Desafios da atuação do profissional de Relgov em startups

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As fintechs e as startups são players que vem crescendo no mercado. Empresas totalmente tecnológicas, inovadoras e disruptivas possibilitando um novo rumo para se fazer negócio. Como tudo que é novo, gera dúvidas. Principalmente quando o assunto é regulamentação, direitos e leis.

Esse debate surge de forma direta porque muitas startups fizeram uma revolução no consumo de serviços, logo, impactaram diretamente no comportamento da população. Quem sofre com isso são as empresas mais tradicionais ou serviços monopolizados, que por sua vez, sentiram o gosto da concorrência — e muitas não estavam preparadas para isso.

Já para os profissionais de Relgov que pretendem seguir nessa atividade, se preparem, pois, irão encontrar desafios e obstáculos sobre regulações inovadoras do negócio, deve-se levar em consideração que a transformação e as mudanças são constantes no modelo de negócio de uma startup.

Adversidades da atuação de RelGov em startups

O primeiro desafio é refletir sobre como é a interação do seu negócio com as regulamentações, o segundo passo é compreender que se trata de empresas disruptivas, por consequência, mudam a forma de como os serviços eram prestados antes.

Para exemplificar vamos comparar o modelo de Táxi x Uber. Enquanto uma empresa (Táxi) já está consolidada no mercado, com regulações bem definidas, sem concorrência por muito tempo, isso configura um monopólio do serviço. Onde a relação entre cliente e empresa/serviço não é nada democrática.

Anos se passaram, o mundo evoluiu e surgem as as empresas tecnológicas, com base em estudos e perspicácia referente às necessidades da população. Ainda que o surgimento da Uber não tenha sido com esse propósito, enxergaram uma oportunidade que muitas frotas de táxis não conseguiram. Melhoraram a experiência, o preço e a segurança para se locomover pelas cidades.

Olhando pelo lado legislativo, em que medida esse tipo de serviço que a Uber oferece é algo contrário dos mesmos serviços “tradicionais”? É justo seguir a mesma regra?

É considerado ilegal e deveria parar de existir ou deve ser coibido pelas autoridades?

Esse momento é crucial para o debate a fim de construir regulações inovadoras.

“Ao mesmo tempo que o ambiente de livre mercado e a ausência de regras é favorável para a inovação, a partir do momento que você descobre ou você tem um produto que desmonta um setor grande, a crise de ilegitimidade te acompanha, e a discussão se é legal ou ilegal sobre o serviço que você está fazendo atinge a atividade do negócio. Então a regulação passa a ser algo desejado pela empresa” afirma, Ricardo Ribeiro Leite, Head of Public Policy da UBER.

Depoimento colhido no Programa Executivo de Imersão em Relações Governamentais, realizado pela Blueprintt.

Resumindo a fala do Ricardo, regulação é custo. Prestar conta para o estado, cumprir com regras, pagar atributos e etc.

Outro desafio que é bem comum é sobre a narrativa do business e da startup: o que você faz? Qual é o seu serviço, qual é o impacto que ele tem? Que problema ele resolve para as pessoas da cidade e por que ele precisa ser regulamentado? E o que a empresa precisa trabalhar para levar essa discussão para o plenário?

Reflexões e premissas

1 – Necessidade de conhecer profundamente o negócio e entender o porquê da regulamentação do seu concorrente tradicional, e seu serviço não pode ser comparado ao convencional, por que não pode ser a mesma regulamentação para os dois? Uma vez que o ato do estado é: regulamentar padrão de qualidade e limitação de preço.

2 – Falhas no mercado justificam a regulamentação para as empresas mais tradicionais, porém com a chegada da tecnologia e sua gama de informações, os clientes ganharam mais autonomia e as startups sacaram essa oportunidade do cliente estar no controle. Até então o que acontecia antes era um monopólio de alguns serviços.

3 – O desafio é conseguir compreender essas mudanças que o serviço passou a ter pela inovação da tecnologia e entender o que fica disso e como é que a startup passa a trabalhar com o poder público para endereçar um regulamento que abrace seu serviço e que não coloque as novas empresas em uma espécie de “camisa de força” das regras de um modelo anlógico.

O desafio do profissional que pretende trabalhar com RelGov em startup é conhecer profundamente o modelo de negócio que ele faz parte, conhecer profundamente a regulação existente e as regras que já estão impostas para absorver o pensar dos reguladores (stakeholders).

Antes de formar uma estratégia, se pergunte como é possível levar para o judiciário essa mudança e convencer que, apesar da categoria ser a mesma, o modo como o serviço é prestado é totalmente diferente. A regulação que sair, funciona como compreensão do seu modelo de negócio.

Outra parte do desafio está em ter a cabeça aberta, pensar em regras que consigam comportar uma visão mais benéficas a essas inovações.

“É uma máxima de entender. Você pode fazer grandes mudanças e marcos regulatórios baseados em interesses específicos, mas você não consegue estabelecer no longo prazo mudanças regulatórias de fundos para colaboradores se ela não estiver enraizadas nos valores, se ela não estiver dentro de uma narrativa política mais profunda, que fale sobre ideias e valores para as pessoas. Para nós é muito claro que a Uber hoje é um serviço muito presente nas cidades do Brasil, mais de 20 milhões de usuários, mais de 1 milhão de parceiros entre motoristas e entregadores”, diz Ricardo.

A narrativa de inovação tem que vir para somar ao mercado, oferecendo o melhor serviço para os clientes e para contribuir com a economia local de alguma forma.

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