão mais saudáveis e felizes, consequentemente se tornam mais produtivos. Um estudo do Medibank Private comprova isso. Segundo ele, pessoas mais saudáveis são quase três vezes mais produtivas do que os colegas com alguma doença. Os colaboradores com a saúde em dia ​​trabalharam 159 horas efetivas por mês, comparadas a 43 horas pelos menos saudáveis.

Para a empresa, esses números representam melhoria na qualidade da entrega dos projetos, com novas oportunidades de venda, parcerias e fidelização. É uma sinergia em um fluxo de trabalho mais virtuoso e equilibrado.

Veja um resumo de todos os benefícios e resultados que podem ser alcançados com uma gestão correta e estratégica da saúde corporativa:

  • aumento do engajamento da equipe;
  • melhorias na vantagem competitiva;
  • atração e da retenção de talentos;
  • prevenção de doenças ocupacionais e crônicas;
  • diminuição dos problemas de saúde e redução dos gastos;
  • fortalecimento dos laços e relacionamento entre empresa e equipe;
  • estímulo a práticas colaborativas;
  • desenvolvimento de criatividade, concentração e práticas de comunicação.

Tudo isso mostra o quanto a empresa valoriza os seus colaboradores. Esses itens somados a uma cultura organizacional humanizada se tornam grandes aliados na gestão da saúde corporativa.

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